Mês: outubro 2012

O lado irônico do UFC.

Em algumas oportunidades o editor deste blog expressou o seu não apreço pelo UFC, algo que gerou discordâncias e comentários acalorados por parte dos leitores.

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O São Paulo e o Frankenstein funcional de Ney Franco

É um time, objetivamente, modesto, o do São Paulo. Para o nível do Brasileiro, é um elenco bom. Mas curioso mesmo foi ver que Ney Franco, treinador igualmente singelo, montou um time interessante, acertando uma defesa que parecia ‘maldita’. Se no papel o time joga com quatro atrás, na verdade, joga com três zagueiros, um lateral que praticamente joga na meia (Cortez) e um ponta que é lateral de origem e aumenta a marcação desde a saída de bola adversária. É um time taticamente não ortodoxo, cheio de improvisações (um zagueiro na lateral-direita, um lateral-direito no ataque, só um volante no meio-campo e todos os atacantes recuando para marcar), mas funciona. Ney Franco montou um Frankenstein que funciona.

Não dá para dizer o que esse time pode virar. Perde Lucas (mas a verdade é que o time não depende dele como o Santos depende de Neymar), mas deve manter a mesma base para 2013.  Um lateral-direito de ofício poderia melhorar o time, mas a verdade é que mexer na tosquidão esforçada de Paulo Miranda pode desandar o bolo. Mas como Ganso precisa entrar no time, é capaz que sobre para ele. A pergunta é: com um defensor a menos o rendimento da defesa continua em 2013?

Antes houvesse outros Zemans

Minha admiração por Zdenek Zemannão tem limites. O tcheco enquadrou De Rossi e Oswaldo por falta de empenho.

ROME, ITALY - AUGUST 19:  Francesco Totti (L) ...

ROME, ITALY – AUGUST 19: Francesco Totti (L) of Roma and Zdenek Zeman head coach of Roma during the pre-season friendly match between AS Roma and Aris Thessaloniki FC at Olimpico Stadium on August 19, 2012 in Rome, Italy. (Image credit: Getty Images via @daylife)

Segundo a imprensa italiana, Zeman desancou o time depois da derrota para a Juventus e De Rossi foi queixar-se de que os treinos eram duros demais. A resposta foi zemaniana. Teve início a sessão de treinos mais pesada da temporada, repleta de abdominais e sprints na areia e antes da Atalanta, os dois estavam separados do elenco. O futebol precisa de mais Zemans. Não importa ganhar ou perder, mas sim o modo como se ganha ou perde. De Rossi é um excelente jogador, mas acredita ser um gênio que não é. Oswaldo, nem isso. Quem me dera ter em meu time um técnico com peito de enquadrar o Capitan Futuro, jogador mais valioso do time e visto como futuro capitão do clube. Houvesse mais Zemans e menos fantoches e o futebol teria mais caráter e mais diversão em campo (e menos, fora dela, nas baladas onde os jogadores se acabam). Nesta temporada, troco qualquer desfecho da Série A por um bom campeonato da Roma. Com Zeman, De Rossi pode vir a ser o melhor mediano da Europa. Com técnico qualquer, continuará sendo rosso contra Chievos e Pescaras e giallo contra Manchesters e Barcelona.

Allegria interista

Não que o Milan redimensionado seja um timaço – longe disso. Mas o futebol do time de Max Allegri no derby e em outras partidas da temporada tem quase que exclusivamente a responsabilidade do treinador. Além da provável inadequação à preparação física (dez lesões em sete rodadas, sendo que so0mente uma causada por trauma), o time se ressente por um estado tático confusionário. O confronto entre os dois rivais de Milão viram uma Inter muito mais bem postada, ainda que com um time ainda mais singelo que o milanista (Cassano é uma nota à parte em termos de nulidade). Verdade – o gol de Montolivo era válido e poderia ter dado outra história ao jogo. Só que a coleção de erros de um nervoso Allegri deixaram a festa ser interista, e não sem merecimento.

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Em defesa dos marrentos, metrosexuais e ‘metrosexolusos’.

Uma vez que a grande virtude deste 90 Minutos é o espaço verdadeiramente democrático e de real liberdade de expressão, este que vos escreve se sentiu obrigado a proporcionar um mea culpa após as últimas (bem humoradas) intervenções do editor.

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Mais Ibra. E Fred.

