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Notas de mercado da Itália

A Fiorentina presta atenção em Montolivo, provável grande negociação no verão europeu, mas não só. Frey e Mutu são dois medalhões que estão de saída. Mutu, por causa de um passado conturbado e Frey por causa da descoberta de Boruc  e da aposta em Neto. Mas principalmente do salário dos dois – €8 milhões, somados. O clube pretende manter somente Jovetic entre os superpagos e apostar em jovens promessas e jogadores que cheguem a custo zero. Emanuelson, se triocar Milão por Florença, se encaixa na lista.

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Ibra é pedido de jogadores no Milan

Até o fechamento desta edição, a contratação do sueco Zlatan Ibrahimovic pelo Milan ainda não estava fechada, mas tudo indica que ela esteja muito próxima da conclusão. Numa atitude incomum em Milanello, os próprios jogadores teriam levado à diretoria o pedido para contratar o atacante do Barcelona.

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Roma perde Totti – e não só

Aos 37min do primeiro tempo do jogo contra o Livorno, Totti caiu no gramado do Olímpico, logo depois de uma conclusão contra a meta defendida por Amelia. Subitamente, comissão técnica, jogador e torcida pressentiram que não era uma coisa qualquer. Totti pediu atendimento médico e logo saiu de campo. E salvo uma grande reviravolta, acabou-se ali a temporada da Roma.

O capitão romanista será operado e deve ficar parado até setembro, mas até lá, a Roma ainda tenta uma desesperada cartada para conseguir o titulo (tem de tirar seis pontos de vantagem interista em quatro rodadas), disputa a Copa Itália (inclusa uma viagem a Catania na segunda partida da semifinal) e até mesmo tem de impedir que a Juventus lhe roube a classificação direta à Liga dos Campeões. Se for esse o caso, terá ainda de enfrentar as eliminatórias da próxima LC sem seu principal nome.

Duas abordagens dão medo na torcida romanista. A primeira e mais imediata é mesmo a série de decisões a que o time terá de se submeter sem o capitão; a segunda, é em relação à lesão mais séria que Totti já sofreu na carreira quando ele já tem 32 anos.

Sem Totti, a Roma – que se exibiu até hoje – não é capaz de reverter uma vantagem similar da Inter, ainda que a líder não esteja jogando um grande futebol. O esquema romanista é em função de Totti e sem ele, perde grande parte de sua eficiência. A mais perturbadora, porém, é em relação ao retorno do jogador. Ele voltará da mesma maneira? Quando?

A sensação no staff técnico romanista agora – e provavelmente do próprio Totti – é a de o arrependimento por uma aposta. O meia vinha jogando no sacrifício há várias semanas porque o time não podia prescindir dele, mesmo que sem seu melhor futebol. O clube não ganhou nada e pode perder muito na ótica da temporada seguinte.

Pior: uma projeção de uma Roma sem Totti para o começo da próxima temporada força um planejamento de mercado para um time diferente de uma Roma completa. Sem o seu cérebro em campo, o técnico Luciano Spaletti precisa pensar em buscar reforços que compensem a ausência de seu craque. Por exemplo: o clube teria de pensar em contratar um meia e um atacante, bem como mudar o esquema de jogo para favorecer a criatividade de atletas como De Rossi, Pizarro e Perrotta. Mas se todas essas alterações forem feitas, o clube precisará sofrer novas mudanças quando o capitão voltar.

Uma possível dúvida do internauta seria: “Mas Vucinic não seria capaz de suprir a ausência de Totti?”. Tecnicamente, Vucinic é excelente, mas é mais atacante do que o camisa 10 romanista. J

Justamente por causa de sua característica de jogo peculiar é que o time foi montado no 4-2-3-1, onde ele tem a liberdade de atuar sem posição fixa. Vucinic joga melhor como um atacante fixo; Totti é mais eficiente que o montenegrino se o que se pretende é um meia com características de infiltração.

Quem suspira aliviada com a história é a Internazionale. Num momento de extrema turbulência interna, onde o técnico Mancini está visivelmente em xeque, ver a adversária sofrer tamanho golpe é reconfortante.

