Na última terça-feira o PSG visitou o italiano Napoli no San Paolo (Nápoles/Itália), em partida válida pela quarta rodada da fase de grupos da Champions League. O confronto equilibradíssimo acabou empatado em 1×1. A situação no grupo C da UCL segue mais indefinido do que antes.

O PSG ainda se vê na terceira colocação com 5 pontos, ao passo que líder e vice-líder são Napoli e Liverpool respectivamente e numericamente empatados com 6 pontos. Os reds ingleses acabaram derrotados pelo Red Star Belgrado por 2×0, na Sérvia.

A noite dos coadjuvantes “sem grife”

O treinador alemão Thomas Tuchel mandou o PSG a campo com proposta tática similar à configuração que encerrou a partida empatada em 2×2, contra o próprio Napoli na rodada anterior. Tuchel alinhou equipe variando 3-4-3 e 3-5-2, sem Cavani entre os atacantes titulares.

Com suspensão por expulsão nas semifinais da UCL 17/18 cumprida, o goleiro Gianluigi Buffon finalmente realizou estreia no torneio pelo PSG. A escalação teve Buffon, Marquinhos, Thiago Silva e Kehrer. Meunier, Verratti, Draxler, Di María e Bernat. M’bappé e Neymar. Lembrando que Thilo Kehrer entrou no intervalo do 2×2 na rodada anterior, para exatamente possibilitar linha defensiva com três homens.

Além de Kehrer como defensor, Tuchel optou pelo alemão Julian Draxler no meio-campo, situação que obrigou Edinson Cavani a iniciar no banco. O vislumbre de Tuchel foi acertadíssimo, com o PSG seguro defensivamente diante de um Napoli que mais uma vez, optou por entregar a posse de bola ao adversário.

Draxler possibilitou maior contenção de posse (segundo estatística oficial da UEFA o PSG ostentou 56% de posse de bola contra 44% do adversário), ao passo que o lateral-esquerdo Juan Bernat acabou adiantado na ala esquerda. Os dois lados da defesa partenopei sofriam com Bernat/Di María pela esquerda do ataque parisiense e Meunier/M’bappé à direita.

Foi Juan Bernat quem abriu o placar o minuto 47 da primeira etapa. Deslocado pelo lado esquerdo, Kylian M’bappé driblou o marcador adversário e passou rasteiro para o centro da área napolitana. Bernat invadiu o espaço e finalizou.

No segundo tempo o Napoli foi à frente. Em 15 minutos obrigou Buffon a realizar pelo menos duas intervenções cruciais. Kehrer mostrou-se seguríssimo à esquerda dos três zagueiros parisiense, tendo evitado ao menos uma bola que poderia ter sido fatal. O Napoli chegou ao gol de empate em pênalti cometido por Thiago Silva, no minuto 66.

Com a pressão partenopei, Tuchel propôs outra mudança defensiva. Sacou o belga Meunier para entrada de Kimpembe, que por sua vez foi para a defesa. Kehrer foi aberto adiantado pelo lado direito, onde ficou até o minuto 92 para dar lugar a Choupo-Moting. Com a pressão, Tuchel preferiu explorar bolas longas e a força física de Cavani na área adversária. O uruguaio entrou no minuto 77 no lugar de Di María.

De qualquer forma, laterais “sem grife” aplicados ao jogo coletivo, contratados sem alarde no início desta temporada, acabaram por fazer a diferença. Oriundo do Schalke 04, o alemão Kehrer (22 anos) foi adquirido pelo PSG a 37 milhões de euros, valor razoável dado os números vultuosos de transferências recentes.

O autor do gol Juan Bernat (25 anos) contabiliza convocações para a seleção da Espanha. Trazido para Paris do alemão FC Bayern, Bernat tornou-se “refugo” bávaro na Munique pós-Guardiola. Custou cerca de 15 milhões de euros.

PSG retorna a campo pela UCL em 28 de novembro, para a quinta rodada da fase de grupos. Parisienses receberão o Liverpool no Parc des Princes.

Imagem Neymar disputando lance com Hamsik do Napoli: Presse sports

Sortie de but

– Ainda na terça-feira o Monaco foi derrotado pelo modesto belga Club Brugge, por sonoros 4×0. Os monagescos são o lanterna do grupo A com apenas 1 ponto marcado. No dia seguinte o Lyon empatou em 2×2 com o alemão Hoffenheim, em Lyon (França). Na vice-liderança do grupo F com 6 pontos, lioneses se encontram em situação tranquila, rumo ao mata-mata da UCL. O terceiro colocado é o Hoffenheim, com apenas 3 pontos.

– A última semana se encerrou com repercussão de denúncia feita pelo Football Leaks, a respeito do “doping financeiro” de PSG e Manchester City, ocultados pela UEFA. A revista alemã Der Spiegel deu repercussão ao fato, o qual boa parte de imprensa e público já desconfiava.

– Lembrando que o PSG é gerido pela empresa do xeique catariano Nasser Al-Khelaifi e o inglês City por holding de origem árabe que possui sócios chineses. O PSG em específico teria injetado quase 2 bilhões de euros (quase R$ 8 bilhões) de forma irregular, atropelando o fair play financeiro da UEFA, porém com consentimento de Michel Platini e do ex-secretário geral da UEFA e atual presidente da FIFA, Gianni Infantino.

– Na Europa fala-se na fundação de uma “Superliga” formada por antigos campeões e vice-campeões da UEFA Champions League. Segundo Leonardo Bertozzi (ESPN Brasil) há 11 sócio fundadores da “Superliga” que poderia começar em 2021, com os clubes envolvidos obviamente deixando de participar da UCL.

– Entretanto dentre esses 11 sócio fundadores estão PSG e Manchester City, que nunca foram finalistas da UCL. Real Madrid, Barcelona, Manchester United, Juventus, Chelsea, Arsenal, Liverpool, Milan e FC Bayern além de PSG e City poderiam ainda convidar mais cinco equipes para a “Superliga”, a saber: Atlético Madrid, Borussia Dortmund, Internazionale, Roma e o francês Olympique Marselha.

– Segundo o L’Équipe a justiça da Suíça nomeará promotor específico para apurar a situação de Gianni Infantino, mediante as várias acusações veiculadas pelo Football Leaks.