Mês: janeiro 2012

Calciomercato da Itália não é notícia, é entretenimento

Eu ia fazer um post sobre as contratações da Itália nesta janela, mas praticamente desisti. É trabalho para animadores, não para jornalistas. Discutir se Mesbah pode aumentar as chances de título do Milan ou se Amauri redesenha as esperanças da Fiorentina é chamar o leitor de idiota e isso eu não vou fazer. O mercado italiano está limitado à sua decadência econômica, técnica e gerencial e as contratações são absolutamente inócuas (se houver exceções – não estou seguro – são Borriello e Amauri na Fiorentina e só). Todas as outras são bonus para agentes. Udinese e Parma contrataram de olho na próxima temporada (fala-se bem de Crisetig, volante de DNA interista, e rumando para o Parma em julho) há alguns anos.  No mais, mercado nulo. E falar sobre o que não deveria ser notícia não é jornalismo – é entretenimento. Se você estiver curioso para ver nome a nome, cheque aqui. Mas só no caso de estar sem fazer nada.

O jornalismo esportivo está em xeque

Ao ler a resenha de Maurício Stycer no UOL sobre o livro de Bob Farias que entrevista diversos narradores (quase todos da Rede Globo, onde ele também trabalha) não me deixou estarrecido, mas causou um suspiro de trsiteza. Isso porque se as declarações destacadas por Stycer não revelam nenhuma verdade inesperada, elas deixam claro que o jornalismo esportivo de qualidade está praticamente extinto da TV (e nas outras mídias, quase). O fenômeno não é só brasileiro e não se limita exclusivamente à TV. A vocação de entretenimento que a crônica esportiva sempre teve passou a ser a sua essência.

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