Mês: maio 2004

Incontestável!

A liga é a mais dura da Europa, disso não há dúvida. Juventus e Roma fizeram campanhas excelentes, em termos de pontuação. E mesmo assim, ninguém conseguiu impedir um Milan estelar (tranquilamente mais do que o Real Madrid) de esmigalhar recordes, defesas e expectativas, como as dos (muitos) que davam a briga pelo título emntre Juventus e Roma.

Carlo Ancelotti merece receber os aplausos pelo título, junto com sua legião de craques. O “Milan-Champagne” da Liga dos Campeões do ano passado, era criticado pelo excesso de floreios (que, curiosamente, é elogiado no Real Madrid). Mas esta temporada mostrou um Milan cínico, objetivo, e cerebral, além da capacidade de encantar, já herdada do ano passado.

No torneio como um todo, o saldo é positivo. O futebol italiano teve uma de suas temporadas mais duras, em todas as zonas da tabela. Lutas por vagas européias e contra o rebaixamento, foram decididas no último suspiro. Quer dizer, se é que foram decididas, porque graças ao escândalo das apostas (grande mácula da temporada), alguns presidentes juram vingança no “tapetão”.

Também vale o destaque para as aposentadorias anunciadas de Roberto Baggio e Beppe Signori, dois grandíssimos do futebol italiano, ambos entre os maiores goleadores do pós-guerra. O futebol fica mais triste sem eles. Mas até que se inicie a próxima temporada, a esperança deles mudarem de idéia permanece viva.

Equilíbrio com toques de gênio

A chave para o 17o ‘scudetto’ milanista foi, sem dúvida, o equilíbrio. Nenhum outro time da Europa tem mais solidez que o Milan que acabou esta temporada. Não fosse pelo trágico tropeção em La Coruña, o Milan estaria na final da LC. O elenco ficou eufórico ao ver, um dia antes do desastre, as saídas de Real Madrid e Arsenal do torneio, e relaxou. Quando ainda não podia.

A defesa do time explica muita coisa. Dida pode ser um goleiro inseguro com o Brasil, mas atrás de uma zaga Nesta-Maldini, é um gigante. O começo da temporada levantou algumas dúvidas sobre a capacidade de Cafú voltar a jogar na defesa, depois absolutamente dissolvidas. E o veterano Pancaro não ficou nada a dever a Kaladze, que ficou quase toda a temporada machucado.

Com uma defesa dessas, o Milan tinha espaço para enriquecer o meio-campo. O refinado Pirlo era o primeiro homem no meio-campo, diante da zaga. Era ali que começaca o Milan cerebral. Pirlo, que tem um passe impecável, visão de jogo e classe, dava qualidade aà manobra ofensiva do time sem que houvesse flacidez na marcação, não só pela melhor da próprio Pirlo na marcação, como pela participação espetacular de Gattuso, um leão na recuperação de bolas.

Os críticos reclamam que Gattuso não consegue dar um passo de cinco metros. Os críticos não assistem aos jogos do Milan. “Rino” melhorou muito nesta temporada, e não à toa, jogava mais pela direita, onde um certo Cafú descia com frequencia ao ataque.

Oresto da escalação foi sempre variando. Rui Costa, Seedorf, Kaká, Tomassone Shevchenko (e, com um pouco menos de espaço, Ambrosini), davam a Ancelotti um leque gigante de opções. Três meias de ligação e um atacante; dois meias e dois atacante, ou as vezes, até mesmo o brasileiro Serginho como ponta. Toda esta variação acontecia porque, lá na defesa, tudo estava sempre seguro.

Muitos craques mais Kaká

Não dá para dizer qual é o melhor jogador do Milan. Os candidatos são muitos. Pirlo, com sua capacidade impressionante de armação; Rui Costa com seus passes filtrantes; o artilheiro Shevchenko; os gigantes Nesta e Maldini. Mas dá para dizer que, quem fez a diferença neste ano foi o brasileiro Kaká.

