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Cautela e bom gerenciamento: a receita atalantina tem tudo para continuar funcionando

Menos de 20 mil pagantes vão ao estádio Azzurri D’Italia a cada rodada que tem a Atalanta como mandante. Ainda assim, o clube gerou mais de €80 milhões de receita em seu último ano contábil fechado (2016). Para se ter uma idéia do que isso representa, basta dizer que no primeiro ano deste século, o clube embolsava somente €17 milhões por ano. Boa gestão financeira, uma divisão de base prolífica e um setor técnico extremamente capaz colocaram os bergamascos na Europa pela segunda temporada seguida (e só não foi à LC passada por conta da deterioração da série A que resultou num “encolhimento” da quantidade de vagas de 4 para 3. Tudo indica que o clube continuará na cola da elite do futebol italiano, gostem os tradicionalistas ou não.

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Preview da temporada: Atalanta

Investimento: € 2.5 milhões.
Reforços: a maioria era do clube e voltou de empréstimo. O zagueiro Masiello foi a contratação de mais peso até agora.
Ausências:
Nenhuma. Do time titular de 2011, somente o volante Delvecchio (que era emprestado) deixou o clube.

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Um time no caos

No sábado, escrevi sobre a Inter e como a Sampdoria tinhasido superior e comoum sucesso genovês no campeonato seria melhor para o futebol italiano. Daí, veio o domingo, quando o Milan jogou e não deixou nenhuma possibilidade de passar incólume de observação.

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Inter, uma marcha a mais

Durante muitos anos, dois campos foram a perdição interista. Visitas ao Artemio Franchi e ao Ennio Tardini raramente não se encerravam com derrotas do time milanês. E neste final de semana, a Inter tinha de visitar justamente o Franchi de uma Fiorentina que vem se preparando para ficar poderosa.

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Roma, primeiro ato

Três jogos, três vitórias, sete gols feitos, nenhum sofrido e a liderança isolada após quatro rodadas. Não, a campanha romanista até aqui não quer dizer que a Roma agora seja a favorita para vencer a Série A e que Inter e Milan sejam cartas fora do baralho. Só que é o suficiente para deixar o torcedor da Roma confiante – com razão.

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Apresentação da temporada – Parte III

FIORENTINA

Nome do Clube:Associazione Calcio Florentia Viola e Fiorentina.
Estádio: Artemio Franchi (47.232 pessoas).
Principal jogador: Adrian Mutu (atacante).
Fique de olho: Zdravko Kuzmanovic (meia-atacante).
Competição continental que disputa: Copa Uefa
Contratações: Jan Hable (volante, Hradec – TCH), Vanden Borre (defensor, Anderlecht – BEL), Balzaretti (defensor, Juventus), Mazuch (meio-campista, Brno – TCH), Semioli (meio-campista, Chievo), Lupoli (atacante, Arsenal – ING), Matavz (atacante, Nova Gorica – ESL), Vieri (atacante, Atalanta).
Quem saiu: Brivio (defensor, Atalanta), Toni (Bayern de Munique – ALE), Pettinari (meio-campista, Reggina), Reginaldo (atacante, Parma), Blasi (meio-campista, Juventus).
Técnico: Cesare Prandelli.
Objetivo na temporada: vaga na Liga dos Campeões.

Com um time engrenado e que contrata a 3 x 4, a Fiorentina só não sai direto pela luta pelo título por causa da forte concorrência. Isso à parte, é de se esperar do time ‘viola’ que não só ocupe as colocações de ponta como também jogue um futebol de qualidade, com a marcação aliada à técnica.

Cesare Prandelli, um dos melhores treinadores italianos em circulação, parte para a temporada com uma defesa muito segura, comandada pelo ótimo Frey no gol e pela zaga Dainelli-Gamberini. O técnico usa o tcecho Ujfalusi pela direita dando liberdade a Pasqual para avançar pela esquerda. Nesse caso, a defesa fica com três homens mas não perde eficiência.

