Mês: abril 2009 (Page 1 of 3)

Adriano

Então quer dizer que Adriano estava morrendo de depressão, enterrado em problemas e desespero há três semanas e milagrosamente, depois de ser liberado pela Inter de Milão, ele reencontrou o prazer em jogar futebol e “por acaso”, o Flamengo estava procurando um atacante?

Meu Deus, dá vergonha de ser brasileiro, de ser humano e de gostar de futebol…

Simon

Até quando deixarão Carlos Eugenio Simon apitar jogos de futebol?

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O sumiço das bandeiras

Outro dia ouvi na TV um jornalista (pelo menos acho que era jornalista – realmente não conheço o moço pelo nome) se queixando: “Essa divisão de cotas de ingressos por torcida vai fazer com que consigam matar o futebol”. Entendo a lamúria do colega. Ele, assim como eu, deve ter visto um futebol (e nem faz tanto tempo) onde estádios lotados divididos em duas cores faziam um espetáculo ímpar.

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Ronaldo

Ronaldo está em outro patamar. Visivelmente gordo (essa conversa de que ele está entrando em forma é para boi dormir), seu futebol faz o da concorrência parecer “futebol de meninos contra um homem” (usando uma frase do Arnaldo Ribeiro, da Placar, reivindicada por ele no ar). É outro mundo. É Barcelona x Força e Luz B.

A supremacia devastadora de Ronaldo poderia servir para os ufanistas domésticos se darem conta de que entre o futebol brasileiro e o “top” há um abismo. Ronaldo, com seu peso atual, tinha dificuldade de jogar na Europa. Aqui, é o Fenômeno – mesmo.

A final contra o Santos está resolvida. A única chance do Peixe é a combinação de uma contusão de Ronaldo com uma tarde de gala de Kléber Pereira. Entre Santos e Corinthians – o Corinthians de Ronaldo, bem entendido – não há competição.

Seleção para Ronaldo? Há alguns fatos incontestáveis. Não existe um atacante brasileiro melhor do que ele, uma vez que ele treine com determinação e não se lesione. Só que seu histórico de lesões é muito grande. E além disso, ele ainda leva uma vida pessoal incompatível com a de um jogador profissional. Fato que, diga-se de passagem, é uma opção dele e que absolutamente ninguém pode questionar.

Se não se machucar (e continuar no Corinthians, porque jogando como está, não faltarão propostas), Ronaldo dará a Copa do Brasil ao Timão (não, nem o Internacional é páreo para ele) e fará o alvinegro disputar o título brasileiro.

Acho que desde o título brasileiro do Corinthians em 1990, com Neto como destaque da companhia, um jogador só não carregava um time nas costas no Brasil.

Leco, esse gênio gerencial

O sujeito quer demitir o técnico tricampeão brasileiro, foi diretor de futebol do pior presidente da história do São Paulo, provoca o Ronaldo antes de uma final e fica questionando jogadores do time. Este é o cartão de visitas de Carlos Augusto Barros e Silva, o Leco, vice-presidente de futebol do São Paulo.

No meio empresarial, alguém com a competência equivalente à do dirigente amargaria o desemprego eterno, a menos que fosse filho de algum milionário ou bem relacionado de uma forma geral. No futebol, contudo, Leco escapa de estar bem ranqueado entre os dirigentes mais medíocres do planeta. Sim. A competição dos colegas é forte. Há toda uma leva de criaturas bizarras do “management” futebolístico. Roberto Horcades, do Fluminense, Alberto Dualibi (RIP, esportivamente falando, claro), Carlos Augusto Montenegro são alguns dos nomes que mantém Leco entre um “péssimo entre os dantescos”. Claro, sem falar no ícone, no épico, lendário destruidor Eurico Miranda, responsável pela devastação completa do Vasco da Gama.

Quando Leonardo disse que só a privatização salvaria o Flamengo, sabia do que falava. E não era só do Fla que Leo falava. A incompetência de Leco – e de todos os seus pares – para o cargo que ocupa é um caso claro de inaptidão crassa e gritante. Como esses dirigentes conseguem esses cargos? Política, relacionamento, berço. Quase nunca (para não dizer nunca) capacidade e mérito.

As estruturas do futebol brasileiro são como as estatais que os Esquerdossauros berravam para não privatizar e que hoje dão lucros recordes consecutivos. Quem fala contra o pedido de Leonardo – a profissionalização do Fla (ou de qualquer outro clube) vive da aspiração similar à dos Esquerdossauros – a de manter a inércia para comer a carniça.

Não existe incompetência nos outros países? Claro que existe. Freddie Shepherd, ex-dono do Newcastle, fez do segundo maior clube da Inglaterra fora de Londres um lutador contra o rebaixamento; na Itália, Luciano Moggi teve a manha de criar um sistema de corrupção para que a Juventus vencesse (como se ela precisasse disso); na Espanha, o Valencia só não quebra por causa do governo. Incapacidade is everywhere. Mas convenhamos, nenhum país tem a glória de ostentar um Leco, um Eurico e um Horcades simultaneamente, tem?

Cultura é cultura…

Normalmente, quando alguém em algum lugar quer tentar classificar uma alteração ou desvio de padrão aparentemente não racional segundo os próprios critérios, atribui à “cultura”. Rigor com as leis na Alemanha? Cultura. Preferência por um futebol mais lento e com o “Playmaker” mais baixo na Itália? Cultura. Incapacidade ou dificuldade extrema em aceitar regulamentos imutáveis no Brasil? Cultura. Basicamente qualquer coisa se encaixa no molde.

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Comodidades

É bastante curioso o modo como o técnico da Itália, Marcello Lippi, escolhe quais ‘estrangeiros’ quer usar na “Azzurra”.

O argentino Camoranesi, da Juventus, foi chamado por ele em sua primeira passagem pela seleção. Amauri, brasileiro também da Juventus, teve seu nome levantado pelo próprio Lippi para defender a seleção italiana.

Contudo, para Thiago Motta, que não é da Juventus e sim do Genoa, ele diz que “não quer muitos “oriundi” (estrangeiros com descendência italiana) com a malha azul.

Por que? Não se sabe.

Grêmio

O Grêmio derrubou Roth, se retirou da luta por todos os títulos no ano, e se contratar Geninho, não terá nem vaga na Sulamericana.

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