A Alemanha enfrentou a França pelas quartas de final do Mundial 2014 e obteve uma vitória pragmática por 1×0. O time de Joachim Löw porém mostrou uma postura regular e confiável.

O Nationalelf se dispôs em 4-2-3-1 com Philip Lahm de volta a lateral direita, completando a linha dos defensores com Boateng, Hummels e Höewedes, o que concedeu melhor segurança defensiva. Lahm começou a copa na cabeça de área da forma como Pep Guardiola andou escalando-o durante a última temporada do FC Bayern. Algo compreensível devido a perda de velocidade do lateral, já com 30 anos.

Com Lahm a direita da linha da defesa, Bastian Schweinsteiger fica mais próximo a ele. Contra a França Bastian formou vigorosa dupla de meio-campo com o marcador Sami Khedira. Essa é a formação ideal do time alemão, com Toni Kroos mais a frente.

Na primeira fase foi difícil configurar o meio com Schweisteiger e Khedira porque ambos chegaram abaixo das condições físicas ideais. Vale lembrar que Khedira esteve ameaçado de não vir ao Mundial, devido a lesão que o tirou de campo por quase seis meses. Khedira voltou a campo em maio na final da Champions League, a qual venceu junto ao Real Madrid.

A frente, Löw abriu mão da convocação de Mario Gomez, atacante de força física em nome, inicialmente de Götze e Reus (cortado por lesão às vésperas do embarque para o Brasil), que realmente fizeram melhor temporada. Contra a França, Miroslav Klose saiu na formação inicial como homem referência.

Klose não tem o vigor físico de Gomez, mas é especialista na função de centroavante fixo. Aliás, o artilheiro é o único da função no elenco. “Falsos centroavantes” não funcionariam enfiados na área, contra os vigorosos marcadores franceses.

O gol no entanto, saiu no início do jogo num detalhe onde prevaleceu a experiencia de posicionamento do zagueiro Mats Hummels, sobre o jovem zagueiro francês Raphael Varane, numa jogada de bola parada. Hummels é o defensor confiável que escapou ao recente ciclo vitorioso do FC Bayern, sendo que o zagueiro foi revelado pelo clube bávaro.

Hummels foi preterido pelo brasileiro Breno, comprado a 20 milhões de dólares para atear fogo em sua própria casa e ser preso na Alemanha. Hummels foi para o rival Borussia Dortmund, onde chegou a seleção e sagrou-se bi-campeão da Bundesliga alemã em 2010/2011 e 2011/2012.

No “frigir dos ovos” a “tarimba” e experiência alemãs prevaleceram sobre o jovem time francês, que fez muito sentindo a falta de seu solista Franck Ribery. A Alemanha comemorou os 60 anos da conquista do Mundial de 1954 de forma digna.

Em 2002 o Nationalelf foi vencido pelo Brasil na final, estando desfalcados de Michael Ballack, principal jogador alemão à época. Em 2014, a Alemanha completa enfrentará o Brasil, nas semifinais. Os brasileiros estarão desfalcados de seu capitão Thiago Silva e de seu principal jogador Neymar.

Tudo vai acontecendo a favor dos alemães…