Quando Kaká estreou pelo Milan, contra o Ancona, o equilíbrio entre os times candidatos ao título era enorme. Podia-se passar uma régua entre eles e não se veria a diferença. Kaká (que teve seu nome ironizado pelo diretor da Juve, Luciano Moggi, ao chegar), rompeu o equilíbrio.

Durante quase todo o campeonato, Kaká foi titular, e Ancelotti não estava somente impressionado por seus dotes técnicos. É que o meia-atacante fazia com que o Milan tivesse um jogador que cobria dois espaços no campo: o de meio-campista e o de atacante. Sem a bola, Kaká defendia; com a bola, virava avante. E ninguém (exceto Mauro Silva, no desastre da Liga dos Campeões), soube como pará-lo.

Kaká já se garantiu como ídolo de primeira grandeza no Milan. Bateu o martelo no derby contra a Inter, quando levou uma intimada do argentino Kily Gonzalez, e respondeu com um empurrão. Tomou um cartão amarelo, mas a torcida milanista teve certeza: ali estava “uno di noi” (ou “um de nós”, como San Siro grita aos seus escolhidos).

Agora a meta é tudo num ano só

O novo desafio de Ancelotti é o de fazer uma dobradinha ‘scudetto’-Liga dos Campeões, e quem sabe, uma “tríplice coroa”, com uma Copa Itália extra. As chances? Pequenas. O Italiano é duro demais para poder oferecer resistêcia, sem descuidar da LC. Mas o Milan quer tentar.

Com a contratação de Jaap Stam, a defesa milanista passa a ser, de longe, a melhor do mundo. Stam é excepcional marcador e tem uma noção de posicionamento impecável. Se a linha defensiva for composta por Cafu, Stam, Nesta e Maldini, as chances do sonho milanista ganham corpo.

Ainda se espera mais um golpe de mercado do Milan neste verão europeu. Fala-se em um nome para o ataque, provavelmente um centroavante de presença de área, opção à velocidade de Sheva e Inzaghi, que deve ser o “plus” do início de temporada do Milan, já que não disputará o Europeu e terá tempo para se preparar bem.

O armador Vikash Dhorasoo já foi contratado, junto ao Lyon. Dhorasoo chega como reserva, mas tem qualidade suficiente para causar ainda mais disputa no riquíssimo meio-campo do time

Com o Coliseu nas costas

Não deu para a Roma desta vez, e quem analisasse o time no começo do ano, antes de que se começasse o torneio, já poderia ter idéia disso. Os nomes do elenco eram quase contados; o ala Candela passou praticamente toda a temporada machucado, assim como Montella, e Zebina tinha ido mal na temporada anterior.

Só que a Roma tinha Francesco Totti. E Totti jogou como nunca. O armador romano e romanista foi um trator para a Roma. Bateu seu recorde de gols numa só temporada (20), fez Cassano jogar sua melhor temporada na Série A (e não arrumar encrenca), lançou, assistiu, comandou. Tanto que, para variar, diz-se que o Real Madrid estaria interessado nele.

Se o meia jogasse na Inter ou na Juve, a Roma teria dificuldade até para conseguir uma vaga na Copa UEFA. Mas a 10 ‘giallorossa’ foi assombrosa para torcedores e adversários. Totti tem a virtude de Kaká: se tranforma de meia em atacante automaticamente. E com a vantagem de que tem muito mais experiência.

Seu destino está ligado à condição financeira da Roma. Se o clube contratar para reforçar o elenco, ele fica. Senão, nem todo seu amor pelo clube vai fazer com que ele fique no Olímpico, alijado de conquistas mais importantes. Totti é um símbolo romanista, mas quer virar um astro europeu de troféu na mão.

Tiros e bombas. Mas o Parma resistiu

Quando explodiu a bomba atômica na Parmalat, todos pensaram: “O Parma é a nova Fiorentina. Ou pior”. Havia bons motivos para isso. O débito astronômico da empresa, o outro débito (também bem grande), do clube com a empresa, a insegurança dos jogadores, tudo sugeria uma dêbacle.

