Just Push Play: Avatarium “Medusa Child”

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O sueco Avatarium divulga o novo “Hurricanes And Halos”, seu terceiro registro de estúdio já lançado em cd inclusive no mercado brasileiro. O conjunto liberou um lyric video da canção “Medusa Child”, faixa que integra o novo full length, sucessor de “The Girl With the Raven Mask”.

O Avatarium ainda não obteve um boom de popularidade no Brasil, algo que talvez nem aconteça. A banda original do líder Leif Edling (baixo), o Candlemass, detém bom público no país, sendo o conjunto ícone do metal underground mundial, um dos representantes maiores do doom metal.

O arquétipo sonoro do Candlemass foi incorporado no som do Avatarium, de forma mais expressiva no primeiro registro auto-intitulado (2013). As bases pesadas em andamento arrastado ainda caracterizam seu projeto sonoro, que no entanto, encontrou uma personalidade própria em seu desenvolvimento natural.

A aura vintage persiste, com a sonoridade evocando características dos anos 1970. Talvez o lado mais progressive do Black Sabbath, aglutinado à influências do progressivo pesado na linha do Uriah Heep ou mesmo Rainbow. As sonoridades de órgãos Hammond se mostram presentes.

Ouça Medusa Child

Há uma “aura David Gilmour” na forma como Marcus Jidell (ex-Evergrey) explora alguns solos e aborda seu instrumento. Entretanto Jidell parece cultuar o Gilmour da fase final do Pink Floyd, entre os anos “A Momentary Lapse of Reason”/”The Division Bell”, do fim dos anos 80 em diante.

O toque final é a voz da cantora Jennie-Ann Smith, situando-se em estilo próximo de cantoras como Joan Baez, Marianne Faithfull ou Ann Wilson (Heart). O injustamente esquecido Renaissance da cantora Annie Haslam, parece ser referência também. Nem operístico, nem gutural. Nenhuma cantora do metal atual soa como Jennie-Ann.

Capa de Hurricanes and Halos

Capa de Hurricanes and Halos

Nada soa datado, uma vez que o atualmente requisitadíssimo engenheiro de som Jens Bogren (Sepultura, Kreator, Pain of Salvation, Arch Enemy) cuidou da masterização do álbum. Os álbuns do Avatarium precisam ser ouvidos em mídias físicas, em velhos aparelhos de som, seja cd, seja vinil. O conjunto explora muitos contrastes sonoros (alto/baixo, acústico/distorção, som/silêncio).

Não há equivalentes na música pesada atual para o Avatarium. A banda talvez nem seja compreendida pelo público de música atual. Na Europa o conjunto se tornou grande rapidamente, recebendo o prêmio da categoria “up and coming” (algo como “revelação”) da revista Metal Hammer alemã.

Imagem: divulgação

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