No começo dos anos 80, Silvio Berlusconi ainda não tinha entrado para a política. Ele era um milionário italiano com ramificações na construção civil e mídia e que entendeu antes dos demais o poder e exposição que um clube de futebol poderiam propiciar. Em 1986, ele comprou o Milan e durante 20 anos venceu mais do que qualquer outro clube europeu. Berlusconi iniciou um trend no futebol europeu, o dos megamilionários que elevaram o nível do mecenato no Calcio de um amparo eventual a um investimento faraônico. Ironicamente, o Milan, o inventor da gestão dos superproprietários, que seja a primeira vítima do neofutebol de sheikhs e corporações. É esse Milan que se prepara para mais uma melancólica temporada cujo desfecho está escrito antes de a bola rolar.

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