O tricampeonato da Inter esteve várias vezes ameaçado pela Roma e em nenhum a oportunidade dos atuais detentores da Copa Itália aproveitaram a chance, até porque não tinham seu capitão em plenas condições. Sem o líder, os ‘giallorrossi’ parecem ainda menos habilitados a uma grande virada, a menos que tenham um ás na manga. Agora, é a hora da Roma para baixar esse ás.

Del Piero super: Itália chama

Duas semanas atrás, Del Piero completou 553 jogos oficiais com a camisa da Juventus, atuando contra o Palermo. Naquele jogo, Del Piero jogou muito e recolocou em discussão a necessidade de sua convocação para a Eurocopa.

Neste final de semana, ‘Ale’ deu um novo golpe nos argumentos de quem acha que ele pode ficar fora do elenco. Contra uma Atalanta que faz um excelente campeonato, o atacante fez três gols e destruiu o time bergamasco, conduzindo a Juventus à sua melhor apresentação recente. E agora? Dá para deixa-lo de fora? Não, não dá.

Mesmo que não se deixe Di Natale e Quagliarella – titulares por merecimento da ‘Nazionale’ de Donadoni – em casa, o capitão juventino tem de ser chamado. Com Ranieri, Del Piero renasceu novamente, atuando na faixa de campo onde sabe atuar melhor. Fora isso, é um jogador cuja experiência certamente agrega ao grupo.

A princípio, o jogador é um problema para o técnico da seleção (não aceita o banco nem se encaixa no esquema mais utilizado pela ‘Azzurra’), mas vozes sensatas tem pedido a chamada de Del Piero em uma espécie de convergência, na qual o atacante se disporia a compor o grupo. Se treinador e jogadores cedessem e isso acontecesse, a seleção ganharia em experiência e ainda teria uma opção tática extra em caso de necessidade.

O receio de Donadoni em levar Del Piero é o de que o jogador se torne um entrave similar ao qual Roberto Baggio foi em 1998. Na ocasião, o próprio Del Piero era o titular, mas a torcida pressionava pela escalação do ‘Codino’, que normalmente saía do banco e decidia a partida, mas deixava o titular embaraçado.

Ainda há algumas semanas antes da Eurocopa e o rendimento do jogador pode cair e a questão se resolve sozinha. Caso contrário, o juventino irá à competição na marra. Se for assim, a Itália já sairá da sua concentração em Coverciano com o clima mais tenso do que o necessário.

Curtas

– Recorde negativo batido na 34a rodada.

– Nunca na história da Série A em grupo único 11 jogadores tinham sido expulsos num mesmo jogo.

– As ‘triplettas’ de Del Piero e Kaká foram a oitava e a terceira de cada um, respectivamente.

– Del Piero nunca tinha marcado três gols numa mesma partida fora de casa.

– O sucesso sobre a Udinese foi o 12o jogo em casa da Samp sem derrota dos ‘blucerchiati’.

– Aliás, a Sampdoria é a equipe que tem o melhor rendimento se comparado coma 34a rodada no ano passado, com 10 pontos a mais.

– A equipe que mais decaiu foi o Empoli, que tinha 20 pontos a mais do que os 30 de hoje.

– Seleção Trivela da 34a rodada:

– Frey (Fiorentina); Loria (Siena), Legrottaglie (Juventus), Vargas (Catania), Kolarov (Lazio); Barreto (Reggina), Palombo (Sampdoria), Konko (Genoa); Kaká (Milan), Bellucci (Sampdoria); Del Piero (Juventus)

Passo maior que a perna

Napoli e Genoa esquecem que voltaram da segunda divisão e tiram o sossego de seus treinadores

Se houvesse um “Manual para Times Recém-Promovidos”, no capítulo “Objetivos da primeira temporada na divisão máxima”, leríamos o seguinte: “Jamais um clube recém-promovido deverá almejar as primeiras colocações da tabela na sua primeira temporada, sob a penalidade de estremecer o ambiente no elenco, acabar demitindo o técnico e até mesmo correr risco de rebaixamento. Esta regra só não vale para clubes gigantes como Juventus e Milan”.

Essa regra é meio universal. A menos que seja um clube incrivelmente rico e que possa refazer o elenco de uma temporada para a outra, a troca de divisão representa uma impossibilidade de lutar por posições na ponta. O desnível entre as divisões normalmente é muito alto e a troca de quatro ou cinco atletas – por melhores que eles sejam – não é o bastante para fazer com que um time da Série B se equipare aos melhores da Série A.

