Quase que paralelamente ao confronto entre Colômbia 1×0 Brasil pela Copa América masculina, a seleção feminina do Brasil atuava contra a Costa Rica, no Mundial feminino disputado no Canadá. Isso na noite da última quarta-feira. A seleção brasileira feminina bateu a Costa Rica por 1×0, encerrando sua participação na primeira fase em primeiro lugar do grupo E.

O time brasileiro manteve 100% de aproveitamento (9 pontos em 9 disputados). A equipe já estava classificada para as oitavas de final, e a disputa pela segunda vaga se via em aberto e almejada por Costa Rica, Espanha e Coréia do Sul. As duas últimas seleções se enfrentaram na mesma rodada, com vitória e classificação das coreanas, que derrotaram as espanholas de virada por 2×1.

Titulares poupadas.

Com a classificação de antemão, o técnico Oswaldo “Vadão” Alvarez poupou quase todo o time titular. Marta, Cristiane, Andressa Alves e Formiga, titulares absolutas se deram ao luxo de ocuparem o banco de reservas. A equipe manteve a mesma consistência tática e defensiva.

O desenho tático foi um pouco diferente do 4-4-2, o qual apresentou possibilidade de variação para o 4-4-1-1, visto na vitória contra a Espanha (1×0). A linha de quatro defensoras porém seguiu alicerçada pela central Mônica e pela lateral-esquerda Tamires, esta última elogiada tanto pela qualidade técnica quanto pela beleza física.

Vadão tem optado por utilizar a veterana Formiga, fixa à frente da defesa como primeira volante. Com esta poupada, Maurine se posicionou à esquerda com Andressinha à direita, e mantida na formação inicial.

Impressionou a maturidade e a naturalidade com que ambas se apresentam, atuando como médias defensivas que saem para o jogo com qualidade técnica. Maurine e Andressinha (de apenas 20 anos), se assemelham a meio-campistas profissionais do futebol europeu masculino atual.

E com esta opção, o time se desenhou num 4-2-3-1 padrão. Maurine e Andressinha são as duas meio-campistas a frente da linha das 4 defensoras. Alguma deficiência se viu na parte ofensiva, sobretudo na forma da atacante Darlene atuar, buscando demasiadas jogadas individuais. Darlene é veloz, se deslocando sem problemas pelos dois lados do campo, mas carece de aprimorar o quesito “visão de jogo”.

A equipe das costa riquenhas teve poucas oportunidades de gol e no aspecto defensivo, o Brasil feminino controlava o jogo sem grandes problemas. O gol da vitória saiu no fim da segunda etapa, com Raquel Fernandes aproveitando passe primoroso de Andressinha.

O Brasil feminino volta a campo no domingo às 14 hr (horário de Brasilia). As brasileiras enfrentam a seleção da Austrália, na partida válida pelas oitavas de final do Mundial feminino de futebol.

Imagem de Raquel Fernandes: fifa.com