Apesar do último post que eu fiz malhar um pouco o Ibrahimovic, acho ele um craque. Um monstro. Se não fosse tão arrogante e topasse jogar num time onde ele não é a primadonna, já teria vencido uma Liga dos Campeões. Basta ver seu início de temporada na França, com oito gols em oito jogos. Seu problema é que ele queria ser melhor que Messi. Aliás, ele e outro cracaço, Cristiano Ronaldo. Se não vivessem na mesma época de Messi, teriam o destaque que queriam ter. Mas não terão, a menos que Messi (Deus nos livre) se machuque.

Mas esta rápida postagem é para falar desse post do Esporte Interativo sobre quem é melhor: Ibrahimovic ou…Fred! Ele sintetiza para mim o autoengano do brasileiro em relação ao seu próprio futebol. A comparação esclarece muito sobre como a mídia joga para a torcida. Fred voltou para o Brasil porque não tinha mais mercado em clubes que não fossem de segunda linha. Daí, aqui, se destaca, porque compete com Luan, Zequinha e Tião Capadócia. E aí, conclui-se, como ele é muito acima da média (daqui), que deve jogar tanto quanto o sueco. O atacante tricolor é o melhor no Brasil hoje, mas não limpa o cravo da chuteira do sueco.

O realmente intrigante é imaginar quais os meandros que a negação percorre na cabeça dos que acreditam que os repatriados são mesmo “craques”. Ronaldo voltou ao Brasil com 100 kg porque não conseguia tirar a vaga nem de Gilardino. Aqui, fazia chover. Ronaldinho Gaúcho não parava em pé e provocava verginha alheia num elenco do Milan que já era mais modesto. Aqui, faz chover. Fred volta enxotado do Lyon e não consegue jogar em nenhum outro clube maior que Bordeaux ou Catania. Volta, e aqui faz chover. Isso é mais que torcida. Isso é fé, uma fé fanática igual às das seitas mais doentes. Credo!

 

Invejahimovic, o craque amarelo

Em duas palavras, sobre a observação de Ibrahimovic que Messi não merece ganhar a Bola de Ouro. Ibra é, talvez, o

Lionel Messi

Lionel Messi (Photo credit: thesportreview)

melhor atacante de sua geração. Um verdadeiro craque capaz de fazer 30 gols por temporada. Um monstro sagrado que, contudo, não subiu o último degrau na galeria dos monstros. Na verdade um “quase-craque”. Se Ibra é capaz de decidir jogos ao longo de toda a temporada, ele some naquele jogo decisivo. Assim como outro monstro, o metrossexoluso Cristiano. E Messi não. Os dois terão de conviver com o fato de que, apesar de serem excelentes, não são páreo para o argentino. Messi tem a aura mágica e inexplicável do mito. Como Michael Jordan, e Pelé, o tempo pára quando ele joga. E mesmo na derrota, ele é gracioso. Quem faz 73 gols e 29 assistências, além de milhares de imesuráveis milhares de pinturas numa única temporada é sempre melhor. Ibra, sinto muito. Você é um gigante, mas não limpa a chuteira do seu rival.

Muito além de uma Ameba na torcida

O final de semana passado trouxe uma adição à costumeira festividade de futebol medíocre do Brasileiro. Vimos também uma menina de 13 anos ser agredida por um adulto porque recebeu uma camiseta de um jogador de um time adversário (que é pouco mais velho que ela).  Um time adversário, diga-se, que não tem nenhuma rivalidade específica com o mandante. Não só – também vimos policiais militares parados diante da cena numa clara demonstração de covardia (que é nata) com despreparo (que não é). E vimos, logo a seguir, textos de caras que eu realmente admiro como o Gian Oddi atestarem seu nojo com o ocorrido. O Gian argumenta que a imprensa não deveria dar espaço para chefes de organizadas, a quem ele sabiamente renomeou de “Amebas” (graças a Deus não sei o nome do infeliz meliante que mostrou ao Brasil inteiro que é um covarde, ao vivo).

Mas eu vou além, com a licença do meu colega romanista: a imprensa se tornou refém do Ameba, porque o Ameba não está só chefiando uma organizada de um time de segunda linha. O Ameba também é dirigente de clube, técnico e empresário e se ele não bate em meninas na arquibancada, ele desvia dinheiro, ganha na venda de jogador e compra matéria na imprensa em troca de “informação de bastidores”. Gian, nossa imprensa tem amebíase faz tempo e o paciente só piora.

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