Dois clubes italianos, Genoa e Napoli, estão ignorando esse capítulo do “Manual”. O primeiro não faz carnaval, mas em mais de uma ocasião, após uma derrota, o presidente do clube, Enrico Preziosi, deu entrevistas criticando seu técnico, Gian Paolo Gasperini. No dia seguinte, Preziosi se recompunha e prestigiava-o. Até renovou seu contrato, mas basta um mau resultado para começarem os resmungos.

Mas o Napoli parece estar cada vez mais arredio. Ainda que numa honrosas 10ª colocação, o clube partenopeu e seus dirigentes (em especial o presidente Aurelio De Laurentiis) ameaçam o técnico Edy Reja depois de maus resultados. No último fim de semana, o ‘mau resultado’ foi um empate em casa com a Lazio, clube que estava na Liga dos Campeões até semanas atrás.

Ainda no domingo, rumores de que Reja teria sido demitido começaram a circular. Os mesmos rumores tinham circulado durante a semana. Na segunda, De Laurentiis os demsentiu e reafirmou sua “confiança e amizade” a Edy Reja. Mas, convenhamos, não é muito reconfortante.

Reja não é um Rinus Michels. Longe disso. Seu Napoli joga bem mas tem problemas defensivos sérios, especialmente contra times que jogam com atacantes rápidos e capazes de encostar nas laterais. O 3-5-2 do treinador proporciona futebol bonito, mas nem sempre se acautela adequadamente.

Daí a exigir dele algo muito além de um 10º lugar é uma completa bobagem. Exceção ao excelente Hamsik, contratado junto ao Brescia, as maiores contratações do Napoli foram Lavezzi e Zalayeta – não por acaso no setor do time que menos precisa de reforços.

Tanto Napoli quanto Genoa ainda perdem partidas pela ingenuidade de seus elencos (que carecem de nomes de maior expressão e experiência). Contudo, os dois times conseguem eventualmente apresentar um futebol espetacular e ainda assim, não dão mostras de que estarão perto da zona do rebaixamento no final do torneio. Sinceramente: dá para exigir algo além disso de um recém-promovido? Se o torcedor acha que porque o time já foi campeão, não precisa seguir o ‘Manual’, deve tomar cuidado. Ou então pode ter de comprar outro título da mesma coleção: “Como evitar a Depressão Após o Rebaixamento”.

Pau que nasce torto

Não é mais novidade. Semana sim, semana não, a Itália volta às manchetes com algum tipo de problema ligado às torcidas organizadas. Nem a morte de um policial nem a suspensão de uma rodada inteira foram suficientes para que o país desse um jeito na questão. E na 19a rodada, a toada foi a mesma.

Marginais, travestidos de torcedores, vindos de Catania encontraram-se com criminosos vestindo camisas da Roma antes do jogo entre as duas equipes no último domingo, nas imediações do estádio Olímpico de Roma. O saldo, como sempre foi de alguns feridos. Um deles, em estado grave, foi para a UTI de um hospital romano.

O leitor há de se perguntar o que foi que aconteceu com as proibições do Observatório Nacional das Manifestações Esportivas, que vetava às torcidas visitantes de ir aos jogos. Na verdade, este colunista também se perguntou a mesma coisa, embora já intuísse a resposta. O rigor inicial passou e a Casa de Mãe Joana voltou a vigorar.

Nesta semana, o Observatório fará uma reunião para discutir o comportamento dos torcedores de Roma, Napoli, Atalanta, Verona, Inter, Juventus, Lazio, Salernitana e Juve Stabia. Só que desde já, é possível dizer que não é bom se esperar muita coisa. Uma ou outra declaração, algum dirigente fazendo declarações com cara de bravo. Depois, volta a mesma zona. Quando os públicos começarem a declinar, que ninguém estranhe.

Muito líder, sem esforço

No final de semana, a Internazionale bateu o Parma e manteve sete pontos de vantagem para a Roma. Mas não merecia vencer. O Parma foi mais incisivo, procurou mais o jogo e vencia a partida até o árbitro marcar um pênalti de Fernando Couto (que custou a sua expulsão), o que desequilibrou de vez o jogo.

