Mês: outubro 2009 (Page 1 of 3)

As chances de cada um – sem oba oba

Uma tabelinha rápida para notar o tamanho do esforço necessário para ser campeão. Abaixo, você tem o rendimento dos times da ponta até aqui, o aproveitamento, a média de pontos feitos por jogo até a 32a. rodada, uma projeção de quantos pontos mais cada clube faria seguindo exatamente esta mesma média e uma projeção de quanto cada um teria no fim do campeonato seguindo exatamente o aproveitamento conseguido até aqui.

Supondo que o Palmeiras mantenha o aproveitamento de 59%, chegará a  aproximadamente 68 pontos (o Palmeiras foi o único que teve o cálculo arredondado para baixo exatamente para ilustrar sua vantagem). Assim, para superá-lo, os concorrentes teriam de chegar a 69. Mesmo o São Paulo – perseguidor mais próximo – teria de melhorar em cerca de 20% a performance até aqui. Cruzeiro e Fla precisariam vencer quase todos seus jogos. Ou seja: além de jogar bem, quem quiser derrubar o Palmeiras precisa que o Verdão tire o pé do acelerador. Como há muitos confrontos diretos, são esses os pontos cruciais da disputa.

A melhora de performance que os times têm de ter para recuperar a diferença esclarece por que razão o favoritismo está no líder e não nos postulantes à liderança. Chance de título todos têm – o duro é apertar o passo nesta altura do campeonato. Daí, quem entra em ação é o famoso Sobrenatural de Almeida. Esse sim pode mudar tudo.

Os Favoritos – A Missão

Eu não esperava que um post em que eu dava minha opinião sobre os prediletos ao campeonato fosse causar tanta celeuma quanto o do Galo. Mesmo uma declaração (sincera) de simpatia foi tratada como se fosse uma heresia por alguns copépodos que acessam a Internet. De qualquer maneira a polêmica não merece persistir e volto a falar de futebol.

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Leonardo dá sinais

Ok, o Milan ainda está longe de ser candidato sério ao título na Itália e menos ainda de ser o titã que sua história testemunha. Mas as últimas quatro partidas do time (Roma, Real Madrid, Chievo e Napoli) precisam ser levadas em consideração ao se dar algum mérito ao neotécnico Leonardo.

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Para voltar à questão do favoritismo

Dada a presença maciça dos leitores atleticanos revoltados com o post do Galo (alguns deles com a educação de um Neanderthal em coma, outros bastante sensatos), resolvi fazer uma observação ANTES que o Galo pegasse o Fluminense (jogo para o qual é favorito).

O Galo tem chances de disputar o título. Assim como o Flamengo, mesmo tendo perdido ontem à noite, também ainda tem e da mesma maneira, também o Internacional. Dizer que acha um time ou outro favorito a uma competição é DIFERENTE de dizer que tal time VAI ser campeão. Eu tenho a opinião de que Palmeiras e São Paulo, por causa do histórico recente e do elenco, têm chances maiores que Fla e Galo. Há quem ache diferente – o que é absolutamente válido. Ter uma opinião diferente porque acredita nela é o máximo. Ter uma opinião qualquer para ficar de bem com a galera é coisa de oportunista.

Volto a reiterar o que afirmei num post anterior: eu me disponho a falar a verdade, aquilo que eu acho que é verdade, sem me preocupar em agradar a torcedores ou colegas em especial. Aqueles leitores que prefiram ler só opiniões favoráveis aos seus clubes devem procurar outros colunistas e terão além de maior satisfação, minha total compreensão. Neanderthais, leprechauns histéricos, bobos da corte e outras criaturas devem procurar seu coxo para alimentação no curral mais próximo.

Três observações sobre o comportamento…

…de determinados leitores (na verdade, não-leitores, uma vez que interpretam o texto de modo errado):

A primeira coisa é a falta de educação: o torcedor tem o direito de achar o que quiser. Por exemplo, o torcedor do Flu acredita na virada, mesmo que a matemática indique que as chances de evitar o descenso sejam de 2%. Mesmo com tal direito, o torcedor é uma pessoa como as outras e deveria ter vestígios de educação, claramente o que não é o caso de muitos.

A segunda coisa é a completa falta de domínio do português. Em grande parte dos casos, o mal educado prova que não recebeu mesmo educação (nem formal nem familiar) fazendo uso de uma gramática própria, primitiva. Não conhece as regras de uso de vírgula, pontuação e ortografia. Ao invés de reservar as suas limitações para si, se expõe escrevendo como um louco em todos os lugares que puder. Claro, há uma grande porcentagem desses que também se enquadram na categoria dos covardes, e assinam como “Paulista”, “Mengão”, “BH”, etc. Nesse caso a covardia se explica em parte pela limitação intelectual.

A terceira é a falta de noção das pessoas. se eu ou qualquer pessoa resolvesse achar que o campeão será o Fluminense serã campeão de 2009, seria um direito meu. Se algum estúpido acha que eu não tenho esse direito, que faça-me o grande favor de ler o site do seu clube ou aquele jornalista boçal que joga para a torcida. Democracia implica no respeito à opinião alheia. Opiniões contrárias e críticas não-agressivas são tão bem vindas quanto elogios. Ofensas burras, mal educadas, de pessoas que vivem uma frustração com a própria vida, um desencanto com a própria futilidade e fracasso e que travestem esse desgosto de “paixão pelo clube” merecem o descaso.

Em defesa do Galo

Entre os times do pelotão de frente do campeonato, o mais surpreendente para mim é o Atlético-MG. Tem o elenco mais “curto”, o técnico mais questionado (sempre), a gestão competente mais jovem e nenhum fora de série. o feito de Celso Roth no clube é digno de palmas. Ainda assim, não acho que o Galo será campeão (embora ache que isso está longe de ser impossível). Mais do que isso: um título do Galo agora vai colocar em grande risco a reestruturação feita pela nova gestão.

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Uma colocação profissional

Depois dos resultados do final de semana, amigos e leitores me fizeram a mesma indagação, alguns mais educadamente que outros, sobre a minha “aposta” na preferência do Palmeiras na luta pelo título e do “desmerecimento” das chances de Atlético-MG, Flamengo e Internacional, com o São Paulo sendo a ameça mais forte ao título palestrino. A cobrança se faz ainda mais forte porque além dos resultados, também há a pressão criada pelos meus colegas jornalistas que apontam Fla, Galo e Inter “com as mesmas chances” dos outros dois.

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Drops italianos

– José Mourinho e Balotelli não vão se acertar juntos. É mais do que claro. O atacante é um dos poucos jogadores que o português critica abertamente no elenco. É provável que Mourinho esteja tentando fazer um bem para o jogador ao “enquadrá-lo” publicamente para que ele baixe um pouco a bola. Contudo, é também provável que a Inter precise dar um desfecho para um deles se não quiser criar uma ferida. Um empréstimo de Balotelli seria o mais viável, embora tal medida significaria claramente que o jogador só voltaria em definitivo quando Mourinho deixasse o clube (vide Adriano). Balotelli tem um talento muito acima da média, mas também parece ter uma cabecinha de molusco em coma.

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