No meio, Prandelli mantém um volante de contenção, mas o segundo homem normalmente é mais habilidoso. A sacada é possível porque o time joga só com Pazzini na área e cinco meio-campistas. Donadel é o volante fixo, atrás de Montolivo e Mutu, com Santana e Semioli pelas laterais.

“Então quer dizer que a Fiorentina não pode lutar pelo título?”. Pode sim, claro. Só que ainda tem um elenco abaixo do ‘primeiro time’ italiano. Com uma seqüência sem contusões e sem atropelos na Uefa, não será milagre vermos o time ‘viola’ novamente brigando pela ponta.

EMPOLI

Nome do Clube: Empoli Football Club SpA
Estádio: Carlo Castellani (19.847 pessoas).
Principal jogador: Antonio Buscé (meio-campista).
Fique de olho: Sebastian Giovinco (atacante).
Competição continental que disputa: Copa Uefa.
Contratações: Piccolo (defensor, Juventus), Abate (meio-campista, Modena), Marchisio (meio-campista, Juventus), Antonini (meio-campista, Siena), Giacomazzi (meio-campista, Lecce), Giovinco (atacante, Juve), Volpato (atacante, Arezzo).
Quem saiu: Lucchini (defensor, Sampdoria), Almiron (meio-campista, Juventus), Matteini (atacante, Palermo), Ficini (meio-campista).
Técnico: Luigi Cagni.
Objetivo na temporada: ficar na metade de cima da tabela.

Não há nenhum time italiano que tenha feito uma campanha mais impressionante do que o Empoli. O pequeno time toscano teve longos períodos sem perder e sem nenhum jogador de relevo, conseguiu apresentar um jogo coletivo muito eficiente – além de quase todo italiano. Agora, sem Almirón, Lucchini e Matteini, precisa repetir a dose com um complicador: a Copa Uefa, que pela primeira vez terá jogos no Carlo Castellani.

O Empoli se baseia num time de forte marcação e contra-ataque. Além da sólida defesa Raggi-Adani-Marzoratti-Tosto, toda ela experiente e firme, o time se vale de dois volantes que fazem um ferrolho à frente da defesa. Almirón, Luigi Cagni deve usar Marianini e Marchisio . A dúvida está em saber se Marchisio – mais meia do que Almirón – estará apto para o jogo cavocado do Empoli. Os armadores, Buscé, Giacomazzi e Vannucchi se revezam entre armação e ataque, para apoiar Saudati ou Pozzi.

O problema que o Empoli terá na temporada é gerenciar suas forças para a Série A juntamente com a Copa Uefa. Times pequenos que jogam em competições européias acabam se fatigando por terem elenco curto – o que faz com que eles corram risco também nas zonas de rebaixamento domésticas.

ATALANTA

Nome do Clube: Atalanta Bergamasca Calcio SpA
Estádio: Atleti Azzurri D’Italia (26.638 pessoas).
Principal jogador: Cristiano Doni (meio-campista).
Fique de olho: Pablo Osvaldo (atacante).
Competição continental que disputa: nenhuma
Contratações: Forsyth (goleiro, Alianza Lima – PER), Coppola (goleiro, Piacenza), De Ascentis (meio-campista, Torino), Lazzari (meio-campista, Piacenza), Guarente (meio-campista, Verona), Padoin (defensor/volante, Vicenza), Muslimovic (atacante, Parma), Osvaldo (atacante, Lecce), Langella (atacante, Cagliari), Floccari (atacante, Messina).
Quem saiu: Calderoni (goleiro, Treviso), Brivio (defensor, Vicenza), Loria (defensor, Siena), Conteh (defensor, AlbinoLeffe), Ariatti (meio-campista, Lecce), Migliaccio (meio-campista, Palermo), Donati (meio-campista, Celtic – ESC), Ventola (atacante, Torino), Vieri (atacante, Fiorentina.), Bombardini (atacante, Bologna).
Técnico: Luigi Del Neri.
Objetivo na temporada: Evitar o rebaixamento.

