No final de semana, Andy Gray, ex-jogador e o mais famoso comentarista da TV inglesa foi suspenso por um comentário machista sobre uma auxiliar, Sian Massey, feito fora do ar. Na quarta-feira, ele foi demitido pela rede TV Sky, pondo fim a uma parceria de 20 anos. Aparentemente acaba aí, certo? Não é bem assim. O caso explodiu como uma bomba na Inglaterra – seria mais ou menos como se, no Brasil, Galvão Bueno fosse demitido. Além disso, há cheiro de conspiração. O “vazamento” da gravação que desgraçou Gray apareceu num momento em que ele decidiu processar o tabloide News of the World, por difamação. A treta está no fato de que o tabloide, assim como a Sky, também pertence à News Corporation. “A rapidez com a qual surgiram os vídeos foi suspeita”, opinou a jornalista Allison Pearson, do Daily Telegraph, que lembra que o comentarista tinha uma postura machista desde sempre e nunca foi punido. Gray teria confessado a amigos que o episódio foi “armação” de seus ex-empregadores, segundo o Daily Mirror.
Dois Toques

– A grande discussão gerada pelo episódio cabe bem em outros países: por que razão se aceita esse tipo de comportamento no futebol? Gray era um escroto de marca maior às escondidas (dê uma olhada nestes vídeos e tire sua conclusão) e sempre houve silêncio em relação a isso.
– O contrato rescindido entre Andy Gray e a rede de TV Sky era de R$4.5 milhões anuais – era o maior salário na imprensa esportiva britânica.