Mês: dezembro 2009 (Page 1 of 2)

O que será…

…dito e feito. A Justiça cassou a liminar de Oscar e ele volta ao São Paulo. Mas dá para voltar? Clube e jogador vão se olhar como um ao outro? A merda está feita e para a carreira do próprio Oscar, é bom que ele consiga mesmo sua liberdade. No SP, é dificil reverter as coisas.

A Seleção de 2009 na Liga de Portugal

Como estou fazendo o “review” da temporada de seis ligas na minha coluna no Lance!, farei aqui um complemento dando a seleção de 2009, até o momento. A primeira é Portugal, e a cada dia que sair a coluna, farei a seleção daquele país. Abraços e Boas Festas a todos.

Eduardo (Sp. Braga)

Alonso (Marítimo)  David Luiz (Benfica)  Moisés Pinheiro (Sp. Braga)  Evaldo (Sp. Braga)

Ramires (Benfica)  Fernando (Porto)  Di Maria (Benfica)

Falcao (Porto)  Ó. Cardozo (Benfica)  Edgar (Nacional)

A seleção da década

Atendendo a pedidos do leitor Gilson, a seleção da década (1999 a 2009)

Buffon (Juventus); Daniel Alves (Barcelona), Nesta (Milan), Maldini (Milan) e Roberto Carlos (Real Madrid); Davids (Juventus), Ronaldinho Gaúcho (Barcelona), Zidane (Juventus e Real Madrid) e Kaká (Milan); Rooney (Manchester United) e Messi (Barcelona).

PS: Zidane entrou depois, porque não dava para deixar o Zidane de fora. Detesto fazer estas listas porque sempre esqueço um absurdo de fora…

O dilema de Love

Ele voltou ao Brasil para bater o carimbo no passaporte para a Copa do Mundo por meio de um títulos brasileiro com o Palmeiras, mas chega em Dezembro com pecha de primadonna, baladeiro e tendo tomado uma sova no processo. Agora, deve Vágner Love disputar o Paulista e a Copa do Brasil num time abalado psicologicamente para lutar por uma vaga na Seleção ou voltar á Rússia, esquecer a Seleção (que só viria num golpe de sorte) e jogar uma convidativa Liga dos Campeões?

Sendo realista, não dá para considerar Love um jogador de pedigree de Seleção Brasileira – mas até aí, Marcelo (Real Madrid), Fernando (vendido pelo Bordeaux ao Genoa) e Felipe Melo (Juventus) também não são. O ponto é que em condições normais, ele não teria uma vaga na Seleção e uma extensão de sua passagem pelo Parque Antártica pode até piorar seu já combalido status de craque.

Para o futebol brasileiro, Love é muito acima da média, mas para a Europa, é jogador para um time médio. Seria um bom susbtituto para Luis Fabiano, que merece mais que o Sevilla. A escolha dele é difícil, porque ele pode não ter mais chances de jogar uma Copa do Mundo e na Rússia não vai chamar a atenção de Dunga a menos que marque dois gols por jogo.

Se quiser mesmo ir para a Copa, Love só tem uma saída: o Flamengo. Lá, seu passaporte estaria carimbado. Mesmo se fosse expulso, salvaria sua pele com trancinhas rubronegras no Supremo Tribunal da Palhaçada Desportiva.

Oscar, São Paulo, contratos e empresários

Como disse Juca Kfouri, o São Paulo não tem nada que se queixar se vier mesmo a perder Oscar, tratado há pelo menos dois anos como o novo Kaká no Morumbi. O clube é criticado por avançar em cima de atletas sem contrato ou sem proteção legal, mas a crítica é sempre improcedente. Se ao invés de contratar advogados de porta de cadeia, os clubes usassem profissionais de nível, todo mundo se protegeria. O SP está certo quando tira jogadores de outros clubes e  Oscar tem todo o direito de fazer o que quiser da carreira.

Duas observações, contudo, cabem nessa história. A primeira é que, seguindo o histórico recente, Oscar tende a perder mais do que ganha deixando o São Paulo assim. Promessas recentes tricolores que fizeram a mesma coisa, como o meia Montezine – que era considerado o verdadeiro craque da geração Kaká – sumiram no caminho. Nem tanto pela “magnitude” do São Paulo, como gosta de falar Juvenal Juvêncio, mas porque  modo geral, acabam caindo na mão de empresários vagabundos que colocam o jogador em qualquer boca de porco que renda uns trocados a mais e dane-se o jogador – invariavelmente, alguém para quem o empresário está pouco se ixando.