Mais uma vez a Atalanta parte para uma Série A confiando nos recursos que tira de seu maior trunfo: a melhor divisão de base da Europa. Sem o ótimo técnico Stefano Colantuono (que foi para o Palermo), os bergamascos levaram outro ótimo nome para a Lombardia, Luigi Del Neri, que quer se recobrar de experiências ruins – incluindo o rebaixamento de seu Chievo.

Del Neri é um pregador de um futebol muito fluido e ofensivo, usando bastante as descidas dos alas, aplicando a linha de impedimento e a impostação de uma defesa mais estática. Em compensação, nenhum dos meio-campistas é exatamente um volante, porque a marcação fica dividida entre todo mundo. O brasileiro Adriano, por exemplo, chega muito à linha de fundo, assim como Langella, já que os laterais Rivalta e Bellini seguram a onda na retaguarda.

Não se sabe direito como Cristiano Doni, o astro atalantino, fica no clube. O seu começo de temporada foi conturbado por causa de uma renovação de contrato e ninguém se surpreenderia em vê-lo deixando Bérgamo. Com ele, Del Neri postaria um atacante (Zampagna) na área; sem ele, o técnico usaria seu amado 4-4-2.

SAMPDORIA

Nome do Clube: Unione Calcio Sampdoria SpA.
Estádio: Luigi Ferraris “Marassi”(41.917 pessoas).
Principal jogador: Vincenzo Montella (atacante).
Fique de olho: Vladimir Koman (meio-campista).
Competição continental que disputa: Copa Uefa.
Contratações: Mirante (goleiro, Juventus), Lucchini (defensor, Empoli), Campagnaro (defensor, Piacenza), Gastaldello (defensor, Siena), Poli (meio-campista, Treviso), Eramo (meio-campista, Bari), Sammarco (meio-campista, Chievo), Bonanni (meio-campista, Ascoli), Bellucci (atacante, Bologna), Caracciolo (atacante, Palermo), Montella (atacante, Fulham – ING), Kalu (atacante, Chiasso – SUI).
Quem saiu: Falcone (defensor, Parma), Terlizzi (defensor, Catania), Parola (meio-campista, Cagliari), Olivera (meio-campista, Juventus), Soddimo (meio-campista, Cremonese), Quagliarella (atacante, Udinese), Bazzani (atacante, Brescia), Romeo (atacante, Legnano).
Técnico: Walter Mazzarri.
Objetivo na temporada: vaga na Copa Uefa.

Estavelmente colocada entre as equipes medianas da Série A, a Sampdoria quer agora começar a se atrever entre os clubes que tentam vaga na Liga dos Campeões. Com um projeto que privilegia jogadores italianos, para tanto, a Samp levou para Genova o treinador Walter Mazzarri, que salvou a Reggina com ‘Calciocaos’ e tudo.

Do provável time titular de Mazzarri, somente o ala suíço Ziegler é que não é italiano. Mazzarri deve usar o mesmo esquema que usava na Reggina, com uma defesa a três (Lucchini, Sala e Accardi ou Zenoni), Maggio e Ziegler pelas alas e Palombo e Volpi na armação. O ataque terá praticamente um trio ofensivo, com Montella e Bellucci (ou Cassano, se ele for contratado) atrás do centroavante Caracciolo, que precisa confirmar que é mais do que uma promessa.

Sem Quagliarella (comprado pela Udinese), a Sampdoria deve ter opções suficientes no ataque para não lamentar a saída do atacante-sensação da Itália. Mesmo com vários jogadores de qualidade (Delvecchio, Volpi, Palombo, Pieri), falta à Samp o homem que decide sozinho. Caso chegasse Cassano – e ele estivesse com menos de 200 kg – talvez o problema estivesse resolvido.

