Nesta segunda-feira a FIFA realizou em Zurique (Suíça) a cerimônia de entrega da Bola de Ouro referente ao ano de 2014. A premiação principal de futebolista do ano trazia como finalistas mais uma vez a dupla Cristiano Ronaldo e Lionel Messi, mais o goleiro tetracampeão alemão Manuel Neuer. Pelo segundo ano consecutivo, o prêmio ficou com CR7, atacante do Real Madrid e da seleção portuguesa.

Há vários pormenores envolvendo eleição dos finalistas, critérios e opiniões acerca da relevância desse título, incoerente pois não faz sentido premiar um destaque individual em meio a um esporte coletivo. Porém, dois detalhes chamam a atenção: 1) a disputa polarizada entre CR7 e Messi se dá desde 2008 onde o lusitano venceu três vezes (2008, 2013 e 2014), e Messi quatro vezes (2009 a 2012).

E 2) jogador parte de uma seleção campeã do mundo, não é mais favorito ao prêmio. De 1994 a 2006 o atleta finalista parte de uma seleção campeã do mundo obviamente em ano de copa, levou o prêmio: Romário em 94, Zidane em 98, Ronaldo em 2002 e Canavarro em 2006. Vale lembrar que o atual formato da premiação é promovido desde 1991, sendo renomeado FIFA Ballon D’or, a partir de 2010.

A dupla Xavi/Iniesta finalistas e campeões mundiais pela Espanha em 2010 não levaram, tal qual Neuer, pela Alemanha, nesta premiação 2014. Xavi e Iniesta aliás que em 2010 concorreram com Messi. Naquela oportunidade, Xavi e Iniesta poderiam ser postos como tão vitoriosos quanto Messi com a camisa do Barcelona, e ainda peças fundamentais da Espanha campeã na copa da África do Sul. Messi levou o prêmio, possivelmente o menos merecido dentre os quatros que venceu.

Cristiano Ronaldo foi sim parte fundamental do Real Madrid campeão da décima Champions League na temporada 2013/2014. Isso sem considerarmos seus recentes números individuais. Merece o prêmio, mas integrou uma equipe que tinha destaques em aspectos táticos, técnicos, físicos e psicológicos (no âmbito de importância para o grupo), tais quais Angel Di Maria, Xabi Alonso e Gareth Bale. Além do treinador Carlo Ancelotti, finalista desta atual premiação na categoria técnicos, categoria esta que teve Joachim Löw da Alemanha, como vencedor.

O prêmio Bola de Ouro segue enquanto grande badalação promovida pela FIFA. E em meio a isso, vencer uma copa do mundo por uma seleção, já não é mais mérito fundamental para ser eleito o melhor futebolista do ano.