O Paris Saint-Germain retorna a campo neste sábado, em compromisso válido pela rodada 26 da Ligue 1. A equipe receberá o Strasbourg no Parc des Princes, mesmíssimo Strasbourg que impôs à equipe parisiense, sua primeira derrota na liga nacional francesa.

Coincidências cabalísticas à parte, as atenções estarão voltadas à agremiação do xeique Nasser Al-Khelaifi, exatamente para mensurar o impacto da derrota imposta pelo Real Madrid, na partida das oitavas de final (ida) da Champions League, na última quarta-feira.

O povo aponta os culpados (no Brasil)

No pós-3×1 imposto pelos merengues, a repercussão no Brasil foi minimamente engraçada, sobretudo nas redes sociais. Houve a divisão entre “neymaristas” e “anti-neymaristas”, lembrando que o PSG (e futebol francês) não estão entre os europeus favoritos dos brasileiros. No máximo tolera-se o PSG com Neymar.

Os “neymaristas” e até alguns jornalistas/comentaristas respeitáveis apontam Unai Emery como responsável pela derrota, o que é um erro ou desconhecimento de trajetória de um treinador tricampeão consecutivo da Europa League, com o espanhol Sevilla.

Contra “el Madrid” Unai propôs aspectos defensivos interessantes. Barrou o capitão Thiago Silva, que não conseguiu atuar por 90 minutos nos compromissos contra o Bayern Munique, adversário mais duro da fase de grupos desta UCL. Na lateral-esquerda optou por Berchiche, que defende melhor que Kurzawa.

A titularidade de M’bappé era questionável? Até certo ponto, uma vez que o jovem francês (19 anos) se destacou nas oitavas de final da última UCL, jogando pelo Monaco que eliminou o Manchester City de Guardiola. Pela direita, sua missão seria aproveitar os espaços deixados por Marcelo.

Por outro lado Unai manteve Angel Di María no banco, atleta campeão de UCL, exatamente pelo Real Madrid 13/14. Com o argentino no lugar de M’bappé o PSG teria capacidade de bola longa/bola parada, além do aspecto motivacional pelo fato de Di María ter deixado os blancos a contra gosto.

Mais além, Di María foi o nome do PSG nos 4×0 impostos sobre o Barcelona, na partida de ida das oitavas de final também da última UCL. Na “remontada” o argentino esteve em campo por apenas 35 minutos e o PSG sofreu o fatídico 6×1.

Além da capacidade de Unai

No entanto Unai Emery não pode fazer muito perante a gastança sem critérios de Nasser. Se Lo Celso foi recuado para a cabeça de área e protagonizou pênalti infantil em Kroos, foi porque o PSG se livrou de Matuidi, titular do setor até a última temporada.

Com 1×1 no placar do Santiago Bernabéu, Unai recuou o time no decorrer do segundo tempo, sacando Cavani para a entrada de Meunier. O belga foi para lateral com Daniel Alves agrupando-se ao lado externo direito da segunda linha. Em todo caso, nenhum nem outro tem virtudes defensivas.

O jovem espanhol Asensio criou duas jogadas de gol dos blancos nas costas de Meunier/D. Alves. Um dia antes o Tottenham arrancou um empate (2×2) épico após tomar dois gols da Juventus em 10 minutos, em Turim. Na lateral-direita dos spurs, Aurier era quem continha o veloz Douglas Costa. Aurier que o PSG também negociou.

Era a ocasião para Neymar justificar os valores vultuosos investidos em seu futebol. Sem os “parças” certos nos setores defensivos, Neymar não foi capaz.

Em campo

Líder da Ligue 1 com 65 pontos, o PSG tem apenas duas derrotas no torneio, a primeira imposta pelo Strasbourg (2×1) na rodada 16. Sportv e ESPN transmitem PSG x Strasbourg neste sábado à partir das 14 hr.

Imagem de Unai Emery: AFP/Franck Fife