UDINESE

Nome do Clube: Udinese Calcio SpA.
Estádio: Friuli (41.652 pessoas).
Principal jogador: Fabio Quagliarella (atacante).
Fique de olho: Mauricio Isla (meio-campista).
Competição continental que disputa: nenhuma.
Contratações: Chimenti (goleiro, Cagliari), Handanovic (goleiro, Rimini), Micolucci (defensor, Bari), Ferronetti (defensor, Parma), Mesto (meio-campista, Reggina), Boudianski (meio-campista, Ascoli), Inler (meio-campista, Zurique – SUI), Candreva (meio-campista, Ternana), Floro Flores (atacante, Arezzo), Quagliarella (atacante, Sampdoria), Pepe (atacante, Cagliari), Sforzini (atacante, Modena), Goitom (atacante, Murcia – ESP)
Quem saiu: De Sanctis (goleiro, Siviglia), Natali (defensor, Torino), Muntari (meio-campista, Portsmouth – ING), e Paolucci (meio-campista, Prato), Montiel (meio-campista, Reggina), D. Zenoni (meio-campista, Parma), Barreto (atacante, Treviso), Iaquinta (atacante, Juventus), Buonocunto (atacante, Prato).
Técnico: Pasquale Marino.
Objetivo na temporada: vaga na Copa Uefa.

A vocação de entreposto de jogadores não foi esquecida nesta temporada pela Udinese, clube que mesmo com um porte modesto, consegue se manter na parte de cima da tabela da Série A há alguns anos. Nesta temporada, com técnico novo, o grande trunfo da Udinese é Quagliarella, o atacante que foi surrupiado da Sampdoria por €10 milhões. O clube perdeu nomes importantes, como De Sanctis, Muntari, Iaquinta e Damiano Zenoni. Mas além de Quagliarella, fez um mercado de verão importante e tem tudo para um campeonato respeitável.

Marino, dada a abundância de avantes, deve usar um 4-3-3 com dois pontas abertos. Di Natale e Quagliarella ocupariam as laterais e Floro Flores ficaria mais fixo. O esquema dependerá muito da capacidade de armação dos volantes (Pinzi, De Martino, D’Agostino, Sivok). Teoricamente todos eles têm condição de fazer esse papel, mas num esquema volátil como o 4-3-3, qualquer previsão fica arriscada.

O bósnio Handanovic tem a ingrata missão de substituir De Sanctis. Na sua frente, uma boa linha defensiva (Mesto-Coda (ou Zapotocny)-Zapata-Felipe) levanta boas perspectivas. Se há uma dúvida, é em relação a como o técnico Marino, que chega à Udine vindo do Catania, se comportará num clube maior. Tradução: para se dar bem, Marino tem de chegar falando grosso.

Dança dos técnicos

De um campeonato sério se supõe que a maioria dos clubes mantenha seus técnicos, certo? Bem, certo. Nesse caso, o Campeonato Italiano não é tão sério assim. Pelas estimativas mais conservadoras, ao menos seis treinadores devem perder os seus empregos na Série A. Pelas previsões mais extremas, até 12 podem trocar de banco.

Tal fato vem em uma temporada na qual nada menos que nove agremiações fizeram alterações em seus comandos. Pior: quatro deles (Palermo, Cagliari, Torino e Messina) chegaram ao ridículo de trazer de volta os mesmos treinadores que tinham demitido anteriormente. A moda vai continuar?

Parece que sim. Apesar de historicamente as trocas de técnicos significarem um grande passo rumo ao rebaixamento no futebol italiano, a estabilidade no comando dos times foi pelos ares e a palavra ‘planejamento’ tornou-se uma estranha.

Ascoli e Messina, os dois já condenados pelo rebaixamento, quase que certamente trocarão de treinador depois do fim desta temporada. Os dois clubes se preparam para um redimensionamento e para um longo período na segunda divisão. Nedo Sonetti, do Ascoli, estuda a possibilidade de continuar no Marche mesmo na divisão inferior, mas no Messina o destino ainda é incerto.