Para piorar, o Parma vendeu, à força, alguns de seus principais jogadores, como Adriano, Júnior e Nakata. Aí entrou a mão de um técnico capaz não só taticamente, mas também excepcional motivador e lapidador de jovens promessas. Cesare Prandelli foi quem segurou a barra em campo.

Prandelli conseguiu manter um grupo unido, não fazer contratações (a não ser como “brinde”, quando vendia um de seus astros). Dessa maneira, quasae levou o Parma a uma inacreditável vaga na Liga dos Campeões. Ficou com a vaga UEFA com muito mérito, e um time apinhado de promessas.

Morfeo, Bonera, Ferrari. Paolo Cannavaro, Marchionni, Bresciano. Todos esses estão sendo cobiçados por quase toda a Itália. E além desses, Alberto Gilardino, vice-artilheiro do campeonato com 23 gols, e a revelação da temporada. Gilardino deu conta do recado, quando da saída de Adriano, para a Inter. E o fez com folgas. Se o Parma se salvar financeiramente (e tudo indica que, apesar do cinto apertado, as coisas vão se encaixar), esse grupo merece boa parte do mérito.

Fracasso Juve: “só” um terceiro lugar

Alguns clubes sofrem com o próprio gigantismo. É exatamente o caso da Juventus. Depois de comemorar o bicampeonato italiano na temporada passada, mas amargar a perda da Liga dos Campeões nos pênaltis, a Juve estava determinada a ganhar tudo o que fosse possível.

Tanto é assim que, depois da campanha de reforços, onde foram apresentados nomes como Appiah, Legrottaglie e Maresca (que estava emprestado), Marcello Lippi chegou a anunciar: “Esta é a Juve mais forte que eu jamais treinei”.

Lippi não estava tão errado, mas foi vítima de alguns problemas, como algumas contusões (Del Piero, sobremaneira), o envelhecimento de sua defesa, a cessão de Davids (fundamental para a espinha do time) e a perda de brilho de Nedved, que no ano de 2003 fez chover, mas de janeiro para cá, demonstrou visível fadiga.

Curtas

A média de gols do italiano deste ano subiu de 2,57 para 2,66 por partida

Nas outras grandes ligas européias, a Inglaterra obteve os mesmos 2,66, a Espanha ficou com 2,65, e a Alemanha, com 2,96

Pela ducentésima milésima quarta vez, constata-se que nas quatro grandes ligas, não há uma que tenha muito mais gols

E, curiosamente, a espanhola foi a de menos número, embora a diferença seja desprezível

Esta coluna vai se abster de falar de boatos de mercado, ou o internauta enlouqueceria

Entre as mudanças relevantes até agora, estão a passagem de Walter Samuel, da Roma para o Real Madrid, Johnathan Zebina, da Roma para a Juventus, e de Jaap Stam, da Lazio para o Milan

Mas esta lista vai crescer muito ao final do Europeu

Esta é a seleção Trivela da temporada 2003-2004 do Campeonato Italiano

Frey (Parma), Stam (Lazio, Nesta (Milan), Samuel (Roma) e Maldini (Milan); Gattuso (Milan), Pirlo (Milan), Kaká (Milan); Totti (Roma), Baggio (Brescia) e Shevchenko Milan).

Um dia à milanesa

No apagar das luzes do último dia de jogos do Campeonato Italiano, não houve cidade mais feliz do que Milão. A metade ‘rossonera’ bombou o estádio Giuseppe Meazza, no bairro San Siro. Também, pudera. Além de poder ir ao campo já com a faixa de campeão no peito, o ‘tifoso’ milanista ainda veria a provável última aparição oficial do craque Roberto Baggio, que tem aposentadoria anunciada.

A 335 km dalí, na pequena cidade de Empoli, a Inter tinha uma missão aparentemente fácil. Aparentemente. Precisava bater o time da casa para garantir uma vaga na Liga dos Campeões, e evitar que Parma ou Lazio a ameaçassem. Foi duro, com sofrimento até o último momento, um pênalti não dado para o Empoli, mas deu Inter.

