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A volta de Felipão

Brasil

Dez anos depois, Felipão volta à Seleção Brasileira. Foi um avanço em relação a Mano Menezes – até porque muitos outros nomes seriam – mas certamente não é garantia de tranquilidade. Felipão não consegue realizar um bom trabalho desde que saiu de Portugal e, tanto Chelsea quanto Palmeiras tiveram na sua insistência no mesmo grupo de colaboradores o seu maior inimigo. Scolari sabe que lealdade é decisiva num mundo onde os ratos campeiam (tanto no gramado como atrás dos microfones), mas seu grupo de assistentes, que há uma década foi eficiente, hoje não é o que existe de melhor. Além de ter de rever velhas escolhas baseadas na amizade, Scolari, que  é indiscutivelmente experiente e disciplinador o suficiente para o cargo,  agora precisará conseguir mais que resultados imediatos – precisará conquistar o apoio popular. A Copa será aqui e uma Seleção sem o apoio do torcedor não poderá embarcar num confortável vôo para a Ásia para escapar da pressão. O gaúcho já enfrentou muita pressão, mas nem em seus sonhos mais delirantes pode ter imaginado a pressão que enfrentará agora – a da obrigatoriedade de tirar do Brasil um trauma de 64 anos e que a maioria das pessoas nem sabe que tem. Scolari, boa sorte. Todos nós vamos precisar muito. Ainda que a CBF seja ocupada pelo mesmo tipo de insetos de sempre, ao menos Andrés Sanches agora terá de viver de favores de seus colegas do governo (ao que tudo indica, nós paulistanos teremos um secretário de esportes que não só não sabe chutar uma bola como não consegue falar português direito). Mas, afinal, se sustentamos tantos Sarneys, o que é um Andrés a mais?

 

Começamos a desfazer a derrota de 2014

Mano caiu. Caiu tarde porque nunca deveria ter sido treinador da Seleção. Com seu currículo digno de outros grandes English: The Brazilian soccer coach Mano (Luis... nomes do futebol brasileiro como Geninho, Antonio Lopes, Candinho e Joel Santana,  conseguiu, desde herdar o cargo na puxada de tapete teixeiriana em Dunga, convocar um sem-número de jogadores medíocres, que foram coroados com a presença do zagueiro Durval na Seleção (Durval será, para sempre, o Leomar de Mano). Mas o maior feito de Mano Menezes foi na insistência obediente em convocar Neymar o máximo que pudesse, sem conseguir fazer o santista jogar o que se espera dele. Também não conseguiu montar uma defesa minimamente decente, mesmo tendo dois dos melhores zagueiros do mundo (Thiago Silva e David Luiz), um lateral esquerdo extremamente eficiente (Marcelo) e uma leva de volantes que, se não tem nenhum gênio, tem jogadores de sobra para montar qualquer esquema com segurança.  Ainda que a demissão de Mano venha pelas mãos da caricata figura do senil José Maria Marin, governador biônico da ditadura e papagaio de pirata do poder nos anos de chumbo, ela é bem-vinda. Mano representa tudo que há de mais abjeto, ultrapassado, anacrônico e obscuro no futebol brasileiro, inclusos (e principalmente) seus dois mentores, Ricardo Teixeira e Andres Sanches. O Brasil agora pode voltar a ter chance de vencer a Copa em 2014 e exorcizar o fantasma de 195o, algo que com o antro cebeéfico da Seleção em sua gestão, não seria possível. Pena que limpar o resto não seja tão fácil quanto demitir um nome não à altura do cargo. Mano, muita sorte para você, desde que em outro lugar.

Adeus, Doutor

Num dia em que o Corinthians tem tudo para se sagrar campeão, um de seus maiores ídolos esportivos se despede. Sócrates não jogou menos bola do que nenhum outro corintiano que já tenha pisado sobre a Terra e com a vantagem de ter uma quantidade de caráter que pouquíssimos jogadores de futebol – alvinegros ou não – jamais conseguiu sonhar. É irônico que sua morte aconteça num dia em que a administração de Andrés Sanches, que é a antítese absoluta de Sócrates, se consagre a senhora feudal do futebol brasileiro.

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Equilibrado e medíocre

Acabou neste final de semana o primeiro turno do campeonato brasileiro. Nos cinco pontos que separam os seis primeiros colocados foram os motivos ara uma grande celebração da “dificuldade” do campeonato e de seu alto nível técnico. Isso confirma uma tese que já tenho há muitos anos: o brasileiro não liga muito para campeonatos com alto nível técnico. Ele só quer equilíbrio – mesmo que seja na várzea.

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Em jogo, a esperança

Hoje é o dia mais esperado do futebol no ano. Sim, pode ser que não dê um grande jogo, mas é neste sábado que se concretiza a final que o imaginário do torcedor de futebol do mundo trabalhou secretamente ao longo da temporada. Quando Messi e Rooney se olharem em campo neste sábado, o compromisso de ambos será maior do que a obrigação de vencer um título. Barcelona e Manchester estão comprometidos com a história. Uma final de Liga dos Campeões é sempre importante, mas essa é mais. Isso se dá pelo fato de que os dois times que chegaram à última partida são inatacáveis. Quem gosta de futebol vistoso, está exultando; quem gosta de tática, está exultando; quem gosta de jogadas de efeito, idem, assim como quem quer ver determinação, jogo coletivo e o raríssimo momento que é o encontro do talento com a aplicação e colaboração. Espera-se do jogo de Wembley a mais pura essência do futebol, como em raríssimas partidas pudemos ver na história.

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Seedorf não vem para o Corinthians. E daí?

Seedorf não vem para o Corinthians. O céu é azul. O Oceano Atlântico fica entre América e África/Europa. Todas essas coisas são óbvias mas somente a primeira ganhou um destaque na imprensa digno de uma contratação de peso de fato. Alguma coisa está mesmo fora da ordem..

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Notas de mercado da Itália

A Fiorentina presta atenção em Montolivo, provável grande negociação no verão europeu, mas não só. Frey e Mutu são dois medalhões que estão de saída. Mutu, por causa de um passado conturbado e Frey por causa da descoberta de Boruc  e da aposta em Neto. Mas principalmente do salário dos dois – €8 milhões, somados. O clube pretende manter somente Jovetic entre os superpagos e apostar em jovens promessas e jogadores que cheguem a custo zero. Emanuelson, se triocar Milão por Florença, se encaixa na lista.

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A força do profissionalismo corintiano

É mesmo um clube com uma diretoria de nível internacional. Primeiro, contratam um dos atacantes brasileiros cotados para a Copa de 2010, tirando-o da Roma; depois, desenvolvem todo um plano de recuperação de uma lesão em seu ombro e o apresentam diante de uma multidão entusiasta. Agora, anunciam que ele está 6 kg acima do peso (o que é bastante aceitável ára um jogador contundido) e que ele recupera sua forma em 10 dias. Por fim, tudo está tão azeitado, que até “liberam” o jogador para uma cervejinha de sexta-feira. Tudo é lindo. Claro, se você for um completo idiota.

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