O amistoso internacional entre França 2×0 Alemanha, praticamente não aconteceu. Isso em virtude dos atentados terroristas que assolaram Paris (França), na última sexta-feira, cabalisticamente um sexta-feira 13. Alguns dos atentados ocorreram nas imediações do Stade de France em Saint Denis (Paris), sendo que pode-se ouvir explosões, durante a transmissão televisiva do confronto.

Os problemas que o treinador bleu Didier Deschamps tinha na véspera do amistoso, tonaram-se pequenos, isso incluindo-se a escabrosa acusação de chantagem e tentativa de extorsão, formalmente direcionada ao atacante Karim Benzema. Ele e o chantageado meia-atacante Mathieu Valbuena, são/eram peças importantes da França.

Os atletas não foram convocados devido a medida cautelar judicial determinada pelo ministério público francês, medida a qual impede os jogadores de se aproximarem em seu território. Na véspera do confronto, torcida e imprensa francesa questionavam sobre a presença de Benzema na EURO, uma vez que a acusação pode lhe render até cinco anos de prisão.

Em campo.

Deschamps solucionou sim os problemas oriundo dos desfalques dos jogadores atingidos pela medida cautelar. O desenho tático da equipe variava do 4-3-3, para o 4-2-3-1 e ainda um 4-3-1-2. Giroud ganhou titularidade como centroavante de área, posição que teoricamente caberia a Benzema. Anthony Martial, surgiu pela esquerda do ataque.

O 4-2-3-1 e o 4-3-1-2 são possíveis, na primeira situação, quando Pogba se projeta como meia centralizado na linha de 3. Grizemann e Martial caem pelos lados externos. A segunda situação tem um trio de volantes formado por Diarra/Pogba/Matuidi, com Griezmann sendo o meia único, centralizado atrás dos atacantes (Martial/Giroud).

Em parte isso é possível devido à presença do veteraníssimo Lassana Diarra, que voltou à Ligue 1 nesta temporada, contratado pelo Olympique Marseille. Lidando com alguma escassez de atletas com rodagem, Deschamps reabilitou Diarra na seleção, ganhando consequentemente um marcador vigoroso.

Trata-se de uma peça que a França não tinha desde que Claude Makélélé se aposentou. Com Diarra como interditor, Matuidi também tem mais liberdade nos avanços pela esquerda. O primeiro gol anotado na primeira etapa, surgiu dos pés de Pogba que lançou Martial pela esquerda, em jogada de efeito que culminou no gol de Giroud.

O segundo gol anotado por Gignac no finzinho do confronto, surgiu do cruzamento de Matuidi, que avançou pela ponta esquerda. Deschamps tem incógnitas para a EURO 2016, duas peças de ataque (Benzema/Valbuena), mas solidificou ainda mais o sistema defensivo.

Já os alemães…

É bem verdade que a Alemanha entrou em campo num certo estado de relaxamento. Foi o primeiro compromisso do Nationalelf, após uma suada classificação para a EURO, obtida na última rodada das Eliminatórias. Joachin Löw deu “folga” para Toni Kroos e Mesut Özil, que sequer foram convocados.

As novidades ficaram por conta da titularidade do volante Khedira e do centroavante Mario Gómez, este último que voltou a ser lembrado, após ser excluído dos planos para o Mundial 2014. A Alemanha tem problemas perceptíveis, num olhar mais aprofundado para obter uma peça de reposição para o aposentado Philip Lahm.

Löw tem insistentemente recorrido ao meia Emre Can, escalando-o seja na lateral-direita, seja na lateral-esquerda. O improviso não tem funcionado. Lahm era lateral de origem e na reta final da preparação para o Mundial, passou a jogar de forma efetiva e funcional, também como volante.

O próximo compromisso da França, classificada para a EURO 2016 por ser país sede, será contra a Inglaterra em Wembley (Londres). O jogo será na próxima terça-feira.

Em tempo, também expressamos plena solidariedade aos cidadãos franceses. Pray for Paris.

Imagem da partida: AFP