Claro que o “Baggio Day” em Milão foi muito mais vistoso. Oitenta mil pessoas aplaudiram de pé o “Codino” quando este deixou o campo, e todos fizeram questão de cumprimentá-lo. O Brescia perdeu por 4 a 2, mas o placar era irrelevante. A partida soservia para o Milan melhorar o recorde de pontos num único campeonato (agora são 82), dar mais um gol a Shevchenko para garantir-lhe o título de artilheiro do torneio e fazer jogar alguns reservas.

A festa de Empoli foi menor em tamanho, mas não em intensidade. O técnico interista, Alberto Zaccheroni, vibrou como uma criança, quando Adriano empatou o jogo, Recoba virou e, novamente Adriano, deu números finais ao marcador ‘nerazzurro’. ‘Zac’ deu uma choradinha na rampa quando viu Rocchi fazer o segundo do Empoli, mas o 3 a 2 servia, e garantia seu emprego, pelo menos, até a próxima crise, já na temporada que vem.

Muito se fala (e sempre se falou) da hegemonia do eixo Milão-Turim por conta de árbitros safardanas, mas a verdade é que, claro, os erros aconteceram, mas ninguém, em sã consciência, há de dizer que determinaram posições no torneio. Nem o pênalti não dado ao Empoli, nem nenhum outro.

A chiadeira contra os árbitros na Itália é muito mais decorrência de uma crise institucional, onde a arbitragem já não têm a confiança nem da Velhinha de Taubaté, do que qualquer outra coisa. Milão festejou neste domingo, e teve motivos para isso. O ciclo de alta do futebol romano, iniciado com o título da Lazio, em 2000, parece estar encerrado.

Inter ruim, mas com garra

Ainda não foi contra o Empoli que a torcida interista viu seu time jogar de forma envolvente e precisa. Mas pelo menos, já demonstrou alguma vontade, e isso conta bastante, especialmente para um time que ganhou dois ‘scudetti’ nos últimos 30 anos.

Sem Vieri, suspenso, Zaccheroni teve de apostar todas as suas fichas em Adriano. O brasileiro correspondeu, e mostrou que é uma das poucas apostas acertadas do time de Via Durini nos últimos anos. Adriano fez dois gols e abriu a defesa do Empoli à força, com um empuxo que, nem mesmo o nosso “Fenômeno” Ronaldo tem.

Zaccheroni mandou a campo um time todo desnaturado, com quatro na defesa, com Córdoba lateral-direito, Javier Zanetti na esquerda, e Kily Gonzalez e Martins atrás de Adriano no ataque. Naturalmente, a Inter só conseguia alguma coisa em movimentações individuais. Não à toa, os três gols saíram de jogadas assim, com Adriano cabeceando uma bola espirrada, Recoba cobrando falta e Adriano, novamente, arrastando a defesa toscana para dentro do gol, como se fosse um trator.

Impossível não voltar à comparação com Hector Cúper, técnico demitido na sexta rodada. Nos dois últimos anos, a Inter tinha esquema tático, posições bem definidas, terminou, respectivamente na terceira e segunda colocações, enquanto esta Inter não tem nenhuma dessas qualidades. A Inter de Cúper só não tinha respeito pelo treinador. Mas isso, parece que essa também não tem, em que pese a vitória em Empoli.

Não vou e ponto final

Toda a Itália ainda nutria uma saudável esperança de poder contar com um trio defensivo Cannavaro-Nesta-Maldini na Euro 2004, certamente uma tríade sem igual. Maldini se aposentou da camisa “azzurra” em 2002, mas sabe como é. A esperança é a última que morre.

Pois agora morreu. Logo depois da vitória sobre o Brescia, Paolo Maldini divulgou uma nota onde reafirmava sua aposentadoria, dizia já tê-la revelada ao técnico Trapattoni, e disse que era irreversível. A Itália sentiu uma pontada. Afinal, é o capitão da seleção durante dez anos, recordista de partidas com a camisa azul, sete ‘scudetti’ e quatro Copas dos Campeões que estava ficando de fora.