O ponto a ser notado é que a Inter ganha mesmo quando joga mal. E quando joga mal, dá a sensação de que não decide a partida porque não quer, tal é a superioridade – especialmente individual – de sua equipe. Um cinismo que Juventus e Milan cansaram de ter nas últimas décadas. O campeonato ainda está aberto, mas nenhuma análise que não leve em conta alguma grande mudança de rota pode mostrar o troféu indo parar em outro lugar além de Via Durini.

Pela primeira vez em muitos anos, a Inter tem um time sólido, a ponto de mesmo com entradas de jogadores como “Zé Costela” Materazzi não façam a casa vir abaixo. Os três volantes no meio-campo (contra o Parma eram Maniche, Cambiasso e Javier Zanetti) proporcionam tanto equilíbrio que os jogos interistas são uma questão de tempo até o golpe final – mesmo que a Inter quase nunca tenha um futebol empolgante.

Roma, Milan e Juventus, os únicos três teoricamente capazes de uma reação (ou pela tabela ou pelo elenco), não seguem o passo. A Roma empolga, mas às vezes patina. A Juventus paga o preço de um elenco em contrução (embora faça algumas seqüências interessantes de jogos). O Milan? Bem, o Milan parece já ter admitido que se contentará com o quarto lugar na Série A e que o verdadeiro objetivo é mesmo a Liga dos Campeões.

Depois de 200 partidas no comando da Inter, o técnico Roberto Mancini pode reclamar parte do mérito do sucesso de seu time. Mancini tem mexido na escalação do time frequentemente sem perder, gerencia um elenco milionário e resiste ao caldeirão que é o clube. Não é pouco. Para o ‘scudetto’ da Inter, no entanto, calar os críticos, o time precisa convencer mais no seu jogo. Até agora, os resultados empolgam mais do que o jogo.

Curtas

Já se decidiu que a partida da Copa Itália, entre Sampdoria e Roma, não poderá ter torcedores da Roma, visitante.

Seleção Trivela da 19a rodada:

Amelia (Livorno); Bonera (Milan), Zapata (Udinese), Galante (Livorno) e Pasquale (Livorno); Hamsik (Napoli), De Rossi (Roma), Locatelli (Siena), e Giuly (Roma); Brienza (Reggina); Gilardino (Milan)

Erro de avaliação

Não importa a época, a circunstância ou o momento. Sempre que o Milan perder em casa para o Empoli, uma luz vermelha terá de, obrigatoriamente, se acender no vestiário ‘rossonero’. Pode ser que algum dos três aspectos acima sirva para explicar ou até justificar o incidente. Mas a investigação tem de ser feita.

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A festa da pivetada

Com 11 vitórias consecutivas, a Inter saboreia uma ponta da tabela que nunca tinha sido tão sua em quase duas décadas. Não é nada tão surpreendente. Com os dois maiores rivais colocados no escanteio, já se espeerava que a parte alta da Série A tivesse uma cara consideravelmente mudada. Só não se sabia que seria tanto.

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Será que volta a emoção?

Depois do empate no sufoco da Juventus em Cagliari e de uma rápida olhada na performance do time de Fabio Capello nas últimas semanas, todo mundo se entreolhou. Será, que depois de um campeonato que parecia mais do que definido, ainda haveria chances para uma reta final com empolgação? A resposta é: o título ainda está nas mãos da Juventus, mas ela não pode mais dormir tranqüila.

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Record-breaker

A cobrança de falta de Alessandro Del Piero que originou o gol da vitória sobre a Inter – seu 190º com a camisa juventina – praticamente sacramentou o 29º título italiano do clube. A Inter agarrava-se desesperadamente à chance de trazer a Juve para seis pontos de distância, mas terminou a partida com o dobro disso.

Além da óbvia leitura relativa ao primeiro lugar, o gol de Del Piero também colocou mais um tijolo na construção de uma conquista que pode ser histórica. A Juve já assegurou o título de inverno com quantia recorde de pontos (52). O time de Fabio Capello pode vencer este campeonato também com uma cifra recorde.

Se mantiver o aproveitamento que tem até aqui (2,64 pontos por jogo ou 88% dos pontos conquistados), a Juventus chegará à 38ª rodada com três dígitos na tabela. Capello, que é o único treinador a ter vencido um ‘scudetto’ de forma invicta (1992, com o Milan), provavelmente terá escrito seu nome na história do torneio como o maior técnico de todos os tempos na Série A.

