Just Push Play: Machine Head “Beyond the Pale”

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O norte-americano Machine Head liberou a canção “Beyond the Pale”, que estamos expondo aqui e que estará no tracklist do novo álbum “Catharsis”. O registro sairá no dia 26 de janeiro de 2018 no mercado internacional, via Nuclear Blast Records.

A canção é cadenciada e acessível, mas ainda na linha dos singles e canções de trabalho que o Machine Head tem apresentado nos últimos anos, nas quais twin guitars conduzem o aspecto melódico.

Por outro lado o peso cadenciado rememora algo da fase anos 90 do conjunto, dos álbuns “Burn My Eyes” (1994) ou “The Burning Red” (1999). “Beyond the Pale” soa como um encontro do single “Locust” (de “Unto the Locust”/2011) com as sonoridades exploradas pela banda, em seus três primeiros álbuns nos anos 90.

Se o restante do tracklist resgatará algo mais deste período, ainda não há como afirmar, levando em consideração que a imprensa musical internacional enfatizou palavras do líder Robb Flynn (guitarra/voz), ressaltando que “Catharsis” não deve ser comparado com os registros mais pesados da banda. Segundo Flynn a banda quis explorar o groove e os aspectos melódicos.

Ouça Beyond the Pale

O Machine Head encontra resistência por parte do público no Brasil, devido ao seu período inicial estar vinculado com o new metal/alterna metal americano dos anos 90. A banda é considerada precursora do hoje chamado groove metal, ao lado de Pantera, Sepultura e Biohazard. “Burn My Eyes” e “The More Things Change” (1997), são álbuns que representam esta face.

Capa de Catharsis

Capa de Catharsis

Alguma aproximação ao hip hop e ao new metal de fato foi explorada em “The Burning Red” e no criticado “Supercharger” (2001), onde a banda procurou abertamente se estabelecer no mainstream. Porém a trilha que trás o Machine Head até o presente momento se iniciou em “Through the Ashes of Empires” (2003), com o líder Robb Flynn re-editando a dupla de guitarras do antigo Vio-Lence, ao efetivar Phil Demmel no line up.

O Vio-Lence foi uma das últimas bandas a surgir na cena thrash metal de San Francisco (California/EUA), no fim dos anos 1980. O conjunto deixou de existir após três álbuns. Flynn fundou o Machine Head no intuito de prosseguir sua carreira. Com a dupla Flynn/Demmel, o Machine Head voltou a se aproximar das influências do metal clássico.

A sequência de registros posteriores ao full lenght de 2003, “The Blackening” (2007), “Unto the Locust” (2011) e “Bloodstone & Diamonds” (2014) talvez represente o ápice da carreira do Machine Head.

Imagem dos integrantes do Machine Head: divulgação

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