Mês: setembro 2011 (Page 1 of 3)

Explicando o armador recuado

Uma observação semiirônica de um colega de trabalho me fez dar conta de que uma expressão que eu uso com freqüência, o “armador recuado”, pode estar sendo interpretada por leitores de um modo inadequado. Não se trata de uma invenção nem de um “tatiquês” semelhante à “treinabilidade”, um dos vernáculos famosos do titês corintiano. O armador que não atua na frente do meio-campo é difícil de conceber para o futebol brasileiro, mas existe, mesmo aqui. E é uma das posições mais raras do futebol moderno porque exige tanto do jogador quanto do time.

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Gasp, fracasso com hora marcada

Não há muito a se dizer sobre a demissão de Giampiero Gasperini que já não tivesse sido dito exaustivamente. Sua contratação não foi um erro – trata-se de um treinador competente e com um estilo ofensivo – mas todo o resto foi. Gasp foi anunciado no meio do mercado, em função da indecisão de Moratti e Leonardo, manteve um elenco com muitos jogadores velhos (9 de 19 jogadores têm mais de 30 anos) e claramente incompatível com o 3-4-3 extremamente físico que o técnico desejava. As quatro derrotas seguidas foram um exagero, claro, mas também demonstraram um claro veto dos senadores interistas ao módulo e ao profissional Gasperini.

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Amy, transgressão, festa da maconha e a lógica de um raciocínio caótico

Não, não é um post sobre futebol (há algum tempo eu disse que ia escrever sobre whatever de vez em quando). É que nesta sexta, fiquei elocubrando sobre a polêmica em relação à Festa da Maconha, um evento tão moderno quanto o Grateful Dead e tão transgressor e inconformado quanto o PT do presidente Lula (bem, talvez ele não seja mais presidente, mas o partido certamente é dele). Me coloquei a pensar que de fato, a liberação da maconha talvez seja a única saída viável. Além de toda a questão social ligada ao fomento da criminalidade, repressão e afins, se liberada, talvez a maconha perca essa aura de transgressão e rebeldia que a acompanha e faça a fúria pós-adolescente se dar conta de quão conservadora ela é. Os rebeldes da Festa da Maconha são os Kassabs, Genoínos e Aécios de amanhã.

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Alarme Inter – ou mais que isso

Zero pontos em três jogos, sete gols sofridos e um absoluta desordenamento fazem da Inter a favorita entre as grandes  italianas a trocar de técnico antes mesmo das festas de fim de ano. Si mangerá il panettone Gasp, é a pergunta que os bookmakers estão se fazendo e com muita razão. A Inter compacta, sólida e muitas vezes maçante de Mourinho foi desmantelada na gestão Leonardo-Benitez e a Gasperini não sobrou nada. O que fazer e de quem é a culpa? Seguem algumas observações.

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Palhaços num circo sem graça

Duas colunas dignas de nota na Folha de hoje. A primeira de novo, de Tostão, que observa que os entusiastas do Campeonato Brasileiro se esquecem que uma liga emocionante não tem nada a ver com uma liga boa. “A Liga Cambojana pode ser equilibrada”, disse Tostão. A segunda, de Juan Pablo Varsky, atesta a falência absoluta do Campeonato Argentino, falido já em sua concepção patética dos dois campeões por ano. Uma escolha determinada pelo mesmo tipo de imbecilidade canalha que estimula o retorno do mata-mata. Os torcedores são a plateia e os palhaços forçados num circo sem graça.

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Preview da temporada: Siena

Investimento: quase €10 milhões – uma boa quantia para um time pequeno.
Reforços: Gazzi e Belmonte, ambos do Bari.

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Preview da temporada: Novara

Investimento: €2 milhões e meio, mais ou menos
Reforços: Morimoto, o “Ronaldo japonês”.

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Preview da temporada: Napoli

Investimentos: €40 milhões, mais ou menos.
Reforços: Pandev, Inler, Britos e Dzemailli.
Ausências: a bem da verdade, ninguém.
Técnico: Walter Mazzarri.
Destaque: Edinson Cavani.
Aposta: Federico Fernandez, defensor de 22 anos.
Ponto fraco: expectativas de uma torcida e imprensa fanáticas sempre muito além da realidade.
Luta por… vaga na Liga dos Campeões.
Na temporada… passada, o Napoli saiu da luta pelo título graças à endopressão que aplica a si mesmo. O time, assim como times de torcidas fanáticas no Brasil (Corinthians e Flamengo in primis), se imagina muito melhor do que é e assim, espera a lua de presente. O Napoli tem um elenco completo, uma torcida que empurra e entrosamento, mas falta ao time a maturidade para disputar títulos que normalmente vem somente com os anos. O ataque napolitano é espetacular – Cavani e Pandev não devem nada a nenhuma dupla de ataque na série A e o meio-campo é forte e criativo, com Hamsik, Gargano e Inler prontos para combater quem quer que seja. O que o Napoli precisa provar que tem é a serenidade de não se achar melhor que o Barça (como o amistoso de verão provou) nem achar que depois de perder dois jogos os jogadores têm de ser punidos. Mazzarri é um treinador competente, mas lembra muito Jair Picerni no aspecto psicológico, e isso afeta o rendimento do time. A zaga  não fornece toda aquela confiança – Cannavaro II, Campagnaro e Aronica não são extaamente monstros, mas o time escala dois laterais nas externas do meio-campo para assegurar melhor cobertura. Para ser campeão, Mazzarri precisa segurar o hype depois das vitórias para evitar o desgoverno com as derrotas. Flamenguistas e corintianos pedem para ser avisados da receita, pois seguramente fariam bom uso dela.

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