Mês: outubro 2011

Copa&Olimpíada, a Caixa de Pandora brasileira

A última semana foi extremamente cheia de significados para a gestão do esporte no Brasil  e, por extensão, para o próprio Brasil. O país conseguiu se livrar de uma das pessoas públicas mais inssossas e incompetentes dos últimos tempos, o já-foi-tarde Orlando Silva, mas não se livrou do PC do B (que é uma entidade bem bizarra  – um zumbi corrupto morto-vivo, esquizofrênico entre ideologia e preguiça macunaímica). Com o aval do NeoPT (que é a antítese da história do finado PT), o Brasil se encaminha para fazer dois megaeventos esportivos onde o Estado (ndr, nós) vai pagar uma conta astronômica, os barões vão ganhar quantidades de dinheiro estelares e esportivamente, devemos mostrar os dois vexames para os quais ensaiamos com competência..

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Rivaldo e o gerador de crises 2.0

“Ele é visivelmente um craque, mas não consegue mais jogar profissionalmente nem com jogadores muito menos técnicos que ele”. A frase é de 2009, de um colega jornalista uzbeque, sobre Rivaldo. Dois anos depois, Rivaldo joga num clube “diferenciado” do “melhor futebol do mundo”. Muito menos decisivo do que quer se supor, o ex-craque transformou-se num gerador de crises dentro de um clube em eterna crise.

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O melhor do Brasileiro é o símbolo da mediocridade

Rapidamente: não há como negar que o time que mais merece ser campeão brasileiro é o Corinthians. Lidera há mais tempo e ninguém consegue ultrapassa-lo. Mais do que uma prova de força, a liderança do Corinthians é uma prova de como esse Brasileiro é, de longe, o pior torneio de todos os tempos. Não há, no elenco corintiano nenhum jogador excepcional; há apenas um com condição técnica de atuar num time com o potencial econômico do clube (não falo em “tradição” porque o termo é o refúgio dos torcedores de potências regionais para tentarem sustentar o mito pífio dos “12 grandes”), que é Liedson. Esse Corinthians deve ser campeão (embora, de fato, meia dúzia de times podem) porque é somente medíocre, enquanto os concorrentes são medíocres e meio. No momento em que os clubes melhoraram sua condição econômica após terem vendido a dignidade à Rede Globo, fizeram equipes patéticas. São coisas típicas nossas, que tínhamos esquecido, mas estamos resgatando, como a corrupção endêmica.

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