‘Trap’ queria um homem am mais no meio-campo. Confirmou isso numa entrevista, onde disse que estava cogitando levar somente quatro enão cinco atacantes, para ter mais opções de criação. Sem a defesa a três, terá obrigatoriamente de escalar um defensor a mais na direita (Panucci ou Bonera), Zambrotta como coringa de meio-campo e ataque, mais Totti atrás dos dois atacantes. Isto é, caso não tenha uma câibra no cérebro e resolva montar o 4-4-2 tradicional que enterrou a Itália em 2002.

Sem Maldini, Os defensores ganham mais uma vaga, mas ninguém está numa fase de dar gosto. Bonera teve um estupendo primeiro turno, mas depois de uma contusão, está vacilante; Panucci é irregular; Negro também não tem chamado a atenção, e Thuram, Cafú e Stam, os três melhores laterais da Série A, não são italianos.

Correndo por fora pela raia sete

Era uma vez um centroavante que jogava no Parma. Ele jogava pouco e se sentia um patinho feio, porque o titular brasileiro era incontestável. Seu concorrente só lhe deu uma chance quando se machucou e depois foi vendido para a Inter. Neste hiato, nosso protagonista explodiu, e deu às caras, provando que pode sim ser titular de qualquer equipe italiana.

A tentativa fracassada de fábula acima é para falar de Alberto Gilardino. ‘Gila’ começou reservíssima, mas terminou o campeonato aclamado como o atacante mais em forma do futebol italiano. Seus quatro gols diante da Udinese foram um show de eficiência. Gilardino marcou gols de reflexo, de cabeça, na velocidade e com grande técnica. Os quatro tentos do Tardini pareceram uma video-aula para atacantes. Não é certo que ele vire um Pelé, mas no momento, está naquelas fases em que encosta na bola e marca.

Gilardino era um dos últimos nas preferências, superado por Vieri, Del Piero, Inzaghi, Corradi, Miccoli, Cassano e sabe Deus quem mais. Hoje, numa enquete do site Gazzetta.it, só é superado por Totti e Vieri, dois “mammasantissima” do escrete ‘azzurro’, e que só não estarão em Portugal se estiverem em coma profundo.

A história de Gilardino com o Parma também parece próxima do fim. Gilardino, 22 anos recém-completados, é observado com ânsia pelor maiores times europeus; o Parma também tem uma ânsia, mas por dinheiro, na sua gigantesca luta contra o rombo-Parmalat. Quem colocar € 15 milhões na mesa, à vista, leva. Alguém deve levar, mas poucos têm uma carteira tão opulenta.

Um rebaixamento que doeu demais

Para o Ancona, o rebaixamento foi indolor. O clube já estava ciente de seu descenso na primeira rodada, quando foi enxaguado pelo Milan. Tanto é, que a descontração das últimas rodadas do time anconetano acabou sugando pontos preciosos para muita gente que ainda lutava seriamente.

Contudo, Modena e Empoli sentiram o rebaixamento como uma navalha na carne. Os dois times chegaram a dar sinais empolgantes durante a temporada (especialmente o Empoli, que partiu de um início à la Ancona para quase se safar). Mas não deu. E quem vai para a repescagem com um time da Série B (a ser definido em um mês, quando acaba o torneio – hoje seria o Piacenza), é o Perugia, da família Gaucci, certamente os dirigentes mais nocivos da Série A.

O Modena surpreendeu ao permanecer duas temporadas na mesma divisão. Tem um time com quase nenhum destaque (Dioumansy Kamara deve ser o único nome que pode render algum dinheiro ao clube, numa possível venda), começou a temporada com um treinador que vem de jornadas negativas (Alberto Malesani), e encontrou uma das disputas mais acirradas dos últimos anos.

