Manchester City: investidores chineses.

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Nesta terça-feira o City Football Group (CFG), confirmou que investidores chineses adquiriram 13% das ações do clube britânico Manchester City. O valor recebido pelo grupo chega a 376 milhões de Euros, segundo informou o periódico espanhol El País.

A negociação firma um consórcio entre a China Media Capital e a CITIC Capital. Segundo o El País, o CFG tem intenção de expandir seus domínios no mercado futebolístico asiático, enfocando sobretudo o mercado da China. As negociações se desenvolveram nos últimos seis meses.

O grupo CFG é gerido pelo Abu Dhabi United Group e responde não apenas pelo Manchester City, mas também por outros clubes espalhados pelo planeta, tal qual o yankee New York Soccer City, o australiano Melbourne City e o japonês Yokohama Marinos. O City Football Group foi fundado no começo da temporada 2013/2014.

A trajetória enquanto clube milionário do Manchester City iniciou-se no fim da década passada, quando o tailandês Thaksin Shinawatra adquiriu a agremiação em 2008. Shinawatra no entanto, não conduziu o time a grandes êxitos. Os citzens foram adquiridos pelo pelo grupo árabe Abu Dhabi United Group, meses depois do tailandês ter comprado o clube.

Os citzens passaram a contratar atletas então de renome no mercado europeu. Os recursos financeiros à disposição possibilitaram aquisições como Carlos Tévez (oriundo do rival Manchester United), Robinho (na época no Real Madrid) e (na época promessa) Shawn Wright Phillips, atacante que pertencia o Chelsea.

Dentro de campo o status do City só passou a reluzir após o clube conquistar a FA Cup (2010/2011) e a Premier League (2011/2012, lembrando que o clube também venceu a edição 2013/2014). O aspecto futebolístico obteve melhores resultados, após o clube efetivar em 2012 os espanhóis Txiki Begiristain como diretor de futebol, e Ferran Soriano como CEO. Begiristain trabalhou anteriormente no departamento de futebol do Barcelona, entre 2003 e 2010.

Numa trajetória parecida com a do francês Paris Saint-Germain, adquirido em 2011 por gestores árabes, o Manchester City tenta agora disputar frequente e ininterruptamente, a Champions League.

Os asiáticos.

O interesse de investidores oriundos da Ásia está em alta no futebol europeu, embora hajam poucos exemplos de êxito dentro da Premier League. Na Espanha, o Atlético de Madrid teve 20% de suas ações adquiridas pelo grupo chinês Wanda, no início de 2015.

O Valencia se vê sob administração de Peter Lim, oriundo de Singapura. No último dia 3 de novembro o Espanyol de Barcelona teve 45,1% de suas ações adquiridas pelo Rastar Group, outro grupo de origem asiática.

Imagem: C. Recine – Reuters