Tag: 2014

Felipão, e agora?

Um ninho de ratos nunca deixa de ser um ninho de ratos. A escolha do novo treinador da Seleção Brasileira não teve nada a ver com futebol e tudo a ver com política. O clamor popular só é envolvido nos discursos porque a massa gosta de pão e circo. Vibrei com a ida de Scolari em 2002, mas não estou certo de que em 2014 ele terá um caminho mais sereno. Apesar de ser um técnico com pedigree (em itálico, porque ele não é um cão), Scolari acabou tendo a pior campanha da sua vida premiada com a Seleção. Imagine se Ronaldinho Gaúcho, o das festas, baladas e noites em claro, no pior de sua forma, ganhasse convocação para a Copa como voto de confiança na recuperação de seu melhor futebol. A escolha de Felipão é, tecnicamente, mais ou menos a mesma coisa.

Ler mais

Começamos a desfazer a derrota de 2014

Mano caiu. Caiu tarde porque nunca deveria ter sido treinador da Seleção. Com seu currículo digno de outros grandes English: The Brazilian soccer coach Mano (Luis... nomes do futebol brasileiro como Geninho, Antonio Lopes, Candinho e Joel Santana,  conseguiu, desde herdar o cargo na puxada de tapete teixeiriana em Dunga, convocar um sem-número de jogadores medíocres, que foram coroados com a presença do zagueiro Durval na Seleção (Durval será, para sempre, o Leomar de Mano). Mas o maior feito de Mano Menezes foi na insistência obediente em convocar Neymar o máximo que pudesse, sem conseguir fazer o santista jogar o que se espera dele. Também não conseguiu montar uma defesa minimamente decente, mesmo tendo dois dos melhores zagueiros do mundo (Thiago Silva e David Luiz), um lateral esquerdo extremamente eficiente (Marcelo) e uma leva de volantes que, se não tem nenhum gênio, tem jogadores de sobra para montar qualquer esquema com segurança.  Ainda que a demissão de Mano venha pelas mãos da caricata figura do senil José Maria Marin, governador biônico da ditadura e papagaio de pirata do poder nos anos de chumbo, ela é bem-vinda. Mano representa tudo que há de mais abjeto, ultrapassado, anacrônico e obscuro no futebol brasileiro, inclusos (e principalmente) seus dois mentores, Ricardo Teixeira e Andres Sanches. O Brasil agora pode voltar a ter chance de vencer a Copa em 2014 e exorcizar o fantasma de 195o, algo que com o antro cebeéfico da Seleção em sua gestão, não seria possível. Pena que limpar o resto não seja tão fácil quanto demitir um nome não à altura do cargo. Mano, muita sorte para você, desde que em outro lugar.

Agora é oficial – roubo na Copa 2014 é liberado

Antes de mais nada, uma declaração de incapacidade minha: alerto que não conseguirei, ao longo desse texto, externar toda a raiva, asco, frustração e estarrecimento contra a MP 527, que basicamente autorizou que os governos ocultem quanto custarão as obras destinadas à Copa do Mundo.

Ler mais

Desenvolvido em WordPress & Tema por Anders Norén

Top