Em Varsóvia hoje a EURO teve o retorno de suas partidas após um dia de recesso. Iniciou-se na cidade polonesa as quartas de final da EURO com a República Tcheca enfrentando Portugal. Não dá para disfarçar, o grupo A era realmente o mais fraco dentre os quatro grupos iniciais.

Classificados em primeiro lugar os tchecos foram a campo numa proposta defensiva de tentar algo nos contra –ataques. Portugal veio discreto no grupo B crescendo na terceira rodada ao bater a badalada Holanda de virada por 2×1 e se classificando em segundo.

No primeiro tempo era nítida a superioridade lusitana proporcionada pelo volume de jogo ofensivo de Portugal. Ao meu ver o técnico Paulo Bento pode dispor o time no 4-2-3-1 que permite variações como 4-3-3 ou 4-3-1-2 devida a mobilidade de seus homens de frente.

O meio é versátil com Raul Meirelles, João Moutinho e Miguel Veloso alternando-se entre a marcação e a saída de jogo em velocidade. O tridente ofensivo inicialmente teve Cristiano Ronaldo, Nani, e Helder Postiga.

O último se lesionou no fim do primeiro tempo dando lugar ao grandalhão Hugo Almeida mais fixo na area. No primeiro tempo Cristiano Ronaldo tentou uma bicicleta para além dos 30 min e aos 46 min recebeu pela direita virando junto ao marcador mas finalizando na trave direita.

No segundo tempo os tchecos definitivamente abdicaram de atacar. Portugal criava e finalizava parando apenas no talento do goleiro campeão da Champions League pelo Chelsea, Petr Cech, o melhor tcheco em campo.

Cristiano Ronaldo levou perigo numa cobrança de falta marcada pelo árbitro após uma falta anterior cobrada pelo mesmo CR7 ter desviado no braço do defensor que formava a barreira. Na segunda cobrança a bola pinga a frente de Cech que faz difícil defesa a sua esquerda. A bola bate no poste e sai. Em bola levantada por Nani da direita para o centro Hugo Almeida finaliza e cabeça impedido.

CR7 chegava ao lado de Almeida em condições plenas. A pressão lusitana era intensa e aos 34 min sai o gol português da cabeça de Cristiano Ronaldo, definitivamente decisivo. Rep. Tcheca 0x1 Portugal, placar final. Foi um ataque contra defesa.

Os portugueses apresentam conjunto, volume de jogo ofensivo envolvente e um homem de frente que desequilibra, CR7 já bastante elogiado por este que vos escreve na última atualização. Agora Portugal aguarda o vencedor do confronto entre Espanha x França que acontece no sábado.

Preleção

Aquecendo-se e concentrados devem estar Alemanha e Grécia que se enfrentam amanhã. É provável que a Alemanha vença os helênicos oriundos do grupo A, o mais imprevisível dos quatro que iniciaram o torneio. Por outro lado é bem provável que se desenhe diante dos espectadores um jogo fechado.

A Grécia atual não é muito diferente daquela surpreendentemente campeã na EURO 2004, lembrada por sua ‘retranca’. Os alemães, tricampeões (1972/1980/1996) e invictos nesta EURO continuam favoritíssimos. A solidez defensiva do nationalelf é extremamente confiável mesmo tendo sido vazada duas vezes na primeira fase contra Holanda e contra Dinamarca. Um dos grandes destaques da campanha germânica é exatamente o defensor Matts Hummels do Borussia Dortmund, elogiado por sua capacidade de saída e cadenciamento de jogo.

Se comparados individualmente os valores das peças ofensivas, os alemães com certeza apresentam um variedade e qualidade bem superiores. Odin desafia Zeus para uma partida de xadrez. Cotação desde que vos escreve de possibilidade de avanço para as semifinais: Alemanha 85% x 15% Grécia.