Mês: fevereiro 2010 (Page 1 of 4)

Ronaldinho – Seleção ou não?

Ronaldinho Gaúcho tem números assombrosos na atual temporada. Já são 13 assistências e 11 gols, somadas Série A e Liga dos Campeões. Só Lionel Messi, com 16 gols e 9 assistências, tem um rendimento melhor, entre as ligas de maior peso. Mesmo assim, Dunga ainda resiste em chamá-lo. E ainda está certo. Ronaldinho recuperou a rapidez de raciocínio e a visão de jogo dos tempos melhores, mas ainda não tem três coisas vitais: explosão, movimento e velocidade. Sua melhora é notória, mas ainda não o suficiente para um jogador de seu porte. Prova disso é o modo como diante de adversários mais fortes, como Manchester United e Internazionale, ele é facilmente marcado. Dunga não tem como ignorar o fato, especialmente sabendo que Ronaldinho, ao contrário de Kaká, não busca a marcação imediata do adversário. Isso significa um jogador a menos na defesa e um rival livre em algum lugar. No caso do Siena, isso significa um Pratali livre, mas contra a Espanha, pode deixar um Iniesta ou um Xavi. Se Ronaldinho quer ir para a Copa, precisa aperter os treinos físicos e convencer Dunga que pelo menos até agosto, é balada zero.

PS: depois de outro jogo as assistências já são 15.

Chora Roma, chora Totti

A derrota da Roma diante do Panathinaikos revela definitivamente a limitação romanista. O time é bom para os padrões de um Italiano atípico (onde Milan e Juve estão ainda feridos) e está jogando a 110% de sua capacidade. Confrontando-se com rivais europeus, os limites romanistas ficam claros, especialmente no ãmbito defensivo. Tomar seis gols de um time com Djibril Cissé é uma prova disso.

Alguns leitores acham que eu não gosto de Francesco Totti, maior jogador da Roma na história. Já soube até de colegas blogueiros que falam de mim como se eu fosse um “anti-Tottista”. É uma bobagem sem tamanho, provavelmente causada pelas minhas críticas às tentativas de alçá-lo ao mesmo tamanho de um Kaká, um Messi, um Ronaldinho Gaúcho. Totti é o ícone que é em Roma porque a Roma é uma equipe de segundo escalão na Europa.

Para Trigoria, seu futebol é extraordinário e assim sendo, se joga em sua função. É o típico caso de um talento confinado ao próprio ambiente. Jogasse no Milan (para onde quase foi aos 12 anos) ou na Juventus, jamais teria um time em sua função e é impossível saber se se adaptaria em esquemas mais rigorosos. O mesmo vale para a Itália. De azul, Totti jamais foi o craque do Olímpico. Uma magia aqui, outra ali, mas jamais um motor, jamais um Zidane, jamais um van Basten.

Na Roma, quando teve nomes como Batistuta, Cafu e Candela ao seu lado, fez chover. Sua maior virtude – jogar como trequartista – é seu maior pecado – pois impede outro esquema de jogo. Assim como Maradona, é um craque que precisa de um esquema para si para exprimir seu melhor. Só que Totti não se compara a Maradona. Enquanto isso, Kaká, Messi, Ronaldinho e Zidane, para citar alguns de seus contemporâneos, conseguiram tirar o melhor de si num futebol de conjunto e venceram muito mais que Totti, dono de um punhado de Copas Itália e um ‘scudetto’.

Mas se Totti limitou a Roma – nenhum técnico, nem mesmo Fabio Capello teve força para fazê-lo jogar fora de sua posição predileta – deu ao time seus melhores momentos na história. A saída da Europa league não foi culpa dele, claro, mas tira dele a chance de erguer um troféu europeu que fica cada vez mais improvável. Não é uma LC, verdade, mas a Roma também não é um Manchester United. Totti, com toda sua romanidade, merecia um título do gênero, assim como o clube e a cidade. Fica a torcida para o ano que vem.

Itália mais ameaçada do que nunca

A Itália corre o risco de perder sua condição de “Grande” do futebol europeu. A marca se denota pela quantidade de vagas na Liga dos Campeões. Hoje, são quatro postos, mas a Alemanha, mesmo sem vencer a LIga dos Campeões desde o sucesso do Bayern de Munique há alguns anos, tem um retrospecto muito mais favorável em tempos recentes levando-se em conta a Europa League.

Na prática, a partir da temporada 2011/12 (ou seja daqui a duas temporadas), a Itália pode passar a ter só três vagas na Liga dos Campeões, o que seria uma desgraça para a cara estrutura do futebol italiano. A situação é ruim para Milan e Juventus, que correm para recuperar da Inter a primazia doméstica (perdida em Calciopoli), mas ainda mais dura para os médios Roma, Fiorentina e Napoli, que querem entrar na órbita da Liga dos Campeões anualmente. A derrota da Roma ontem para o Panathinaikos foi chorada por todos os dirigentes italianos. Se o Milan também deixar a competição, a coisa fica ainda pior. se saírem Inter e Milan, então, a perda do quarto posto da LC é certa.

Violência de torcidas

Hoje li a coluna do Juca Kfouri na Folha de São Paulo onde ele abordava a questão da violência das organizadas e a falta de interesse de cobrir o assunto demonstrada pela Folha e por outros órgãos. O argumento de Juca é pertinente. Se bem entendi, ele diz que a Folha e outros jornais não batem mais na questão porque o leitor não se interessa mais no assunto, e que mesmo que seja ele o trouxa a apanhar na arquibancada, ele prefere saber se o Ronaldo está gordo ou não.

