Juventus: caça ao líder partenopei.

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No último domingo, a atual tetracampeã italiana Juventus venceu a Roma (1×0), em clássico realizado na Juventus Arena (Turim/Itália), válido pela vigésima primeira rodada da Série A italiana. Após início de temporada claudicante, a vecchia signora se reinventou e o êxito contra os giallorossi, contabilizou sua décima primeira vitória seguida.

Porém o resultado deixa o clube bianconero na vice-liderança da tabela com 45 pontos, dois pontos atrás do líder Napoli. A Juve do treinador Massimiliano Allegri se estabeleceu em 3-5-2, módulo tático também utilizado contra a Roma. As saídas de Carlos Tévez (Boca Jrs), Andrea Pirlo (New York Soccer City) e principalmente Arturo Vidal (FC Bayern) no último verão, cobraram seu preço.

A defesa segue composta pelo trio Barzagli/Bonucci/Chiellini. Allegri projetou os laterais Litchtsteiner (direito) e Evra (esquerdo), pelos lados externos do meio-campo, junto a três meio-campistas (contra a Roma: Khedira/Marchisio/Pogba). Nenhuma das opções à disposição do treinador pode suprir à altura Vidal, que cumpria as vezes de interditor fixo, dotado de condicionamento físico sobre-humano.

O alemão Sami Khedira tem atuado regularmente mas está longe do “Khedira 2010-2013”. Com os laterais tornados “fluidificantes” plenos, há uma vantagem numérica no meio-campo, valendo ressaltar que Evra (34 anos), não tem mais o vigor físico dos tempos de Manchester United.

As permutas de posicionamento no meio acontecem constantemente durante a partida. Pogba flutua entre a esquerda e o centro, constituindo-se num “trequartista”, podendo também ser o “low playmaker” à frente da linha de defesa, dependendo das circunstâncias. Cabe a ele suprir a lacuna de Pirlo, mas Pogba pode estar atrasando sua carreira ao seguir no futebol italiano.

A partida em si teve desenhos táticos quase que espelhados, com Luciano Spaletti propondo a Roma em 3-4-2-1, onde Danielle De Rossi foi deslocado do meio para a defesa, cumprindo a função de stopper. Um confronto tático/físico em detrimento da plasticidade, obviamente teve poucos espaços. De Rossi também protagonizou o momento indesejável, supostamente chamando o croata Mandžukić de “cigano”, em alusão ofensiva à sua naturalidade do leste europeu.

O gol da vitória bianconeri foi do argentino Paulo Dybala (21 anos), anotando seu décimo segundo gol na competição. Não cabe compará-lo a Carlitos Tévez ainda. Dybala é outra cara nova da Juve na atual temporada, vindo do Palermo, por onde atuou desde 2012.

Sem vislumbramentos, Dybala pode desenvolver trajetória de êxito no calcio, similar a de argentinos como Javier Pastore (ex-Palermo) e Ezequiel Lavezzi (ex-Napoli).

Aspecto administrativo

Na semana que passou foi divulgada a notícia de que a Juventus alcançou os espanhóis Barcelona e Real Madrid, no montante obtido com venda de direitos de transmissão televisiva. Os três clubes estão embolsando cerca de 199 milhões de Euros cada um, nesta temporada, todos à frente de FC Bayern e Manchester United.

Vale ressaltar que a Juventus se re-estruturou de forma plena desde o retorno da Série B em 2007. O vice-campeonato da última Champions League, pode sim ser considerado um êxito, sendo ainda preciso sublinhar a lucidez administrativa por parte dos gestores do clube.

Fora isso, o trabalho de Massimiliano Allegri está sendo bem visto inclusive na Premier League inglesa, onde seu nome “corre por fora” ao ser relacionado à clubes como Manchester United e principalmente Chelsea.

Imagem de Dybala (a esquerda) comemorando o gol: Matteo Bottanelli