Autor: Cassiano Gobbet (Page 2 of 165)

Poder de verdade têm de ser arrancado…

“Il Milan non spende poco. Il Milan spende male” (“O Milan não gasta pouco. O Milan gasta mal”). A análise de meia linha da Gazzetta é a a mais bem acabada definição de por que o clube se acostumou há anos com listas de reforços cheias de Bakayés Traoré, Dominic Adiyah, Oguchi Onyewus e similares. Tudo que você ouviu nas últimas semanas em termos de vaticínios sobre a saída ou não do eterno direttore generale Adriano Galliani é orelhada. Nada está definido. Como afirma o poster do filme “O Poderoso Chefão III“, poder de verdade não pode ser dado – precisa ser arrancado. No clube, tem lugar a maior batalha política desde a compra do clube pelo cleptopolítico Silvio Berlusconi nos anos 80.

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Mediocridade atleticana estava óbvia para quem quisesse ver

Quando o Atlético-MG venceu a Libertadores, numa dos maiores seqüências de sorte da história da competição, minha impressão era a óbvia – era um time medíocre. “Você está louco! É um baita time”, ouvi da maioria esmagadora de amigos e colegas. A derrota no Marrocos não é nenhuma zebra. O Galo é simplesmente um time medíocre, que teve a sorte de times ainda mais medíocres atravessarem seu caminho na competição sulamericana que venceu neste ano. Para a assessoria de imprensa que apostava num grande papel dos mineiros na África, ficou a enésima prova de incompetência. O Galo consegue ser quase tão incompetente quanto a mídia esportiva que o analisa.

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Barcelona não trucidou somente o Santos

O Santos estendido ao chão no Nou Camp é um time medíocre. Se era preciso uma prova, o saco dado pelo Barcelona deve ter servido, sendo que metade da surra foi dada pelo Barcelona “B” (Pinto; Montoya, Bartra, Bagnack e Adriano; Song, Sergi e Fábregas; Neymar, Dani Nieto e Dongou). A mídia mostrou-se estupefata e os rivais aproveitaram para celebrar, mas não deviam. Corinthians, Cruzeiro, Botafogo e outros “grandes” não têm times muito menos medíocres. A combinação de uma audiência acostumada a pão e circo e uma mídia esquecida de sua obrigação de informar, mais que entreter, levaram ao choque catalão. Os 8 a 0 chocaram, mas não deviam. Nosso futebol indigente é ruim e vai piorar. E não, o “seu” time não é muito melhor que o Santos.

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As culpas evidentes e advogados insuspeitos

Acabo de ler, com surpresa, a defesa de Adalberto Batista por Juca Kfouri, via blog do Victor Birner. Surpresa porque se é evidente que Batista não é o centro do descompasso tricolor, a defesa dele, sob qualquer medida, não cai bem. Ainda que respeite o trabalho tanto do veterano Juca quanto do colega Birner, me sinto numa posição diametralmente oposta em relação ao ex-diretor de futebol do São Paulo. Juvenal morrerá sozinho no naufrágio tricolor porque os culpados menores deixarão o barco antes, exatamente como fez Batista.

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Por que o São Paulo deve cair

A derrota para um Cruzeiro meia boca levou o São Paulo à um ponto onde uma conclusão é óbvia. Não se trata de torcida, antipatia, simpatia ou previsão de futuro. O time do São Paulo que disputa o Campeonato Brasileiro é, hoje, o candidato mais forte a “grande-que-cai-nesta-temporada”. E há razões para pensar assim. Aliás, sob todos os aspectos. A mídia esportiva certamente usará a “tradição” e a “qualidade” do time para contra-argumentar, mas isso porque não existe jornalista capaz de, em julho, vaticinar a queda de um grande, mesmo que ela esteja assim desenhada, mas o argumento é tão certeiro quanto uma aposta em um cassino. A agonia tricolor será lenta e dolorosa, como foram as de Palmeiras, Corinthians e Grêmio. Somente um milagre pode impedir a consumação do fato. Milagres acontecem, mas como se sabe, são raros.

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Congestionamento, desarme e contragolpe: a receita italiana

Quando Cesare Prandelli ouviu dos médicos da seleção italiana que Mario Balotelli estava for da competição, certamente se deu conta que perdeu um dos dois únicos jogadores capazes de conseguir definir uma partida sozinhos. Prandelli conhece futebol e já anunciou que a defesa italiana ganhará um zagueiro central a mais. Ele está certo: os italianos só têm chance para o jogo desta quinta se professarem o mantra fundamental do futebol italiano: baricentro baixo, meio-campo ocupado e contragolpe.

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Futebol de verdade, expectativa de mentira

Jogamos com a Inglaterra. A Tevebrás oficial se esforçou para mostrar que está tudo dentro do previsto e gerar expectativa para o jogo, onde o homem que assina os cheques da Copa é seu comentarista. Ele também é o único ‘comentarista’ com passe livre para poder acessar os vestiários. Noutro mundo, o mundo de verdade. o Brasil jogou o que podia – com algum talento, pouco preparo e raça zero. Tenta-se fazer de Neymar um Pelé, de Fred, um Ronaldo e de Paulinho, um Ramires. Todas as missões são impossíveis, mas pelo menos Felipão pode tentar fazer Ramires jogar como Ramires. Basta chamá-lo.

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Allegri, ma non troppo

A novela que se arrasta tendo o técnico Massimilano Allegri, o diretor Adriano Galliani e o ex-premiê e todo-poderoso milanista, Silvio Berlusconi, não terminará bem. No pano de fundo rubro-negro que vê um martírio operístico do treinador, o desfecho está definido: Allegri deixa o clube. Talvez isso não aconteça nesta semana (embora tudo indique que sim), mas a tentativa de Galliani de manter Allegri depois de um quase-milagre (classificação para a LC depois de vender os dois principais jogadores do time) é em vão. Freud teria dezenas de observações para fazer em relação à figura paterna castradora de Berlusconi. A luta não é de Allegri para permanecer no posto. Trata-se da enésima tentativa de Adriano Galliani se afirmar com Berlusconi lhe podando a autoridade.

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