O Empoli também pecou na escolha de Daniele Baldini para começar a temporada como treinador. Ex-jogador, só confirmou a máxima de que técnicos e jogadores não são necessariamente, frutos da mesma árvore. Demitido Baldini, Attilio Perotti levou algum tempo para engatar, mas deu uma cara ao clube, que tem um elenco regular e complicou a vida de muita gente.

O traqueteiro Perugia sai histérico de felicidade do episódio, porque também parecia mortinho da silva (como esta coluna tinha, erradamente, apostado). Ressurgiu exatamente quando deixou de lado a palhaçada (contratação de Ghedaffinho, de jogadores femininas e vendas de bons atletas), para botar ordem na casa. O veterano Ravanelli foi decisivo na luta do Perugia. Vejamos como o time umbro se sai nos playoffs.

Curtas

Shevchenko termina o campeonato pela segunda vez como artilheiro

Em sua primeira disputa na Itália, Sheva anotou 24 vezes e se sagrou ‘topscorer’, com o Milan chegando em 4o lugar

Desta vez, anotou outros 24, e já chegou á marca de 91 tentos na máxima Série italiana

Os 23 gols que Gilardino fez nesta temporada garantiram-lhe o recorde de gols feitos na Série A por um jogador do Parma

O recorde anterior era de Hernán Crespo, com 22

Lippi encerrou sua carreira na Juve com o número redondo de 200 vitórias

Esta é a seleção Trivela da derradeira jornada da Série A desta temporada

Hedman (Ancona); Cesar (Lazio), Coly (Perugia), Maldini (Milan) e Cafu (Milan); Kaká (Milan), Gattuso (Milan) e Stankovic (Inter); Adriano (Inter), Gilardino (Parma e Miccoli (Juventus)

Na semana que vem, juntamente com o balanço do torneio, você conhecerá a seleção TRIVELA do torneio desta temporada

Baggio, o adeus a Brescia

Quando Roberto Baggio assinou contrato com o Brescia, quatro temporadas atrás, a jogada parecia fadada ao fracasso, tanto para o jogador, quanto para o clube. Para o jogador, porque o Brescia jamais tinha feito duas temporadas seguidas na Série A; para o clube, porque os 4 milhões de euros que pagaria de salário ao “Codino” eram um luxo que o pequeno clube lombardo parecia não poder se permitir.

Neste domingo, Baggio fez seu último jogo no estádio Mario Rigamonti, em Brescia, diante de um público que o idolatra. Sim, porque o Brescia conseguiu ficar inacreditáveis quatro temporadas sem retroceder, assistiu Baggio no esplendor da sua forma técnica, e por pouco, não conseguiu vagas na Copa UEFA em alguns desses anos.

Roberto Baggio não poderia se despedir do time que o redimiu de seus “fracassos” em Milão de uma forma que não fosse uma performance de craque. Baggio estendeu a Lazio no chão, fazendo um golaço, dando o passe para outro, e recebendo uma ovação que encheu de lágrimas os olhos de muita gente.

Em Brescia, o craque de 37 anos certamente se redimiu de uma passagem cinzenta pela Inter de Milão. Anunciou sua aposentadoria jogando ainda incrivelmente bem. Não fosse pelas dores no joelho que o afligem, Baggio poderia continuar jogando em um grande clube italiano ou europeu. “Eu continuaria se tivesse dois novos joelhos”, foram as palavras do próprio à imprensa italiana, numa coletiva.

Apesar de todas as afirmações do jogador, ainda não está completamente descartada a possibilidade de Baggio disputar mais uma temporada. Fala-se muito em Firenze do retorno à Fiorentina de Baggio e de Batistuta, o que faria Firenze explodir em animação. O jogador não dá muito crédito à esta hipótese, mas, no passado recente, já anunciou sua aposentadoria e voltou atrás. Oxalá o faça mais uma vez.

