Mês: janeiro 2010 (Page 1 of 3)

Fim de ciclo – dentro e fora de campo

O fracasso completo e irretocável de Ciro Ferrara no comando da Juventus é mais do que uma simples queda de treinador num megaclube (isso se fosse possível uma simples queda de técnico num megaclube). Com Ferrara, vai ao chão a credibilidade de toda a diretoria que se montou após o escândalo de “Calciopoli” em 2006.

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Tragédia anunciada

A semifinal da Copa da África entre Egito e Argélia é uma tragédia anunciada, aliás tristemente coerente com esta edição da Copa Africana de Nações. Os dois países protagonizaram uma balbúrdia na repescagem da copa, são vizinhos geográficos e apesar de dividirem a mesma religião, nutrem uma viva rivalidade. Hoje o dirigente do Bayerm Uli Hoeness, disse que a organização da Copa do Mundo na África do Sul é uma temeridade. Se os dirigentes angolanos queriam uma chance de provar que Hoeness está só sendo preconceituoso, eles têm uma.

Vagabundagem premiada

O retorno iminente de Robinho ao Brasil (provavelmente ao Santos) é um indício forte que a tendência ditada por Adriano para voltar ao Brasil. Joga-se o profissionalismo às favas, começa-se a fazer corpo mole e circuito night e de repente, um clube brasileiro apresenta-se para “ajudar” o jogador a reaver a forma. Grande coincidência. Apesar de ter um contrato em vigor, os jogadores se acham no direito de ir e vir quando quiserem. Contudo, quando se machucam e ficam vários meses parados, recebendo seus salários gordos bem gostoso, não me lembro de nenhum deles tentar rescindir o vínculo.

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O óbvio

Tirando o chilique de José Mourinho ao final da partida, onde ele denunciava um complô contra uma líder de campeonato com nove pontos de vantagem, o sucesso interista sobre o Milan, não tem nenhum ponto a ser levantado. A Inter é muito melhor que o Milan, ainda que não jogue bonito e ainda que não tenha nenhum craque definitivo com exceção de um prodigioso Júlio César.

Confiando numa dupla de alas esforçada, no máximo, o Milan enfrentou a Inter sem Pato e Nesta. Na Inter, ausências do tipo teriam suplentes, mas na ‘sponda rossonera’ da cidade, os dois deram lugar a Beckham e Favalli. Por outro lado, para “compensar” a ausência de Eto’o por um mês de Copa da África, contratou Pandev – o melhor segundo atacante da Itália, rivalizando com Alexandre Pato.

O Ronaldinho do auge do Barcelona talvez tivesse compensado Pato e Nesta, mas o atual, apesar de infinitamente melhor do que há seis meses, ainda não tem bala na agulha para se livrar de Maicon e ainda causar encrenca. Ronaldinho tem o talento, mas ainda não tem a velocidade nem o tempo de bola necessários a um ponta.

Curtas – I

O Lance! publica uma nota comparando Robinho a  Ronaldinho Gaúcho. Apesar da pertinência da matéria (afinal, os dois podem disputar vaga na Copa), a comparação não existe. Um já fez absolutamente tudo no futebol e depois de um mau momento, vai recuperando uma forma que parecia perdida. O Outro, nunca fez nada. O grande trunfo de Robinho foram as pedaladas na final do Brasileiro de 2002. Ponto. Manchester City e Real Madrid tem nele uma lasca de página em suas histórias.

Curtas – II

O crescendo do futebol turco não deve diminuir nos próximos anos. O canal de TV a cabo Digiturk fechou um contrato de cerca de US$380 milhões ao ano até o fim da liga de 2015. Os times turcos têm subido na escala de poder de compra e o mercado deve ficar cada vez mais fortes. É possível que a Turquia chegue a 2020 mordendo ligas tradicionalmente maiores como França e Portugal.

Curtas – III

O agente de Ibrahimovic, Mino Raiola, declarou que o jogador “ainda tem tempo de carreira para fazer mais algumas transferências”. É impressionante a sanha de dinheiro que os agentes têm. O aporte dos mesmos ao esporte é puramente nocivo. Contribuição zero.

O próximo técnico do Flamengo

O Olympiacos demitiu hoje o brasileiro Zico. O ex-meia do Flamengo foi um dos grandes ídolos da minha infância. Não sou flamenguista, mas esra impossível não ser fã do time de Zico. Apesar de uma carreira frustrante em termos de títulos na Seleção Brasileira, Zico foi o grande craque dos anos 80 e tivesse sido um pouco mais astuto e não tivesse sido vítima da sede de sangue de um zagueiro açougueiro, poderia sim ter feito frente a Maradona.

Como técnico, contudo, Zico é uma sombra, um técnico de terceira. Ou pelo menos foi isso que conseguiu mostrar até agora. Seus times não têm padrão de jogo e a defesa deles é invariavelmente um “vamos que vamos”. Seu fracasso no Olympiacos sentencia sua carreira internacional, a menos que ele a reconstrua começando num clube menor do exterior, formando times e assim subindo gradativamente – nada que um ex-craque costume fazer.

ho muito mais provável um futuro dele no Flamengo. Andrade é um cara bonachão, mas não resistirá à pressão da expectativa – ou se o fizer, se habilitará como um dos grandes técnicos do Brasil. O Flamengo deste ano terá de vencer tudo para que o ex-colega de Zico não seja destituido após o primeiro fracasso relevante. E daí, Zico, que certamente já é um cara rico (depois de contratos milionários no Uzbequistão, Turquia, Rússia e Grécia), poderá ver com bons olhos uma passagem no clube que é capaz de devolver a ele uma ascendente na sua carreira de treinador. Zico é deus na Gávea e não haveria alguém macho o suficiente lá para falar contra uma chegada sua ao clube. Um grande trabalho no Fla daria a Zico uma aura mítica renovada; um fracasso, relegaria-o a clubes no Oriente Médio e Japão ad infinitum.

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