Ligue 1: Olympique Marselha 1×5 PSG – o duelo tático

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Neste domingo o Olympique Marseille recebeu o Paris Saint-Germain no Vélodrome (Marselha/França), saindo goleado pelo vistoso placar de 5×1. O derby chamado na França de le classique, gerou muita expectativa na véspera, mas acabou por revelar supremacia plena do PSG.

O placar manteve o PSG na briga pelo título, em segundo lugar com 59 pontos, 3 pontos atrás do líder Monaco. O OM por sua vez se vê em sétimo lugar (39 pontos), no momento fora da zona de classificação para competições europeias (1º. ao 6º. postos).

Olympique Marseille

O treinador Rudi Garcia prometeu jogo ofensivo nos dias que precederam le classique. Porém o técnico lidou com desfalque importante do artilheiro Bafétimbi Gomis (16 gols, terceiro maior goleador da Ligue 1). É preciso ressaltar ainda que o volante Lassana “Lass” Diarra rescindiu seu contrato inesperadamente, a pouco mais de uma semana.

Contra o PSG o alinhamento inicial teve Pelé, Sakai, Rolando, Fanni e Evra. Vainqueur, Anguissa e Lopez. Thauvin, Njie e Payet. Por opção de Garcia, o zagueiro brasileiro Dória ficou como opção no banco, o que causou alguns problemas no sistema defensivo.

O Marseille sucumbiu a pressão do PSG, que precisou de apenas 16 min para impôr vantagem de 2×0. Sofreu o primeiro gol no jogo aéreo consequente de bola parada e o segundo com o atacante adversário Edinson Cavani, nitidamente em impedimento. Por quê Garcia não escalou Dória (22 partidas na temporada), é um mistério.

Entretanto os gols subsequentes sofridos surgiram todos pelo setor esquerdo, após Garcia trocar Patrice Evra, que já tinha cartão amarelo, por Bedimo. No aspecto ofensivo, Dimitri Payet tentou chutes a longa distância, chegando a mandar uma bola na trave.

Porém sem Gomis como referência, o ataque marselhês perdeu o centro de gravidade. O gol de Fanni saiu aos 70 min, quando o placar já estava em 4×0, oriundo de jogada de escanteio. O Marseille finalizou 12 vezes, das quais apenas 3 foram em gol, números que denunciam a importância de Gomis.

Rudi Garcia tem um time, no entanto, ainda inapto a enfrentar os melhores adversários dentro da Ligue 1. Citado no início Lassana Diarra poderia ser o primeiro homem de meio-campo, à frente da defesa. A saída do veterano volante porém era cogitada desde a chegada de Rudi Garcia.

Prestes a completar 32 anos, Diarra poderia ser mais uma liderança nos vestiários, tendo computado apenas 12 partidas na presente temporada. Na última disputou 32 jogos (1 gol). Rudi Garcia prefere volantes que ofereçam melhor saída de bola. Sua Roma ideal tinha Kevin Strootman e Radja Nainggolan, no setor.

PSG

O técnico Unai Emery mandou a campo alinhamento inicial com Trapp, Meunier, Marquinhos, Thiago Silva e Kurzawa. Rabiot, Verratti e Matuidi. Lucas, Cavani e Pastore. A surpresa ficou por conta da titularidade do argentino Javier Pastore. O módulo tático variou o 4-3-3 e o 4-2-3-1, como vem acontecendo com Marco Verratti em campo.

O jogo coletivo do PSG se sobressaiu logo aos 6 min, quando os zagueiros Thiago Silva e Marquinhos protagonizaram lance ofensivo ensaiado em cobrança de falta. Verratti cobrou para T. Silva, postado na ponta esquerda escorar para Marquinhos abrir o placar, de cabeça.

Com a vantagem de dois gols em mãos após o gol impedido de Cavani aos 16 min, o PSG já tinha o controle do jogo. A vida tornou-se ainda mais fácil após a mal-fadada opção de Rudi Garcia em tirar Evra da sua lateral-esquerda, no início da segunda etapa.

Sem Evra, o jogo ofensivo parisiense pelo flanco direito funcionou de forma plena, culminando nos gols de Lucas, Draxler e Matuidi. A porcentagem de posse de bola foi equilibrada (praticamente 50% para cada equipe).

Os parisienses no entanto finalizaram 20 vezes (8 a mais que o adversário), com 13 destas finalizações de fato sendo em gol. Das treze, cinco se converteram (dados segundo o L’Équipe).

Imagem de Marquinhos (ao centro) no lance do primeiro gol: L’Équipe