A segunda é sobre a figura do empresário. O agente Fifa por trás da manobra de Oscar, Giuliano Bertolucci, tem muito a ganhar caso a questão de Oscar dê certo e nada a perder, sem ter investido nada. Ou seja: no mundo do futebol, o agente é um parasita que não arrisca, não oferece nenhum benefício ao sistema ( o clube treina o atleta, o atleta se esforça, etc) e é quem fica com a parte mais suculenta do bolo. O desequilíbrio da finança do futebol está no agente, porque esse se beneficia quase sempre, e muito e se esfola quase nunca, e sempre pouco. É uma história conhecida da Fifa, que proíbe jogadores de se filiarem a entidades que não sejam clubes, mas permite que a lei seja estuprada vergonhosamente sob o tempero da corrupção rampante.

O investimento do São Paulo em Oscar está perdido. Se perder o jogador de graça, pode demitir o departamento jurídico em massa e calcular a perda de uma receita na casa das dezenas de milhões de dólares. Mas mesmo que consiga mantê-lo, o leite já azedou. Dificilmente o jogador voltará a ter uma boa relação com o clube e isso afeta seu rendimento, afeta sua evolução, performance, afeta o modo como os clubes estrangeiros os verão, afeta tudo. Os agentes por trás da manobra podem ter jogado uma carreira brilhante no ralo e sem arriscar um tostão nisso. Para o futuro, o clube pode repensar se vale a pena negociar com o mesmo agente em futuras oportunidades.

Para não passar em branco: as oitavas da LC

Sorteio patético da Liga dos Campeões. Se teremos confrontos épicos, dignos de final, como Inter x Chelsea e Man Utd x Milan, algumas decisões de Intertoto como Bordeaux x Olympiacos e  CSKA x Sevilla garantem que titãs ficarão de fora e novatos irão adiante. Ok, quem ficou em primeirono grupo tinha melhores chances, mas ainda acho que a classificação das oitavas deveria ser automática, usando o ranking dos clubes, assim como se faz no tênis. Enfim, grandes jogos.

Milan x Manchester United

Mais pela tradição e menos pela força aparente atual, o grande confronto da fase. O Milan de Leonardo precisa sanar uma deficiência nas alas para estar á altura do confronto, assim como rezar para a dupla Nesta-T. Silva esteja fisicamente bem. Se tiver isso e contar com um David Beckham que dificilmente gosta de jogos decisivos, tems elementos para duas partidas épicas. No lado inglês, não é difícil colocar o medidor de temperatura em Rooney-Owen-Giggs. O trio tem material de sobra para carregar o United adiante. Ingleses favoritos no duelo “Rosso”.

Chelsea x Internazionale

Outro grandíssimo confronto. O Chelsea recebeo ex Mourinho capitaneado pelo desafeto do português – o enésimo –  Carlo Ancelotti. Chelsea visivelmente superior tanto como time, como quanto individualidade e volume de jogo.  No confronto “Blue”, o sucesso do matreiro Ancelotti passa pelos pés de Drogba, o centroavante favorito de Mourinho, mas também pela recuperação de um Petr Cech que não vive grande fase. No meio-campo, grande duelo entre Cambiasso e Essien. No lado interista, é Sneijder o jogador capaz do salto de qualidade. Se domar Balotelli, Mourinho pode ter no atacante outro ponto de desequiçíbrio. se não domar, idem. Ingleses favoritos também.

Bayern x Fiorentina

Mesmo com van Gaal e sem Toni, o Bayern é amplo favorito. O time bávaro tem muito mais consistência do que a Fiorentina, superdependente de Mutu-Jovetic. Gilardino é visto na Itália com desconfiança por sumir em jogos decisivos, apesar de ter calado os críticos contra o Liverpool. Fundamental a recuperação total de Ribéry – psicologica e fisicamente falando – mas também o rendimento de Pranjic e Robben. O Bayern é um clube que cresce na Europa a prescindir da fase. Nada indica o contrário aqui. Alemães na frente.

Stuttgart x Barcelona

Em fase sofrível, o Stuttgart do incontinente urinário Lehmann pega o melhor time do mundo. Duelo desigual que o não vê o Barça na fase seguinte com uma hecatombe.  É difícil encontrar no time alemão algum jogador que esteja no nível do Barcelona, quanto mais o conjunto. Sem uma epidemia mortal na Catalunha, as quartas de finais estão asseguradas.

