Tag: 4-3-3

Eliminatórias Mundial 2018: Holanda 0x1 França – o duelo tático

Nesta segunda-feira a seleção da França entrou em campo novamente, desta vez visitando a tradicional Holanda em Amsterdam (Holanda). A partida foi equilibrada no aspecto tático, com os franceses obtendo uma vitória suada pelo placar mínimo.

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Johan Cruyff 1947 – 2016

Imagem: Robin Van Lonkhuijsen – EFE

Champions League: PSV Eindhoven 0x0 Atlético Madrid – o duelo tático.

Na última quarta-feira, PSV Eindhoven e Atlético de Madrid protagonizaram o único 0x0, dos jogos de ida válidos pelas oitavas de final da Champions League.

A partida foi bastante defensiva da parte de ambas as equipes. Embora dotado de um elenco inferior, o PSV pode se classificar com um empate com gols, no jogo de volta em Madrid (Espanha).

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Real Madrid: Carletto ainda italiano.

O prognóstico do derby de volta das quartas de final da Champions League, ocorrido na última quarta e vencido pelo Real Madrid sobre o Atlético de Madrid por 1×0, era bem ruim. Pelo lado blanco Luka Modrić e Gareth Bale, lesionados no fim de semana anterior em jogo por La Liga espanhola, pareciam desfalques cruciais.

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Real Madrid: o ônus do 4-3-3.

Para o Real Madrid, mais importante do que manter-se na cola do líder de La Liga Barcelona, era ter de volta seus meias James Rodriguez e Luka Modrić, algo que aconteceu nos últimos 15 dias. Sem ambos, enfrentar o Atlético de Madrid, no derby que acontece terça-feira pelas quartas de final da Champions League, seria uma tarefa quase inglória.

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Um time no caos

No sábado, escrevi sobre a Inter e como a Sampdoria tinhasido superior e comoum sucesso genovês no campeonato seria melhor para o futebol italiano. Daí, veio o domingo, quando o Milan jogou e não deixou nenhuma possibilidade de passar incólume de observação.

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Um time no caos – II

O 4-3-3 é o esquema mais instável do futebol. Quando funciona bem, geralmente proporciona um futebol bonito porque abre opções para as jogadas e facilita a superioridade numérica – por isso a parte física conta muito, já que os jogadores têm de correr mais para ocupar espaços. Por outro lado, qualquer falha faz a casa cair. por exemplo: se um dos volantes não estiver bem fisicamente, não tem como os outros compensarem, porque já têm de correr nos seus limites; se o lateral não apóia, sobrecarrega o lado oposto e facilita a marcação. E assim por diante.

No Milan de Leonardo, tudo de errado acontece ao mesmo tempo. Para piorar, suas impostações táticas são equivocadas. Como bem observou um jornal italiano, o Milan, contra o Bari, passou boa parte do jogo com Pirlo de externo na esquerda e Seedorf na direita e nessas posições, eles rendem menos. Mas ainda mais sintomático do caos tático do time foi no momento em que Leo sacou Ronaldinho para colocar Oddo, enquanto o Bari escalava um terceiro atacante.

Antes que alguém possa inocentar Leonardo do prepáro físico escasso do time, cabe lembrar que nesta temporada, o regime de preparação no clube foi alterado exatamente por orientação do técnico. Os intensos trabalhos físicos  dos anos anteriores deram espaço a exercícios sempre com bola. Em si, isso não é um erro (Barcelona e Inter, só para citar dois, trabalham assim há anos), mas certamente não é algo que se possa fazer de orelhada.

Não vejo espaço para Leonardo reverter a situação. Ancelotti reverteu várias crises porque tinha a confiança do grupo e parece nítido que o elenco não confia na capacidade de Leonardo. E mesmo que tivesse toda a capacidade, faltaria elenco para disputar qualquer coisa não só com Juve e Inter mas mesmo com Genoa e Sampdoria. Salvo engano, o Milan parece fora do campeonato depois de somente algumas rodadas.

Já Foi

PS: o aparente cancelamento da contratação de Cissokho não invalida o post abaixo; fica claro que o Milan quer um fluidificante (defensor lateral que apoia o ataque) e não um homem de contenção como Chiellini era antes da Eurocopa, por exemplo. Pirlo disse que não sai, mas essa história ainda terá outros capítulos…

Aos torcedores do Milan que temiam pela saída de Andrea Pirlo, pêsames. O mediano – o melhor do mundo na posição – vai para o Chelsea, ainda que não haja oficialidade e que Chelsea e Milan estejam aguardando alguns dias depois da reação à saída de Kaká da Itália. As declarações do meio-campista sobre “essa ser a hora certa de uma mudança” são significativas o suficiente. Mas se a coisa parece definida,não terá sido por uma razão só.

Pirlo é certamente o cerne de jogo do Milan – até mais do que Kaká era. O brasileiro representava o craque decisivo nos 30 metros finais do campo, mas a organização do jogo era feita pelo italiano. Mesmo com toda essa importância, é preciso entender que o Milan, por decisão de seu dono, Silvio Berlusconi, decidiu que Ronaldinho é o novo homem chave. Assim, como Pato não é físico o suficiente para reger um ataque sozinho, o Milan passa a ter um esquema 4-3-3 quase que por obrigação.

O problema é que no 4-3-3, é fundamental ter três medianos forte fisicamente para compensar a leveza dos atacantes. Scolari tentou fazer isso no próprio Chelsea para onde Pirlo deve ir, com Essien suportando Ballack e Lampard e fracassou fantasticamente. Com Pirlo, um desses três já fica ocupado e mesmo com Gattuso, o setor já fica frágil demais – especialmente para quem não tem uma defesa impenetrável.

Aparentemente, a venda de Pirlo já está decidida há mais tempo do que parece. A contratação de Cissokho é uma prova disso. O 4-3-3 desse novo Milan fortalecerá o miolo do meio-campo para liberar os laterais. Um meio-campo com Gattuso, Flamini e Seedorf (ou Ambrosini) é bom o suficiente, ainda que não mais o setor ‘world class’ que venceu a Liga dos Campeões.

Além disso há o fator econômico. Raciocinando com a lógica de recuperar o prejuízo financeiro do Milan, uma oferta de €30 milhões por um jogador de 30 anos, por melhor que ele seja, é irrecusável.

Um último fator é a reformulação “teórica” do time. É claro e notório que Leonardo foi imposto por Berlusconi contra a vontade dos “senadores” Pirlo, Gattuso, Maldini e companhia. Sem Pirlo, é um homem a menos do regime anterior para causar possíveis instabilidades.

No novo formato, o jogo do Milan diminui sua dependência do jogo de passes no meio-campo, baseados unica e exclusivamente na habilidade dos seus craques, para criar jogadas pelas laterais, possibilidade de uma marcação mais asfixiante, avanço da linha defensiva, tudo girando o comando do jogo para Seedorf e Ronaldinho, com um centroavante na área (Dzeko e Borriello) e Pato buscando as laterais. É um bom time? Sem dúvida, mas como disse Maldini, não o suficiente para figurar como candidato à LC. Outra coisa: é um time de difícil manipulação tática. Tenho minhas dúvidas da capacidade de Leonardo em gerenciar esse desenho em sua primeira aventura no banco.


PS: Amanhã, tempo permitindo, este blog traz alternativas para Juve e Inter com as contratações até agora.

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