Há algum tempo atrás, o editor desde blog, falou sobre a dificuldade de se jogar a Libertadores, torneio onde a disparidade técnica dos times que a disputa, não é exatamente o maior entrave. A logística (altitude/translado) as vezes pode ser um problema maior do que a capacidade técnica do time que se enfrentará; além da sorte na definição dos confrontos de mata-mata. Jogar contra um Santa Fé da vida é menos pior do que enfrentar um time argentino em Buenos Aires.

Pois bem, para aqueles que acusam o 90 Minutos de supervalorizar o que se vê no futebol europeu, este que vos escreve afirma que o Atlético MG possui um time interessante e ofensivo. Taticamente bem disposto dentro do contexto futebolístico brasileiro, e comandado por um treinador que sim, evoluiu nos últimos anos.

Apesar de ter errado na partida de ida da final da Libertadores, na última quarta-feira, Cuca não é um completo imbecil. Nitidamente com uma proposta defensiva, Cuca talvez tenha se equivocado ao entrar em campo com três atacantes para se defender. Postasse Gilberto Silva (ao invés de Luan, que entrou na lacuna do suspenso Bernard) a frente da defesa, e um 0x0 modorrento talvez tivesse sido protagonizado em Assunción.

Do último jogo da semifinal contra o Newell’s para a partida desta semana, teve-se exatamente a ausência do veterano ex-volante do Arsenal. G. Silva preencheu a lacuna do titular Réver ausente naquela ocasião. Foi o defense leader que o time precisava para não tomar gols do bom time de Rosário, possivelmente, superior até ao time do Olimpia.

Do meio de campo para frente não há cristos a serem crucificados, sendo que nitidamente, o Atlético possui uma linha de frente muito superior a do Olimpia. Tardelli não vai ser contratado pelo Barcelona amanhã, mas tem sido um dos melhores do setor, até este momento. Jô é um atacante subestimado, não sendo algo muito distante de um Adebayor e nem pior do que um Paolo Guerreiro.

Cuca mostrou pulso ao sacar Ronaldinho Gaúcho. R10 que já não é mais garoto. Atuando na faixa de campo em que se convencionou a jogar, torna-se presa fácil de marcadores sul-americanos, como se viu no segundo tempo contra o Newell’s e em todo o tempo em que esteve em campo contra o Olimpia.

Ronaldinho ainda é Ronaldinho, mas perdeu velocidade e não consegue perceber que renderia mais se jogasse mais próximo da área. O problema para os adversários é Ronaldinho estar longe dos companheiros, seus passes chegam aos destinos, seja pelo chão, seja pelo alto. Se a marcação é encurtada, Ronaldinho é obrigado a tocar para o lado, tornando-se um jogador comum.

Esperamos que o Atlético vença na próxima semana, com ou sem apagões no lendário Mineirão!