Mês: agosto 2006

Olha a Inter!

Quando a bola começou a correr na Supercopa Italiana, alguns pesadelos interistas começaram a tomar forma. Com 34 minutos, a temporada do clube já parecia estar decididamente fadada ao fracasso, com a velha tradição interista de tropeçar nos próprios cadarços vindo à tona. Só mesmo o gol de Vieira na bacia das almas do primeiro tempo é que evitou que a pá de cal viesse antes do intervalo.

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Empoli

Estádio: Carlo Castellani (19.847 lugares).
Técnico: Luigi Cagni.
Estrela: F.Tavano (atacante)
Fique de olho: Lino Marzoratti (defensor)
Quem chegou: Matteini (Pescara), Coralli (Pizzighettone), Pellecchia (Pisa), Bonetto (Ascoli), Saudati (Atalanta)
Quem saiu: Riganò (Fiorentina), Coda (Udinese), Tosto (Ascoli), Pozzi (Milan), P.Zanetti (Ascoli), Maxwell (Inter), Bonetto (Lazio), Serafini (Siena)
Pretensão: evitar o rebaixamento.

O Empoli foi dormir no final da última Série A com a vaga na divisão máxima garantida. Só que durante o escândalo do ‘calciocaos’, se viu com uma bela vaga européia ao seu alcance. Quase. Não deu porque o clube não tinha pedido à Uefa a licença necessária para disputar uma competição européia.

Mesmo assim, o time tem um grupo bastante competitivo para enfrentar esta temporada. Com o mesmo treinador que foi o responsável pela guinada na performance do time no último torneio, o Empoli espera principalmente de seu atacante Tavano um grande campeonato. O esquema 4-2-3-1 é moldado para ele, onde Buscé, Vannucchi e o neo-contratado Matteini fazem o suporte para o atacante.

Dá para segurar mais um ano de Série A? Sim dá. Mas não será mamão com açúcar. Balli é um bom goleiro, mas exceção feita à Mateini, o Empoli não recebeu nenhum nome que inspire novas reações. Uma temporada, como sempre, de muito suor à espera dos toscanos.

Lazio

Estádio: Olímpico (82.307 lugares).
Técnico: Delio Rossi
Estrela: Makinwa (atacante)
Fique de olho: De Silvestri (lateral/meio-campista)
Quem chegou: Makinwa (Palermo), Ledesma (Lecce), Mutarelli (Palermo), Bonetto (Empoli), Sereni (Treviso).
Quem saiu: Liverani (Fiorentina), Piccolo (Juventus), Giallombardo (Livorno), Bonanni (Palermo)
Pretensão: metade de cima da tabela

A Lazio pode se der por satisfeita com o desfecho do escândalo. O rebaixamento estaria de bom tamanho, dado o envolvimento que o clube teve na mutreta. Agora, a temporada ficou ainda mais dura, porque o clube parte de -11 pontos para tentar chegar à vaga Uefa, que parece improvável.

O clube romano fez uma grande contratação em Makinwa. O centroavante nigeriano é excelente e joga com velocidade ou força física entre os zagueiros, conforme a necessidade. Com um meio-campo muito robusto e com dois externos habilidosos (Behrami e Pandev), o time não deve sentir, tecnicamente, a saída de Paolo Di Canio. No campo da liderança, aí é outra história…

A temporada ‘laziale’ tem todas as prerrogativas para acontecer sem sobressaltos. Um time sem estrelas, é verdade, mas com boas promessas e um forte núcleo italiano. A Copa Uefa parece distante por causa da competitividade do campeonato, mas o rebaixamento só se aproxima com um acidente.

Livorno

Estádio: Armando Picchi (18.200 lugares).
Técnico: Danielle Arrigoni (novo).
Estrela: Cristiano Lucarelli (atacante)
Fique de olho: Luca Mazzoni (goleiro)
Quem chegou: Vidigal (Udinese), Danilevicius (Avellino), Cordova (Ascoli), Giallombardo (Lazio), Pasquale (Inter,) e Manitta (Bologna), Vigiani (Reggina), Pavan (Sampdoria).
Quem saiu: Giallombardo (Lazio), Vigiani (Reggina), Perna (Modena), De Ascentis (Torino), Palladino (Juventus), Coco (Inter), Ruotolo (Sorrento), Vargas (Salzburgo – AUS), Lazetic (Torino), Acerbis (AlbinoLeffe), Cordova (Messina), Ginestra (Ternana), G. Colucci (Catania)
Pretensão: evitar o rebaixamento.

A sorte do Livorno no campeonato italiano depende de um nome: Cristiano Lucarelli. O artilheiro-capitão do clube toscano é o talismã da equipe e sua presença mantém as expectativas do clube na parte de cima da tabela, sua saída significa uma proximidade do rebaixamento. O que vai acontecer? Só dá para saber quando as transferências acabarem, em setembro.

