Sem hecatombes, a Juve já é bicampeã

Hoje , a combalida Gazzetta Dello Sport traz uma nota que diz: de Moratti a Petkovic, ninguém segura esta Juve. É uma análise seca e clara do atual italiano. Esta Juventus recuperou o seu DNA e, não fosse pela enésima pisada de bola em proteger com unhas e dentes um cara envolvido em mais um escândalo (o ótimo técnico Conte), mereceria mais destaques. Esta Juve joga mais do que pode, como a Juventus sempre fez (aliás, como um alvinegro de outro país também costuma fazer). Não serão uma Lazio e uma Roma em construção (em ótimo caminho, mas em construção) nem duas milanistas decadentes, ou um Napoli Cavani-dependente que poderão estancar a sangria que ela deixa. Este Italiano só sai de Turim por motivos  de força maior. Continue reading

Vitória merecida com pênalti que não existiu

Numa temporada claramente ruim, o Milan venceu a Juventus com méritos e não só – demonstrou capacidade de expandir seu quociente técnico ao longo da temporada. Mais: Max Allegri, que já vive um espírito de demissão antecipada, criou mais um esquema remendado que deu certo, com um volante na lateral esquerda (Constant) e outro de centroavante (Boateng). Sim, é verdade, a vitória veio com um pênalti inexistente, mas o Milan mandou no jogo, ainda que fazendo o resultado na base da determinação, muito mais do que na técnica.

Falando em Constant, foram as laterais que garantiram o resultado do Milan. O jovem De Sciglio teve uma atuação perfeita, que faz imaginar futuras convocações para a seleção, enquanto Constant, ajudado por um El Shaarawy definitivamente amadurecido, bloquearam qualquer apoio dos flancos aos isolados Vucinic  e Quagliarella.

Deixando de lado as invenções malucas de Allegri, como a de Boateng externo de meio-campo (contra a Sampdoria) ou Emanuelson na ponta, o elenco milanista tem toda condição de lutar por uma vaga europeia (com sorte, até na Liga dos Campeões). E o máximo que um time que perdeu seus dois pilares e apostou em uma serie de jovens (El Shaarawy, Bojan, De Sciglio) e tem seu jogador mais valioso (Pato) em estado de nulidade pode almejar.

De positivo, o Milan pode contar com o fato de ter pelo menos dois zagueiros de qualidade (Zapata e Mexés), um regente capaz de dar ordem ao meio-campo (Montolivo) e os jovens ja citados para a chegada de um  novo treinador (que certamente não será Allegri). Classificação à parte, o maior problema milanista é a recuperação de Pato, hoje, digno de um décimo de seue valor de mercado.

No ano que vem, mais uma leva de estorvos deve deixar Milanello (Bonera, Flamini, Yepes, Abbiati e o capitão Ambrosini) e abrir outra boa folga no orçamento. A questão é saber como esses vazios serão preenchidos. De Traorés e Taiwos, já ficou a lição que craque bom e barato não existe. Ou se aposta em jovens – para o futuro – ou se torra dinheiro trazendo craques. E dinheiro, parece que não há, ao menos enquanto Berlusconi for protagonista em Via Turati.

Juve de volta e o “fenômeno” Stramaccioni

A vitória arrancada pelos cabelos no nonagésimo minuto diante do Bologna deixaram claro que a Juventus está mesmo de volta, erros de arbitragem incluídos. Mas o fato é que a Juventus tem um peso que os demaos clubes não tem quando está no auge do seu poder psicológico. Por isso que é difícil imaginar alguém ameaçando os piemonteses neste ano – seja oCavanidependente Napoli, seja o “fenômeno” temporal Stramaccioni na Inter. A Inter ainda aparece como protagonista por causa do extraordinário estado confusionário do Milan e de uma Roma em construção. Mesmo com um bom elenco, a Inter perderá o fôlego antes de conseguir fazer a Juventus sucumbir na tabela, dado um elenco cheio de veteranos e um treinador que não será protegido em caso de uma má fase. Na terra de cegos que se tornou o campeonato italiano, quem tem um olho é rei. Neste caso, a Juve. Continue reading

Rápidas do Italiano

Talvez não seja o torneio com melhor nível técnico da Europa, mas claramente o futebol italiano recuperou parte de sua força ao ter Milan e Juve novamente “funcionais” após anos alijados pelo escândalo de 2006. Talvez a notícia seja ruim para os interistas, mas para o torneio como um todo, certamente não o é. Quem assistiu a semifinal da Copa Itália na semana passada viu um belo jogo entre um bom Milan e uma Juventus muito interessante. Para o campeonato, uma vez que a Itália está fora da Europa (sim, o Barcelona vai vencer o Milan), o final promete ser emocionante. E seguem algumas observações. Continue reading