Perguntado sobre questões do tipo, Capello desconversa numa frágil tentativa de parecer humilde. O friulano alega que o importante é vencer o campeonato, que o trabalho do grupo é vital, etc, etc. Contudo, se houvesse um poço de vaidade, Fabio Capello estaria nele. E a perspectiva de entrar para a história certamente não o aborrece.

Seu histórico de conquistas claramente impressiona. Quantos técnicos podem dizer que foram campeões em três países diferentes e venceram títulos por todos os clubes que passaram – levando-se em conta de que os clubes em questão são Milan, Real Madrid, Roma e Juventus? Quando a Juve fez as pazes com Capello no começo da temporada passada e o levou para o Delle Alpi, poucos duvidavam que uma era estava começando.

A pergunta que fica no ar é: o que Capello pretende fazer no final desta temporada? As vozes na Itália que dão como certa a sua saída não são inconsistentes. Uma aventura na Inglaterra combina com o tipo de desafio que o treinador gosta, mas só terá lugar se for com o plano certo – leia-se dinheiro para montar um time imbatível.

A Espanha também pode estar nos planos de ‘Don Fabio’, cuja passagem pelo Real Madrid deixou saudades – mas também polêmica. O estilo cauteloso de Capello teve uma enxurrada de críticos em Madrid, e sua temporada no Bernabeu foi cheia de rusgas com a imprensa. Se voltasse ao clube, Capello exigiria dinheiro à vontade e carta branca para fazer o que quisesse – leia-se expurgar jogadores que pagam de gatinho.

E se a atual temporada acabar com um título da Liga dos Campeões? O técnico abandonaria Turim assim mesmo? Deixaria para trás um time montado e engrenado para arriscar seu currículo noutro país, onde certamente não é uma unanimidade?

A essa altura ainda é difícil responder. De qualquer maneira, mesmo que ainda não seja possível dimensionar o tamanho do lugar de Capello na história, já dá para dizer que o capítulo reservado a ele certamente será bem grande.

Milan, recorde de gols

Não fosse a fragilidade da retaguarda milanista nesta temporada, o clube de Milão poderia estar fazendo frente até mesmo à Juventus épica que Capello conduz ao bicampeonato. Nas últimas duas partidas, o time de Carlo Ancelotti jogou o melhor futebol da temporada até aqui. E como conseqüência, marcou nove vezes, sofrendo um gol. Assim, o Milan chegou aos 57 gols, fazendo uma média de 2,28 por partida, seis a mais do que a líder Juventus.

A prova de que a campanha milanista não é ruim no geral é o fato de que com 25 rodadas, o time tem o mesmo número de pontos que tinha depois de 25 rodadas no ano passado – 54. A diferença é que a Juventus conseguiu 12 pontos a mais, a Inter tem 11 a mais, a Roma 10 a mais e a Fiorentina inacreditáveis 24 pontos a mais.

Se Kaká teve suas partidas opacas, na semana passada as compensou. O futebol do brasileiro é um alento e desperta grandes esperanças no ano de Copa do Mundo. Quando joga o que sabe, Kaká não tem rivais. A forma hesitante do Milan nesta temporada certamente pesa sobre a sua forma individual, mas mesmo com o time vacilando, Kaká encontra espaço para fazer chover de vez em quando.

Elogios feitos ao ataque, as dúvidas ainda permanecem em relação à defesa. É certo que o clube contratará um ou dois nomes de peso para o setor para o próximo torneio, mas também cogita um volante que possa ajudar Gattuso numa partida mais física – se fala em Diarra do Lyon e em Plasil, do Monaco – caso Vogel não mantenha a forma que mostrou contra o Treviso.

Roma, recorde de vitórias

“O Milagre de Roma”. A série de nove sucessos consecutivos do time da capital já inspira poesias e crônicas dos literatos romanistas, que voltaram a ver em Francesco Totti um jogador descomunal. Mas o sucesso da Roma vai bem além do bom futebol de seu capitão.

