Champions League – oitavas de final: Real Madrid 3×1 Napoli – o duelo tático

1487186843_973200_1487189933_album_normal

Em partida de ida válida pelas oitavas de final da Champions League 2016/2017, o Real Madrid bateu o Napoli de virada por 3×1, na última quarta-feira. O confronto aconteceu no Santiago Bernabéu em Madrid (Espanha).

O resultado obriga a equipe napolitana a vencer por 2×0, para obter a classificação na partida de volta no San Paolo (Nápoles/Itália). Os merengues conseguiram uma vantagem razoável, uma vez jogar no campo do Napoli é algo minimamente complicado.

Real Madrid

O técnico Zinedine Zidane pode contar com o retorno de diversos atletas que estiveram lesionados nas últimas semanas, entre eles Marcelo, Daniel Carvajal, Luka Modrić e Toni Kroos. Apenas o galês Gareth Bale ainda não se vê recuperado de problemas físicos.

O alinhamento inicial teve Navas, Carvajal, Sérgio Ramos, Varane e Marcelo. Casemiro, Modrić, Kroos. James Rodríguez, Cristiano Ronaldo e Benzema. Zidane optou pela entrada do colombiano James, que não vem sendo titular. Desta forma, o desenho em 4-3-3 poderia ser vertido em 4-3-1-2, com James como enganche (o “1”).

A partida foi muito equilibrada, com os merengues sofrendo o primeiro gol logo aos 7 min, em lance onde Keylor Navas se viu adiantado. Num todo a qualidade individual dos jogadores blancos fizeram a diferença, diante de um aplicado Napoli. O empate saiu aos 17 min com Benzema de cabeça, aproveitando cruzamento primoroso de Carvajal.

Na segunda etapa o Real Madrid se impôs logo no início. Aos 49 min, Cristiano Ronaldo avançou pela direita e foi à linha de fundo. Cruzou para Toni Kroos entrando livre na área adversária finalizar e fazer o 2×1. Cinco minutos depois, Casemiro aproveitou sobra de bola de nova jogada blanca pela direita que não dera certo. O volante brasileiro bateu cruzado e fez o 3×1.

A equipe merengue criou 20 ocasiões de gol (12 a mais que o adversário). Destas 20 finalizações, 9 foram em gol e 3 se converteram. É preciso ressaltar que a equipe de Zidane não realizou uma partida brilhante, com o conjunto ao redor de CR7, chamando a responsabilidade.

Napoli

O técnico Maurizio Sarri propôs jogo tipicamente italiano no campo do adversário. A escalação napolitana teve Reina, Hysaj, Albiol, Koulibaly e Ghoulan. Diawara, Zelinski, Hamsik, Callejón e Insigne. Mertens. Com a posse de bola a equipe podia se desdobrar num ousado 4-3-3, porém postou-se num 3-6-1 ou 3-7-0, em boa parte do confronto.

Dries Mertens não é um atacante de área, ainda que venha desempenhando bom papel nesta função. O belga dá a opção de ter-se um homem a mais na recomposição quando se perde a bola. A equipe napolitana surpreendeu ao abrir o placar com apenas 7 min.

O capitão Marek Hamsik, no centro do campo, propôs enfiada de bola vertical rasteira para Lorenzo Insigne. O atacante italiano observou Navas adiantado, finalizando a longa distância e obtendo o único gol partenopei.

Com a linha defensiva composta por três defensores natos (Hysaj/Albiol/Koulibaly), o argelino Faouzi Ghoulam acaba por ter mais liberdade de avanço, pelo lado esquerdo. Foi exatamente pelo setor esquerdo da defesa napolitana, direito do ataque merengue, que os três gols blancos surgiram.

Entretanto o tempo de posse de bola acabou dividido igualmente em 50% para cada equipe. O intento de Sarri era entregar a posse de bola ao adversário, para tentar buscar algo nos contra-ataques. Algo que não deu tão certo. Ainda assim, o Napoli dificultou muito o toque de bola blanco, que resolveu a partida no jogo aéreo e em dois gols obtidos em chutes de longa distância.

A proposta de Sarri tornou inútil as presenças de Modrić e James Rodríguez, sufocados pelo meio-campo povoado. O Napoli ainda conseguiu obter pelo menos dois gols, corretamente anulados por impedimento.

Os napolitanos criaram 8 oportunidades de gol, das quais 4 de fato foram em gol e apenas 1 se converteu em tento (todos os dados segundo o The Guardian).

Imagem de Casemiro e Hamsik (de preto): Juanjo Martín/EFE