Olympiacos x Bordeaux

Um confronto com cara de Copa Uefa – ou se você preferir, Europa League. Os franceses são amplos favoritos e se Zico conseguir passar de fase, merece uma revisão nas dúvidas que se têm sobre sua capacidade. O meio-campo grego é forte o suficiente para manter a bola, mas o francês não é ruim e tem jogadores de grande classe como Gourcuff, Chamakh, Diarra e Saivet. A bola está com os campeões franceses.

Lyon x Real Madrid

Um confronto ‘default’ de Liga dos campeões, dada a imensa quantidade de vezes que se cruzaram recentemente. Não tem como não dar favoritismo absoluto para o Real – mais classe, mais craques, melhor retrospecto e provavelmente, mais entrosamento até a data do jogo. O único quesito no quial o Lyon ganha é justamente o conjunto. Se quiser degolar o Real e acabar com a temporada ‘blanca’, o time francês precisa de um jogo ardiloso, anulando Kaká e Ronaldo. Espanha favorita.

CSKA x Sevilla

Um duelo muito do sem graça. Os russos normalmente chegam mortos nas oitavas por estarem em começo de temporada e apesar de ter um time interessante com o brasileiro guilherme e o externo sérvio Krasic, não parece haver problema para Luis Fabiano e companhia. Se o Sevilla quer uma vaga nas quartas, a temporada é essa. São favoritos.

Porto x Arsenal

Grande duelo entre um time entrosado e outro em crescimento. Jesualdo ferreira não tem jogadores importantes como Lisandro Lopez e Lucho Gonzalez, mas pode tentar fazer Hulk jogar mais para o time – e o brasileiro é mortal. Os “Gunners” precisam resolver um problema de cabeça: como vencer com tanta juventude. Fàbregas é o jogador chave num time em que van Persie poderia ajudar a tracionar, se não fosse irregular e sofresse com contusões. Tem cheiro de dois grandes jogos. Passa o Arsenal, mas raspando.

Fim da linha a vista

É prematuro para uma previsão definitiva, mas acho que o casamento entre Internazionale e José Mourinho se aproxima do fim. O episódio da briga dele com um jornalista italiano (quase chegando ás vias de fato), uma explosão verbal que lhe custou uma expulsão e uma obsessão em dizer que não ficaria sem emprego se fosse demitido são sinais concretos de que isso  – uma separação – pode ocorrer.

Mourinho é pavio curto – sabe-se – mas em três anos de Inglaterra, ele jamais chegou a um nível de transtorno como o atual. Isso porque é líder do Italiano e sem concorrência aparente. Não se trata de dinheiro para contratar nem tempo para trabalhar. O português está pressionado politicamente por conta de seu gênio irascível e a quantidade de aliados vai diminuindo. Só um título da Liga dos Campeões poderia ser amplo o suficiente para resolver todas as mazelas.

Outro equívoco

O Santos finalmente abriu a ferida e vai dimensionar o custo que a era Marcelo teixeira teve para o clube. O time da Vila tem o menor potencial financeiro dos grandes paulistas e gastava na medida oposta. Terá de pagar as contas por isso. E certamente, não faltarão asnos que pedirão a volta do ex-presidente.

A reformulação e plano de transparência no clube são corretos.  A contratação de Dorival Júnior também. O que me parece um engano é achar que Dorival fará um time para lutar pelo título. Todos os times que ele montou até hoje eram flácidos na defesa e não me consta que haja grandes novidades no elenco do Peixe para mudar isso. Neymar e, principalmente Paulo Henrique – para mim, a verdadeira promessa do clube – devem ser a base do futuro, mas convém não achar que 2010 virá com títulos. O prazo médio para um time que volta do rebaixamento recuperar a capacidade anterior é de cinco anos. O Santos, devido à gestão Teixeira, provavelmente tem hoje as finanças combalidas de um time recém-promovido. Por isso, torcedor, sente-se pacientemente e curta a formação de um time jovem e genuíno, algo tão gostoso quanto vencer troféus. Se for para ir à Vila descontar suas frustrações, amarre uma corda na balsa que liga ao Guarujá e tente rebocá-la a nado até a vontade de espernear passar.

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