O Empoli entre a Inter e a Liga dos Campeões

Com uma prova convincente (um Parma embalado), a Inter fez o seu papel em San Siro e voltou a depender de si mesma para poder ir à Liga dos Campeões. Com um gol do brasileiro Adriano (provavelmente a atração do próximo Italiano), a Inter bateu o Parma, retomou a frente entre os pretendentes à vaga, e agora só precisa vencer o Empoli, no Carlo Castellani, na última rodada.

Eu disse só? Bem, talvez não seja este o caso. O time toscano está entre os últimos, é verdade. Contudo, convém considerarmos alguns fatores antes de colocar o time vizinho da Fiorentina como sendo uma ‘baba’ para Veri e companhia.

O primeiro deles é que o Empoli bateu a Inter em San Siro, no jogo de ida, e convenhamos não é tarefa fácil. O segundo, é que o clube toscano está com o orgulho ferido por ter sido derrotado pelo já rebaixado Ancona, neste último final de semana. E em terceiro, uma vitória do Empoli garante ao clube, no mínimo, a chance de jogar uma repescagem contra o sexto colocado da segunda divisão, por uma vaga no próximo torneio.

Se a Inter não conta com Almeyda, Brechet e Vieri (suspenso pelo terceiro amarelo), o Empoli terá seu time com desfalques menos importantes (Foggia, Bucci e Zanetti, nenhum deles titular absoluto). A torcida vai lotar o pequeno estádio municipal da cidade, bem às margens do rio Arno (o mesmo que cruza Firenze) e vai ajudar na pressão.

Diga o que se quiser de Vieri, mas ele decide quando a Inter precisa, e o time vai sentir falta dele. Adriano é um estupendo jogador, só que Vieri já assusta no vestiário. Além disso, Zaccheroni precisa trabalhar o grupo com o fato de que ele pode não ser o técnico no ano que vem.

Parma e Lazio dependem do jogo de Empoli. Se a Inter empatar, o Parma sai avantajado, porque, vencendo a Udinese (já classificada para a Copa UEFA e sem outras motivações no torneio), termina em quarto lugar, ficando com a vaga da LC. A Lazio precisa vencer o Modena, que Parma e Inter percam, para forçar uma partida desempate com a Inter. É muita matemática, mas a esperança….

Modena, Perugia e Empoli: dois vão cair

Tão sangrenta e cruel quanto a vaga pela Liga dos Campeões, é a luta contra o rebaixamento. Com o Ancona já sem pulsação, Reggina, Lecce, Siena e Brescia salvos antes da última rodada, são três os desesperados que fogem das duas vagas na Série B. Aliás, duas vagas diretas mais um “playoff” contra o sexto colocado na Série B desta temporada (hoje, seria o Piacenza).

A pior situação é a do Perugia, com 29 pontos. Só que o time umbro vem de duas vitórias animadoras, contra Juventus e Roma, onde o velho Ravanelli mostrou que pode jogar mais alguns anos de bola, desde que num time pequeno. A motivação cresceu enormemente nas últimas semanas, e o elenco voltou a acreditar na salvação. Seu último adversário será o Ancona, morto-vivo que faz estragos.

Modena e Empoli têm 30 pontos cada um, mas vivem a situação inversa do Perugia: estão enterrados na frustração. O Empoli, como já dissemos, perdeu para um Ancona rebaixado, enquanto o Modena, perdeu, em casa, para um Siena que ainda estava na luta contra o rebaixamento. O Modena pega a Lazio em Roma, e o Empoli, recebe a Inter.

Mesmo tendo um ponto a menos, o calendário parece francamente favorável ao Perugia da família Gaucci, useira e vezeira em tramóias tapetísticas. Bater o Ancona no Renato Curi é uma tarefa absolutamente ao alcance do time de Serse Cosmi. E as chances de que Lazio e Inter percam seus jogos (simultaneamente), é bem pequena. Vejamos, porque as últimas rodadas dos Italianos passados têm sido bem surpreendentes.

Juve e Lazio querem a Copa Itália. Mesmo.