Com uma defesa experiente e um dos melhores goleiros da nova geração (Amelia), o técnico Arrigoni tem armado seu time com três meio-campistas fortes, além, dos meias-atacantes. Assim como o Empoli faz com Tavano, o Livorno joga para Lucarelli. Com o seu capitão, o Livorno se salva tranqüilo, sem ele, fica uma grande incógnita.

Messina

Estádio: San Filippo (43.000 lugares).
Técnico: Bruno Giordano (novo).
Estrela: Alessandro Parisi (defensor).
Fique de olho: Gaetano Calá (defensor).
Quem chegou: Gentile (Crotone), Lavecchia (Juventus), Iliev (Genoa). Masiello (Udinese), Cordova (Ascoli).
Quem saiu: Antonelli (Chievo), Donati (Milan), Sculli (Juventus), Nanni (Siena), Nocerino (Juventus), Aronica (Juventus), D’Agostino (Udinese), Zanchi (Juventus)
Pretensão: evitar o rebaixamento.

Salvo com a queda da Juventus, o Messina tem uma dura tarefa diante de si. Sem dinheiro, não fez nenhuma contratação empolgante e ainda perdeu vários de seus principais jogadores que estavam por empréstimo (Sculli, Donati, Zanchi).

Para esta temporada, o Messina entregou o comando do time a Bruno Giordano, que era considerado a maior promessa da Itália em 1978, até ser envolvido no escândalo do Totonero. Como treinador, terá uma estréia na Série A bem mais difícil do que como jogador, com a Lazio, em 1975.

Giordano tem sido tradicionalista ao manter o 4-4-2 da última temporada. A defesa é experiente e menos ousada, comandada pelo lateral Zoro (notório por ter sido xingado pela torcida interista) e por Parisi, que chegou a ser chamado por Lippi para a seleção. Coppola é o organizador no meio-campo e Di Napoli, o provável centroavante. Grandes esperanças? À primeira vista, não.

Parma

Estádio: Ennio Tardini (28.283 lugares).
Técnico: Stefano Pioli (novo).
Estrela: Domentico Morfeo (meia-atacante)
Fique de olho: De Lucia (goleiro)
Quem chegou: Budan (Ascoli), Ciaramitaro (Cesena), Kutuzov (Sampdoria), Virgili (Napoli), Gasbarroni (Sampdoria), Bocchetti (Piacenza), Muslimovic (Udinese).
Quem saiu: Marchionni (Juventus), Simplicio (Palermo), Corradi (Manchester City), P.Cannavaro (Napoli), Pasquale (Livorno), Rosina (Torino), Ruopolo (Triestina), Guardalben (Palermo), Bresciano (Palermo), Bonera (Milan)
Pretensão: evitar o rebaixamento.

Dada a situação pré-falimentar do Parma há três temporadas, até que o clube têm se saído honrosamente. Neste campeonato, o time deve sofrer mais uma vez para se segurar na divisão principal, mas a esta altura, já esta acostumado à nova realidade.

Sem Marchionni, Bresciano e Simplício, que eram os eixos do meio-campo, o Parma revela novos rostos. A defesa jovem é comandada pelo capitão Cardone (atenção ao promissor goleiro De Lucia). Ciaramitaro, que chega do Cesena, tem sido muito bem avaliado na Série B como um volante com recursos. No ataque, Morfeo e Kutuzov devem ser os encarregados de armar as jogadas de ataque para Dedic e Muslimovic.

A maior incógnita do time é o novo técnico, Pioli, ex-jogador natural da cidade de Parma. Se o clube acertar no começo, Pioli pode ter tempo para patinar eventualmente depois, mas de outro modo, ele roda. Elenco para se garantir, o Parma tem. Precisará mesmo é de tranqüilidade.

– A opção de Crespo pela Inter é um resultado direto da falta de esforços que o Milan fez no ano passado para reter o jogador depois da derrota de Istambul, na Liga dos Campeões.

– O jogador ficou ressentido e preferiu a Inter aos rivais.

– Com a contratação de Crespo pela Inter, o Milan fica com poucas opções além de Ibrahimovic.

– Em outro fronte, o clube aguarda o desfecho da briga de Gallas com o Chelsea.

– A lama parece não acabar.

– Na noite desta segunda-feira, a Reggina foi indiciada no inquérito do ‘calciocaos’ e será julgada, podendo perder sua vaga na Série A.

E o que sobrou?

Pela primeira vez desde a penúltima rodada da última Série A, o futebol italiano teve uma semana de relativa tranquilidade, uma vez que as sentenças definitivas parecem ter sido dadas. Parecem, porque ainda cabem os recursos na Justiça Esportiva (especialmente para dirigentes traqueteiros se safarem) e a Justiça Comum. Mas os primeiros não alterarão a fisionomia do próximo campeonato e a última é improvável, já que condenaria a Itália a perder todas as suas vagas européias por punição da Uefa.

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