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É hoje

Hoje, começa o desafioa maior da história centenária do Corinthians. Acostumado a vitórias heróicas e derrotas dramáticas, o Timão tem na Libertadores o único torneio que pode saciar uma sede que o próprio clube criou. Durante o rebaixamento e o ano passado, tudo era em função da LIbertadores do centenário. Tudo. Andres Sanches hoje diz que o Corinthians não está sob pressão, mas não é verdade. Essa Libertadores, ainda mais que as outras, precisa ser vencida pelo time sob pena de um trauma maior do que os outros. Para isso, o Corinthians rifou sua camisa (que parece uma toalha de cantina) e gastou os tubos num time caro. Tudo tem a Libertadores na mira.

Futebolisticamente, o time está longe da equipe necessária para um feito do gênero. Contudo, é começo de temporada e somente hoje os 11 titulares entrarão em campo para umm jogo de vida ou morte. Ronaldo visivelmente está fora de forma, como esteve nos últimos anos, mas determinado, faz diferença. No que diz respeito para a determinação, idem para Roberto Carlos. Esse time de hoje é um time com a cara do Corinthians: um ou dois craques (Ronaldo e Roberto Carlos), jogadores com identificação com a torcida (Dentinho, Felipe, Elias, Chicão) e um futebol muito, mas muito mais baseado na força da torcida do que na técnica. O Corinthians não será o mesmo após a LIbertadores 2010.

Vampeta, agora treinador…

Quando Renato Gaúcho assumiu a Cabofriense, admito, pensei que ele não duraria doze minutos. Baladeiro inveterado e um zero à esquerda taticamente, O Renato jogador era a antítese do técnico. Mas ele não só se revelou um técnico bastante aceitável (melhor do que a maioria de seus neopares), como demonstrou uma segunda pele que não imaginava que ele pudesse ter. Fiz uma “mea culpa”.

Agora, leio que Vampeta está de volta ao futebol, nop cargo de técnico do Nacional-SP. Em que pese que a indicação do ex-jogador possa ter uma importância pela atração que um personagem como Vampeta possa trazer, o episódio é um pouco uma mostra de que no futebol qualificação é lixo.

Vampeta, talvez o único ex-jogador que já era ex-jogador durante a maior parte de sua carreira, tem as mesmas virtudes (ou provavelmente menos) que qualquer torcedor de arquibancada. Em campo, Vampeta nunca foi um primor em termos de disciplina ou tática. Ele conseguiu a vaga no Nacional-SP, segundo a imprensa, por sugestão de Andrés Sanches, presidente do Corinthians, clube com o qual o Nacional assinou um “convênio” de colaboração. A participação do dirigente na escolha de Vampeta é um indício de como o futebol é viciado e os nomes são sempre os mesmos graças a um amadorismo atroz.

Certamente Vampeta dará um ótimo entrevistado nos programas de boleiros e poderá retornar à mídia, único ambiente onde realmente revelou talento. Comandando o Nacional-SP, entretanto, suas chances de sucesso têm volume oposto ao de sua capacidade de fazer micagens. Se ele se revelar um técnico de verdade (não precisa nem ser um fabuloso), terei prazer em reconhecer sua virtude.

O meu time da Europa, hoje.

Sei que os colegas internautas adoram esse tipo de enquete de vez em quando. E por isso, segue abaixo o time com os 11 jogadores que eu contrataria para meu clube se fosse um Abramovich de plantão. Lesionados estão incluídos e cláusulas contratuais seriam ignoradas. Não contrataria Cristiano Ronaldo porque acho ele mala e supervalorizado. Não é o time dos melhores em cada posição. É o time que eu contrataria porque acho que são todos jogadores com alto potencial de melhora e valorização. Só Daniel Alves seria a exceção, porque não há ninguém perto dele – nem mesmo Maicon. Tentarei fazer um review de cada um deles nas próximas semanas.

Benaglio (Wolfsburg); Dani Alves (Barcelona), Thiago Silva (Milan), Mèxès (Roma) e Vargas (Fiorentina); De Zeeuw (Ajax), J. Makoun (Lyon); Mata (Valencia), Fàbregas (Arsenal), L. Suàrez (Ajax); D. Villa (Valencia)

PS: sim, houve uma mudança: sai Filipe, machucado entra Vargas…

Respeitando a cultura

Tenho de admitir que se o campeonato estadual gera interesse, isso precisa ser respeitado. Não posso dizer que está errado gostar de um torneio como a Taça Guanabara, que começa com quatro semifinalistas praticamente certos e chega às semifinais com quatro seminialistas esperados. Cada um gosta do que quer. E hoje, especialmente o torcedor do Botafogo deve estar feliz.

Da mesma maneira, me sinto à vontade para achar o estadual um lixo. Um lixo completo. Um verdadeiro oceano de entulho. Para saciar a sede dos clubes, o torneio segue suscitando polêmicas e discussões como se fosse sério, como se os grandes clubes (não só no Rio) não estivessem se preparando é para o Brasileiro. O sucesso do Botafogo tem valor nulo no que diz respeito à força do time para o Nacional.

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