Mês: novembro 2012 (Page 1 of 2)

Felipão, e agora?

Um ninho de ratos nunca deixa de ser um ninho de ratos. A escolha do novo treinador da Seleção Brasileira não teve nada a ver com futebol e tudo a ver com política. O clamor popular só é envolvido nos discursos porque a massa gosta de pão e circo. Vibrei com a ida de Scolari em 2002, mas não estou certo de que em 2014 ele terá um caminho mais sereno. Apesar de ser um técnico com pedigree (em itálico, porque ele não é um cão), Scolari acabou tendo a pior campanha da sua vida premiada com a Seleção. Imagine se Ronaldinho Gaúcho, o das festas, baladas e noites em claro, no pior de sua forma, ganhasse convocação para a Copa como voto de confiança na recuperação de seu melhor futebol. A escolha de Felipão é, tecnicamente, mais ou menos a mesma coisa.

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O eterno retorno do mesmo: a volta de Felipão

Previsivelmente Luiz Felipe Scolari será efetivado no comando da seleção brasileira, tendo também Carlos Alberto Parreira como coordenador técnico, cargo recriado e que noutros mundiais pertenceu a Zagallo, Zico e Antonio Lopes.

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A volta de Felipão

Brasil

Dez anos depois, Felipão volta à Seleção Brasileira. Foi um avanço em relação a Mano Menezes – até porque muitos outros nomes seriam – mas certamente não é garantia de tranquilidade. Felipão não consegue realizar um bom trabalho desde que saiu de Portugal e, tanto Chelsea quanto Palmeiras tiveram na sua insistência no mesmo grupo de colaboradores o seu maior inimigo. Scolari sabe que lealdade é decisiva num mundo onde os ratos campeiam (tanto no gramado como atrás dos microfones), mas seu grupo de assistentes, que há uma década foi eficiente, hoje não é o que existe de melhor. Além de ter de rever velhas escolhas baseadas na amizade, Scolari, que  é indiscutivelmente experiente e disciplinador o suficiente para o cargo,  agora precisará conseguir mais que resultados imediatos – precisará conquistar o apoio popular. A Copa será aqui e uma Seleção sem o apoio do torcedor não poderá embarcar num confortável vôo para a Ásia para escapar da pressão. O gaúcho já enfrentou muita pressão, mas nem em seus sonhos mais delirantes pode ter imaginado a pressão que enfrentará agora – a da obrigatoriedade de tirar do Brasil um trauma de 64 anos e que a maioria das pessoas nem sabe que tem. Scolari, boa sorte. Todos nós vamos precisar muito. Ainda que a CBF seja ocupada pelo mesmo tipo de insetos de sempre, ao menos Andrés Sanches agora terá de viver de favores de seus colegas do governo (ao que tudo indica, nós paulistanos teremos um secretário de esportes que não só não sabe chutar uma bola como não consegue falar português direito). Mas, afinal, se sustentamos tantos Sarneys, o que é um Andrés a mais?

 

O guincho do canalhossauro

Livramos-nos de uma chaga aberta no futebol brasileiro com a queda de Mano Menezes. Nem sei se ele tinha mais ou menos responsabilidade no balcão de negócios no qual a Seleção se transformou, mas é certo de que pelo menos instrumental ele foi. Aí, neste primeiro final de semana livres da doença do “Manismo”, eis que surgem assombrações bacterianas tentando devorar o esquálido legado de Mano: Tites e Abéis começam a trabalhar politicamente para conseguir a vaga. E nesse momento, para piorar a história, alguém vai retirar da tumba do esquecimento o cretáceo Zagallo, um que sempre trabalhou em prol de si mesmo, rêmora do sucesso alheio. E Zagallo “veta” Guardiola ou qualquer outro estrangeiro, forte de seu “nacionalismo” que tanto se fortaleceu durante a ditadura militar. Maldito seja o que teve a ideia de visitar o canalhossauro em sua masmorra e façamos-nos todos de surdos para seu guincho. Zagallo já teve mais atenção do que merece. Esse ícone do ultrapassado é um carma que já purgamos.

Vitória merecida com pênalti que não existiu

Numa temporada claramente ruim, o Milan venceu a Juventus com méritos e não só – demonstrou capacidade de expandir seu quociente técnico ao longo da temporada. Mais: Max Allegri, que já vive um espírito de demissão antecipada, criou mais um esquema remendado que deu certo, com um volante na lateral esquerda (Constant) e outro de centroavante (Boateng). Sim, é verdade, a vitória veio com um pênalti inexistente, mas o Milan mandou no jogo, ainda que fazendo o resultado na base da determinação, muito mais do que na técnica.

Falando em Constant, foram as laterais que garantiram o resultado do Milan. O jovem De Sciglio teve uma atuação perfeita, que faz imaginar futuras convocações para a seleção, enquanto Constant, ajudado por um El Shaarawy definitivamente amadurecido, bloquearam qualquer apoio dos flancos aos isolados Vucinic  e Quagliarella.

Deixando de lado as invenções malucas de Allegri, como a de Boateng externo de meio-campo (contra a Sampdoria) ou Emanuelson na ponta, o elenco milanista tem toda condição de lutar por uma vaga europeia (com sorte, até na Liga dos Campeões). E o máximo que um time que perdeu seus dois pilares e apostou em uma serie de jovens (El Shaarawy, Bojan, De Sciglio) e tem seu jogador mais valioso (Pato) em estado de nulidade pode almejar.

De positivo, o Milan pode contar com o fato de ter pelo menos dois zagueiros de qualidade (Zapata e Mexés), um regente capaz de dar ordem ao meio-campo (Montolivo) e os jovens ja citados para a chegada de um  novo treinador (que certamente não será Allegri). Classificação à parte, o maior problema milanista é a recuperação de Pato, hoje, digno de um décimo de seue valor de mercado.

No ano que vem, mais uma leva de estorvos deve deixar Milanello (Bonera, Flamini, Yepes, Abbiati e o capitão Ambrosini) e abrir outra boa folga no orçamento. A questão é saber como esses vazios serão preenchidos. De Traorés e Taiwos, já ficou a lição que craque bom e barato não existe. Ou se aposta em jovens – para o futuro – ou se torra dinheiro trazendo craques. E dinheiro, parece que não há, ao menos enquanto Berlusconi for protagonista em Via Turati.

A questão Pirlo

As vésperas do clássico entre Milan 1×0 Juventus, válido pela Série A e ocorrido neste domingo o site Goal.com traduziu sabe-se lá se de uma coletiva concedida ou de alguma nota vinda de outro veículo, um dito do meia Andrea Pirlo.

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Milan no mata-mata da CL 2012/2013

Agraciado com a sorte de ser incluso num grupo fácil, o Milan após vencer o Anderlecht por 3×1 na Bélgica já se vê no mata-mata da Champions League, ostentando oito pontos. A outra vaga do grupo C com certeza ficará com a zebra azul e branca, Málaga que já contabiliza onze pontos.

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Benitez no Chelsea

Após a derrota do Chelsea para a Juventus, os blues anunciaram a chegada do treinador espanhol Rafael Benitez que se via desempregado desde que fora demitido por Massimo Moratti da Internazionale no fim de 2010.

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