A revelação do campeonato passado, Marco Giampaolo, que veio exatamente do Ascoli, teve vida dura em Cagliari e foi um dos que foi mandado embora e chamado de volta. O casamento entre as partes está definitivamente desfeito e o clube sardo está procurando um substituto.

Giampaolo, contudo, não deve ficar sem emprego. O Parma disputa com o Siena a precedência para contratá-lo. O time do Ennio Tardini sabe que o homem que está salvando os ‘Crociati’ do rebaixamento, Claudio Ranieri, tem proposta do Manchester City, da Inglaterra, e está se precavendo. Giampaolo também é a primeira opção do candidatíssimo ao rebaixamento, Siena, que já acertou a saída de Mário Beretta, que negocia com o Mantova.

Outro ameaçado de rebaixamento, o Catania, também já acertou a demissão de seu técnico, Pasquale Marino. O novo treinador deve ser Silvio Baldini, ex-Empoli, Palermo e Parma, mas não se sabe se ele aceitaria o time do estádio Massimino mesmo na Série B. Reggina e Chievo, apesar de ainda ameaçados, parecem intencionados a manter Walter Mazzarri e Luigi Del Neri por priorizarem o esquecido ‘planejamento’.

A Atalanta? Também está na roda. Stefano Colantuono está sendo cortejado pelo Palermo para entrar no lugar de Francesco Guidolin, que faz parte do time dos ‘demitidos-chamados-de-volta’. Se perder Colantuono (provavelmente por um bom pagamento do Palermo), o clube bergamasco sonda Domenico Di Carlo, que impressionou neste campeonato pelo Mantova, na Série B.

No Livorno, a contratação de um novo chefe é certa. Antonio Conte, que foi demitido pelo Arezzo na Série B mas chamado de volta e deu um ânimo novo ao clube toscano. O Torino pode trocar Giovanni De Biasi por Walter Novellino (Sampdoria) e Serse Cosmi (Brescia). E enquanto isso, Alberto Zaccheroni – demitido pelo Torino neste ano – é o preferido da Udinese para assumir o posto de outro Alberto, o Malesani.

Somente cinco clubes – Empoli, Fiorentina, Inter, Roma e Milan – terão quase que certamente os mesmos técnicos no Italiano 2007/08, quando a tendência deve se reverter, voltando a ser ‘moda’ manter os técnicos. Tanto melhor para o campeonato em si, que precisa ganhar bastante em seriedade depois de um ano tão opaco.

Juventus de volta

Com uma vitória sobre o Arezzo (comandado pelo ex-capitão, Antonio Conte), a Juventus garantiu, neste final de semana, finalmente a sua volta à Série A dentro de campo, deixando para trás (tomara) uma época que emporcalhou seus títulos e glória com corrupção endêmica.

Com o terror maior deixado para trás, a Juventus agora volta a sua atenção para a próxima temporada e sabe que o trabalho que tem diante de si não é menor do que o recém-terminado. O desafio agora é manter as grandes estrelas do elenco que ainda ficaram no clube e conseguir reforços para manter o ritmo de Inter, Milan, Fiorentina e Roma na Série A.

O primeiro problema que a Juve terá é o fato de que pelo segundo ano consecutivo não terá nenhum dinheiro vindo de competições européias entrando em seus cofres. Isso indiscutivelmente significa que o clube de via Galileo Ferraris sairá em desvantagem na montagem do time.

Até aqui, os reforços foram o ala Salihamdzic, do Bayern de Munique e o zagueiro Grygera, do Ajax, ambos com passe livre. Criscito, zagueiro do Genoa, que estava dividido em co-propriedade com o clube da Ligúria, volta definitivamente à base. E pelo menos duas contratações “de peso” estão previstas (embora se faça mistério em torno delas).

