O final de semana passado trouxe uma adição à costumeira festividade de futebol medíocre do Brasileiro. Vimos também uma menina de 13 anos ser agredida por um adulto porque recebeu uma camiseta de um jogador de um time adversário (que é pouco mais velho que ela).  Um time adversário, diga-se, que não tem nenhuma rivalidade específica com o mandante. Não só – também vimos policiais militares parados diante da cena numa clara demonstração de covardia (que é nata) com despreparo (que não é). E vimos, logo a seguir, textos de caras que eu realmente admiro como o Gian Oddi atestarem seu nojo com o ocorrido. O Gian argumenta que a imprensa não deveria dar espaço para chefes de organizadas, a quem ele sabiamente renomeou de “Amebas” (graças a Deus não sei o nome do infeliz meliante que mostrou ao Brasil inteiro que é um covarde, ao vivo).

Mas eu vou além, com a licença do meu colega romanista: a imprensa se tornou refém do Ameba, porque o Ameba não está só chefiando uma organizada de um time de segunda linha. O Ameba também é dirigente de clube, técnico e empresário e se ele não bate em meninas na arquibancada, ele desvia dinheiro, ganha na venda de jogador e compra matéria na imprensa em troca de “informação de bastidores”. Gian, nossa imprensa tem amebíase faz tempo e o paciente só piora.

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