Seguimos apresentando os times que farão a temporada 2004/2005 do Italiano. Nesta semana, os examinados são Milan, Palermo, Parma e Reggina, todos bons elencos, de acordo com suas pretensões.

Associazione Calcio Milan

Estádio: Giuseppe Meazza “San Siro”
Técnico: Carlo Ancelotti
Estrela: Andriy Shevchenko (atacante)
Fique de olho: Nicola Pozzi (atacante)
Quem chegou: Jaap Stam (Lazio), Vikash Dhorasoo (Lyon), Hernan Crespo (Chelsea)
Quem saiu: Martin Laursen (Aston Villa), Marco Borriello (Reggina)
Carlo Ancelotti deve manter o 4-3-1-2 de sucesso das últimas duas temporadas. Com a chegada de Stam, agora o Milan tem o a melhor defesa do mundo, com Cafu-Stam-Nesta-Maldini na linha defensiva. Tal escalação tem potencial para entrar para a história. Pirlo segue sendo vital para o esquema, jogando como primeiro volante, ladeado por Gattuso e Seedorf (ou Ambrosini). Ambrosini é o coringa de meio campo porque pode jogar em qualquer umas das três posições. Como “trequartista”, ou número “1”, Kaká começa a temporada como o titular, mas Rui Costa, que antes só disputava a posição com o brasileiro, agora também é opção para a posição de Pirlo, diante da zaga. Ataque? Shevchenko, Crespo, Tomasson, Serginho (definitivamente transformado em atacante por Ancelotti), Inzaghi e a promessa Pozzi. No papel, o Milan parte favorito para tudo.
Pretensão: título italiano e título da Copa dos Campeões

Unione Sportiva Palermo

Estádio: Renzo Barbera “La Favorita” (36.980 lugares)
Técnico: Francesco Guidolin
Estrela: Luca Toni (atacante)
Fique de olho: Andrea Gasbarroni (meio-campista)
Quem chegou: Adriano (Grêmio-BRA), Gonzalez (Racing – ARG), Budan (Atalanta), Vannucchi (Empoli), Rossi (Siena), Santana (Chievo), Morrone (Chievo), Abate (Taranto), Lai (Salernitana), Rinaudo (Salernitana), Brienza (Perugia), Ferri (Ascoli), Zaccardo (Bologna), Farias (Estudiantes – ARG), Barone (Parma), Barzagli (Chievo), Andersson (Ancona), Raimondi (Albinoleffe)
Quem saiu: Nastase (Bologna), Cotroneo (Bologna), Vasari (Vittoria), Di Donato (Siena), Berti (Parma).
Depois de uma campanha empolgante na Série B, o Palermo volta à divisão máxima após três décadas, um estádio com lotação esgotada para as 19 rodadas. Com um bom técnico (Guidolin), o Palermo parte esperando não cair, mas pode surpreender. Num 4-4-2 clássico, Guidolin deve confiar o gol a Nicola Santoni, atrás de uma defesa com as recém chegadas promessas Zaccardo e Barzagli, além de Biava e Grosso. O meio campo de Guidolin é primordialmente montado para se jogar no contra-ataque. Os argentinos Gonzalez e Santana são os alas que puxam o contragolpe; Barone e o experiente Corini, os homens de contenção e armação. Farias, mais um argentino, de 24 anos, é quem faz o pivô para Luca Toni, centroavante artilheiro da última Série B. Dos recém-promovidos, o Palermo é o time que deve incomodar mais. E ainda pode sonhar com uma vaga européia.
Pretensão: evitar o rebaixamento

Parma Associazione Calcio

Estádio: Ennio Tardini (29.546 lugares)
Técnico: Silvio Baldini (novo)
Estrela: Alberto Gilardino (atacante)
Fique de olho: Alessandro Rosina (atacante)
Quem chegou: Fanna (Verona), Ferronetti (Triestina), Siviglia (Lecce), Bolaño (Lecce), Grieco (Genoa), Budel (Genoa), Junior (Siena), Rebecchi (Genoa), De Lucia (Salernitana), Pisanu (Verona), Bovo (Lecce), Berti (Palermo)
Quem saiu: Potenza (Internazionale), Carbone (Catanzaro), Seric (Verona), Donadel (Sampdoria), Blasi (Juventus), Castellini (Sampdoria), Cammarata (Catanzaro), Barone (Palermo), Moretti (Valencia), Ferrari (Roma)
Ainda se recuperando da devastadora explosão da Parmalat, o clube Emiliano se aprofunda ainda mais na política de apostar no novo. Silvio Baldini é um técnico novo, e que teve trabalhos bem consistentes recentemente. O início de temporada deve manter o esquema 4-3-2-1 que era usado por Cesare Prandelli. Frey é titular absoluto no gol, Bonera, Cannavaro, Bovo e Potenza são as maiores esperanças para a linha defensiva. Os dois volantes, bem fixos, provavelmente serão o brasileiro Fabio Simplício e o colombiano Bolaño. Marchionni, Morfeo e Bresciano, a linha de armadores para suprir Gilardino. Com esta fórmula, o Parma sempre vai ter mais de um atacante, porque o trio de armadores se moverá no intuito de encostar em Gilardino. Um time muito jovem, promissor e inexperiente. Se terminar até 10o, está bom, mas o potencial para a Europa é mais que certo.
Pretensão: vaga na UEFA

Reggina Calcio

Estádio: Oreste Granillo (27.763 lugares)
Técnico: Walter Mazzarri (novo)
Estrela: Shunsuke Nakamura (meio-campista)
Fique de olho: Viktor Boudianski (meio-campista)
Quem chegou: Esteves (Pacos-MEX), Martinez (Napoli), Zamboni (Napoli), Leon (Fiorentina), Zoppetti (Catania), Bogdani (Salernitana), Cannarsa (Livorno), Verón (Salernitana), Piccolo (Como), Ballestri (Modena), Ganci (Treviso), Boudianski (Juventus), Sinigaglia (Lumezzane), Pavarini (Livorno), De Rosa (Bari), Borriello (Milan), Colucci (Verona)
Quem saiu: Cozza (Genoa), Dall’Acqua (Treviso), Coppola (Bologna), Falsini (Siena), Baiocco (Messina), Stellone (Genoa), Sottil (Genoa), Di Michele (Udinese), Comotto (Torino), Giacchetta (Teramo), Jiranek (Spartak Moscou- RUS)
O estádio coma torcida mais acolhedora da Itália não terá vida fácil nesta temporada, mas também tem potencial para um campeonato tranqüilo. Walter Mazzarri é uma aposta da diretoria. O esquema provável é um 3-5-2, com De Rosa, Cannarsa e Franceschini; Na contenção, Paredes e Tedesco, atrás de Nakamura, o cérebro da equipe. Não se sabe quanto espaço terá o ucraniano Boudianski, mas seria uma boa aposta para Mazzarri, especialmente se o jogador emprestado pela Juventus se adaptar a uma das alas, onde Balestri e Esteves não são espetaculares. A referência no ataque é Bonazzoli.

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O sampdoriano fica seis meses afastado. O jogador do Modena, três anos

O Modena não será rebaixado como punição pelo escândalo, mas começa na Série B com 6 pontos negativos, de penalização

Ou seja: já sai favorito para cair…

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Ou melhor, tinha…

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