No último sábado, a seleção brasileira feminina goleou de forma categórica a respeitada seleção da Suécia por um elástico placar de 5×1, no Engenhão (Rio de Janeiro/RJ). A equipe brasileira soma 6 pontos no grupo E, e já tem uma vaga garantida nas quartas de final do torneio olímpico feminino de futebol.

Brasil

O técnico Oswaldo “Vadão” Alvarez repetiu a escalação inicial da estreia contra a China, ordenando uma alinhamento com Bárbara, Fabiana, Mônica, Rafaelle e Tamiris. Formiga, Thaísa, Marta, Andressa Alves e Beatriz. Cristiane. O módulo tático foi um 4-1-4-1, que se mostrou muito funcional.

O Brasil saiu à frente com Beatriz aos 20 min. Marta alternava entre a extremidade direita e esquerda, da linha de 4 meias ofensivas. Andressa Alves, Beatriz e Cristiane se revezavam como referência na área. O funcionamento destas três engrenagens em “permuta” (como se diz no futebol espanhol), confundia a marcação sueca sendo que Beatriz, não é uma atacante fixa de área.

O segundo gol saiu quatro minutos depois, com Marta inicialmente estabelecida no lado externo direito da linha de 4 meias, deslocada para o lado externo esquerdo. A camisa 10 cruzou para Cristiane desviar de letra e anotar o segundo gol, seu centésimo com a camisa da seleção.

O terceiro gol surgiu no fim do primeiro tempo. Marta cobrou pênalti para as brasileiras e converteu. Com apenas 45 minutos a proposta de jogo de Vadão foi efetiva e o Brasil deixou a seleção da Suécia rendida. Marta e Beatriz completaram o placar final, anotando mais um gol cada uma durante a segunda etapa.

Marta fez uma apresentação esplendorosa, mostrando conhecimento pleno das adversárias, uma vez que atua no futebol sueco há nove temporadas. A seleção não sofre de “Marta dependência”, mas quando há a possibilidade da meia-atacante assumir o protagonismo, ela o faz e desequilibra.

A atacante Cristiane que saiu lesionada (substituída por Debinha), sofreu um problema muscular na coxa direita e será poupada na última partida da fase de grupos. A partida será disputada contra a África do Sul.

Suécia

Embora tenha uma estrutura bem desenvolvida, o futebol sueco feminino não ostenta muitas conquistas expressivas. Seu maior título foi obtido em 1984, quando a equipe sagrou-se campeã da EURO feminina.

A atual treinadora Pia Sundhage (56 anos) é ex-meio-campista, tendo sido a artilheira do time vencedor em 1984. Sundhage treinou a poderosa seleção norte-americana entre 2008 e 2012, tendo assumido a seleção sueca no decorrer de 2012.

A proposta do time sueco era impor-se fisicamente, ostentando postura defensiva. A equipe se vale da alta estatura de muitas atletas, um atributo que na versão feminina do esporte acaba por se mostrar crucial. Com isso a ideia seria a saída em contra-ataques, caso conseguisse roubar a bola do adversário.

Com a atuação incisiva do ataque brasileiro, as suecas viram-se sem ação e com o jogo perdido ao fim do primeiro tempo. O fator campo também cobrou seu preço, uma vez que a condição climática do Rio de Janeiro, minou o condicionamento físico das atletas escandinavas.

Quando teve oportunidades, a Suécia buscou jogo com a externa direita Fridolina Rolfö, que aproveitou alguns espaços deixados pela lateral-esquerda brasileira Tamires. À frente a sueca de ascendência sérvia Kosovare Asllani (Manchester City/Inglaterra, ex-PSG/França), é a principal jogadora de área.

Asllani travou um duelo particular com a volante brasileira Formiga, que por sua vez acabou substituída por precaução, pelo técnico Vadão. O gol sueco foi anotado por Charlotta “Lotta” Schelin (Lyon/França), quando a equipe já perdia por 5×0.

O Brasil volta a campo na próxima terça-feira 09/08. As brasileiras enfrentam a África do Sul na Arena Amazônia em Manaus (AM).

Imagem de Beatriz no lance do primeiro gol: Ricardo Stuckert/cbf.com.br