O que realmente assusta a Juventus é a possibilidade de perder Buffon para um rival italiano. Inter e Milan não se cansam de dizer que não querem o goleiro, mas é jogo de cena. Se houver a possibilidade, eles atacam. E a saída do campeão mundial faria com que a ‘Vecchia Signora’ perdesse um de seus pontos de referência.

Noventa minutos

Agora não dá mais para escapar. Com mais 90 minutos de Série A e o terceiro rebaixado da primeira divisão italiana estará definido. Na luta, ainda cinco times esperam pela contagem regressiva: Siena, Reggina, Catania, Chievo e Parma.

Siena, Catania e Reggina estão na parte de baixo dessa disputa, mas o Catania enfrentará o Chievo no último confronto direto. A Reggina recebe e o Milan e o Parma terá o Empoli no Ennio Tardini precisando de somente um ponto para se livrar da degola.

Há grandes probabilidades de que a partida entre Catania e Chievo decida quem cairá. O jogo ainda acontecerá no campo neutro de Bolonha, cidade que fica mais próxima de Verona e deve ter um grande afluxo de torcedores do time vêneto. Além do mais, a equipe de Luigi Del Neri tem apresentado uma curva ascendente nesta reta final, enquanto o Catania só venceu duas vezes desde 14 de janeiro. No primeiro turno, o Chievo venceu por 2 a 1.

A situação dos sicilianos é ainda mais dramática porque em caso de empate em pontos com Siena ou Reggina (os dois que têm menos pontos), é o Catania que cai por causa dos confrontos diretos e pior saldo de gols por parte dos ‘Etnei’.

Infelizmente é provável que não vejamos em campo o comediante Gene Gnocchi, inscrito pelo Parma como uma forma de aliviar o ambiente carregado no clube há algumas semanas. O Parma, mesmo precisando de somente um ponto, não parece disposto a correr o risco de dar alguns segundos em campo a Gnocchi. Seria uma grande palhaçada, mas depois de uma temporada dessas, seria um epitáfio bem decente.

– Uma vez que o Italiano já está decidido, Adriano pediu para antecipar sua vinda ao Brasil, deixando de ir à festa interista do título.

– O clube negou a permissão e Adriano ficará em Milão.

– Até seu empresário, Gilmar Rinaldi, voou à cidade para conversar com a diretoria do clube.

– O episódio aumentou a incerteza sobre a permanência do atacante no clube na próxima temporada.

– O cotidiano esportivo francês L’Equipe, impressionado com a longevidade de Maldini, fez um ‘especial’ sobre o defensor milanista, com matéria de capa e a opinião do técnico da França, Raymond Domenech, que diz que ele merece o “Ballon D’Or” pela sua longevidade somada a um futebol de alto nível.

– Para a Liga dos Campeões, a Lazio cogita o campeão do mundo Simone Barone, hoje no Torino

– Já a Roma, iniciou os contatos com Pascal Feindouno, atacante de 26 anos do Saint Etienne.

– Esta é a seleção Trivela da 37a rodada:

– Castelazzi (Sampdoria); Dellafiore (Palermo), Rivalta (Atalanta), Cordoba (Inter) e Maicon (Inter), Corini (Palermo), Marchini (Cagliari), Brienza (Palermo) e Jorgensen (Fiorentina); Totti (Roma) e Amoruso (Reggina).

Caos, caos, caos!!!

Nos últimos anos, o futebol italiano perdeu bastante de seu esplendor técnico. Na verdade, nem chegou a perder, mas o que acontece dentro dos campos foi amplamente superado pelos escândalos extra-campo: doping, apostas, passaportes falsos, balancetes falseados, quase tudo de ilegal aconteceu no futebol peninsular para mudar as manchetes futebolísticas da página de esportes para a policial. Houve quem dissesse que havia um lado positivo, pois se disse que estava havendo uma purificação do sistema.

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