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Quartas de final da Champions League: PSG x Barcelona.

Nesta semana acontecem as primeiras partidas de ida válidas pelas quartas de final da Champions League 2012/2013. Na terça feira as atenções se voltam para o Parc des Princes em Paris. O neo-zilionário Paris Saint-Germain pode ser um dos últimos clubes geridos por petrodólares de xeques megalomaníacos, a figurar na final de uma CL.

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Não parecia possível…


Quando Carlo Ancelotti anunciou a escalação do Milan para pegar a Roma, pensei: “A Roma ganha”. Um meio-campo com zero volantes e cinco meias me parecia inadequado para enfrentar uma Roma sólida no setor e ainda contando com vários jogadores talentosos. A estréia de Beckham ganharia ainda mais ares de “jogo-espetáculo”.

Fiquei surpreso com o jogo e, apesar de ter ficado claro que o esquema não é ideal, ele é viável. Beckham, Pirlo, Seedorf, Ronaldinho Kaká e Pato podem jogar juntos desde que seja contra times mais técnicos e com menos força física para disputar a bola no meio-campo.

Antes que venha a criativa acusação de “você não gosta de futebol-arte”, peço que se responda à pergunta: dá para jogar futebol sem a bola? Não. É por isso que você precisa dela nos seus pés e quem consegue tirar a bola dos adversários habilidosos são os De Rossis, Gattusos e Essiens, e não os Léos Limas.

Contra um time mais sólido fisicamente (digamos a Juventus ou um Arsenal), o Milan precisaria, no mínimo, de contar com zagueiros fortes e rápidos, no estilo da zaga do São Paulo tricampeão. Com defensores rápidos, é mais difícil para o atacante ganhar no fôlego. Com Maldini e Favalli (ou Kaladze e Nesta), não dá para abrir mão de um cão de guarda diante da defesa. Por exemplo, quando Thiago Silva puder jogar, ele será uma ótima opção neste sentido.

A experiência de Ancelotti não deve ter sido à toa. Vindo da intertemporada, Milan e Roma (assim como todos os times grandes) voltaram com um cansaço causado pela carga de exercícios, exaustão essa que se dissipa em algumas semanas. Assim, um jogo contra a Roma era a alternativa ideal para usar o esquema “galáctico” que alguns pediam e provar que ele, como tática fixa, é inviável.

As soluções passam por dois caminhos. O primeiro é contratação de zagueiros com menos idade; a segunda é a escalação de Flamini ou Ambrosini (ou os dois) para dar substância no meio-campo. A lógica sugere uma união das duas coisas.

Sobre a estréia de Beckham em si, ela foi boa. Dentro do contexto (preparação física inadequada e falta de entrosamento), o inglês mostrou inteligência e condição de se adaptar a um time que tem a posse de bola com característica.

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