Para começar, a Roma se livrou de uma dor de cabeça resolvendo a novela Cassano. O atacante do Real Madrid é um craque, mas em Roma, sua presença causava mal-estar para todos – ele incluso. O elenco ficou mais coeso, não há mais divisão e Luciano Spaletti não se sente mais obrigado a escalar ou não o jogador conforme a necessidade do clube.

Spaletti em si é outra chave para a consolidação romanista. O técnico fez o time compreender o que ele queria, e sem uma enfermaria lotada, conseguiu dar conjunto onde Chivu e De Rossi são a chave defensiva e Totti joga como atacante, sem a presença de um centroavante fixo como Montella.

Com o capitão avançado, Taddei e Mancini ganharam carta branca para jogar ofensivamente e aproveitam ao máximo as suas qualidades. Spaletti deu consistência à Roma porque povoou o meio-campo e o time mantém a bola. Quando ataca, praticamente passa a um 4-3-3 mas consegue se recompor rapidamente.

Todos erram; Cosmi paga

No começo desta temporada, a Udinese surgia como uma possível dor de cabeça para clubes maiores. Desclassificou o Sporting Lisboa na Liga dos Campeões e apresentava um elenco bastante capaz, apesar de não ter gasto nenhuma fortuna com reforços. A sua estréia na fase de grupo da competição européia – um sonoro 3 a 0 sobre o Panathinaikos – reforçou a sensação positiva.

Logo depois do jogo contra os gregos, a diretoria do clube fez a sua primeira presepada: afastou o atacante Iaquinta (autor dos três gols contra o Panathinaikos) porque o jogador não quis renovar seu contrato (que se encerra em 2007). Serse Cosmi, o treinador do time, ficou bastante irritado, mas se conformou.

O problema é que depois do incidente (sem Iaquinta a Udinese empatou uma e perdeu outra, antes do atacante der reintegrado), a Udinese jamais voltou a encontrar a sua forma. E ainda que a diretoria não tenha feito mais nenhuma presepada do gênero, a relação com o técnico foi se desintegrando. E no elenco, aqueles que não gostavam de Cosmi foram fazendo o velho ‘corpo mole’.

Pois bem: depois de perder para a Reggina em casa, finalmente o clube pos o prego no caixão do técnico e o demitiu. Contra a Lazio, o time já foi comandado pelo assistente técnico Loris Dominissini e pelo zagueiro Sensini, que pendurou as chuteiras para assumir um lugar no banco de reservas.

Jogadores de futebol naturalmente não vão admitir, mas a queda de Cosmi tem o cheiro acre da traição. Cosmi é um dos melhores treinadores da nova geração da Série A e certamente tem condições de atender às exigências de um clube como a Udinese. Como é impossível se demitir todo o elenco ou a diretoria, Cosmi pagou o pato. Agora, com sorte, a Udinese se arruma uma vaga na próxima Copa Uefa. No máximo.

– O Milan negocia com Giovanni Trapattoni para tê-lo no comando de suas divisões de base.

– Segundo o brasileiro Mancini, como seu atual técnico na Roma, Luciano Spaletti, se trabalha muito mais a parte tática do que com Fabio Capello.

– Bastou a derrota contra a líder Juventus para Massimo Moratti já colocar água na sopa da Inter.

– O dono do clube fez ironias dirigidas ao técnico Roberto Mancini sobre o fato de Recoba jogar pouco.

– A Juve acertou a compra de Marchionni, do Parma, para junho.

– A imprensa italiana mais sensacionalista noticiou que o Milan teria oferecido €20 milhões pelo brasileiro Cris, do Lyon, de acordo com publicações na França.

– Provavelmente seria a contratação mais bizarra da história.

– Luis Figo não mediu palavras depois da derrota da Inter para a Juventus.

– Sugerindo que a Juve é favorecida pela arbitragem, o português disse que é “vergonhoso” o que acontece na Itália e que todos deveriam “sair de férias”.

– Luciano Moggi, dirigente juventino, devolveu na mesma moeda, dizendo que Figo deveria “calar a boca”.

– Esta é a seleção Trivela da 25ª rodada:

– Amelia (Livorno); Mancini (Roma), Samuel (Inter), Barzagli (Palermo) e Balzaretti (Juventus); Paredes (Reggina), De Rossi (Roma) e Camoranesi (Juventus); Kaká (Milan); C. Lucarelli (Livorno) e Filippo Inzaghi (Milan).

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