Para quem começou a temporada tendo em vista a Liga dos Campeões, a Copa Itália não passa de um prêmio de consolação. Um pacote de bolachas, para quem queria o banquete. Mesmo assim, Lazio e Juventus farão uma luta com todas as suas forças, para conseguir o título da copa doméstica.

Explica-se: nenhum dos dois times quer fechar a história da temporada com um branco no “palmarés”, e é melhor vencer a Copa Itália do que nada. A motivação é ainda maior para Marcello Lippi, que no ano que vem, não estará mais no Delle Alpi.
A batalha desta quarta-feira é a última grande emoção que juventinos e laziali poderão oferecer para suas torcidas (e, indiretamente, para seus patrocinadores).

A vantagem de dois gols da Lazio não é intransponível, mas pode-se dizer que é quase. Lippi tem problemas para escalar o meio-campo, com Tudor, Tacchinardi e Conte fora de jogo, e com Appiah tentando se recuperar às pressas (ah, que falta que faz Davids). Nedved volta ao time depois de sua folga, com Del Piero-Trezeguet no ataque.

A Lazio tem a seu favor, além da vantagem, a ausência de problemas de elenco e ainda uma chance matemática de se classificar para a Liga dos Campeões. Com 100 participações recém-completadas como treinador da Lazio, Roberto Mancini quer a sua sétima copa nacional (a segunda como técnico).

Curtas

Se a Copa Giovanni Havelange (ou Série B) acabasse hoje, estariam automaticamente promovidos à Série A os seguintes times

Palermo, Cagliari, Livorno, Messina e Atalanta

Além disso, haveria um “playoff” entre o 15o (hoje, Modena ou Empoli) e o Piacenza

Ou seja: tudo indica que teremos mais espaço para os times do sul da Itália na próxima temporada

Palermo, Cagliari e Messina são times de torcidas calorosíssimas

Apesar da derrota para a Reggina, Shevchenko conseguiu mais uma marca importante sem sua carreira italiana

Ucraniano, Sheva completou 150 jogos pela Série A, anotando 90 gols, alcançando ninguém menos do que o holandês Marco Van Basten

O sérvio Dejan Stankovic (Inter) também completou 150 jogos pela divisão máxima da Itália

O segundo turno do Lecce foi o que salvou o time salentino

Somente Milan, Roma e Juve fizeram mais pontos do que o elenco do Via del Mare

Falando nisso, o volante Ledesma, do Lecce, vai fazer uma turnê do clube ‘rossonero’ na China, durante as férias de verão

Não seria nada improvável que Ledesma voltasse da Ásia já contratado, uma vez que Ancelotti procura jogadores na posição, para compor elenco

Outro jogador que pode participar da turnê com o Milan é Beppe Signori, que está encerrando a carreira, juntamente com Donati e Dalla Bona (do Milan, mas emprestados à Sampdoria e Bologna), além dos sampdorianos Antonini, Carrozzieri e Diana, e de Dainelli (Brescia)

Antonini cresceu nas divisões de base do clube de Via Turati

Esta é a seleção Trivela da 33a e penúltima rodada

Castelazzi (Brescia); Zé Maria (Perugia), Cannavaro (Inter), Oddo (Lazio) e César (Lazio); Taddei (Siena), Vergassola (Siena) e Appiah (Juventus); Baggio (Brescia), Adriano (Inter) e Amauri (Chievo).

“Scudetto” sem surpresas

A chuva que caiu neste domingo em San Siro fez o técnico Carlo Ancelotti ter recordações. Lembrou-se do dia 14 de maio de 2000. Naquele dia, um temporal fez com que, num campo quase submerso, a sua Juventus desse, de bandeja, o “scudetto” para a Lazio, com uma derrota por 1 a 0, gol de Calori, para o Perugia.

Neste domingo, 2 de maio, Ancelotti finalmente exorcizou aquela imagem. Quando viu a chuva caindo, a derrota de quatro anos antes estava se desmanchando. O seu Milan deste ano é estelar, de recordes. E sua certeza era sempre maior quando via em campo, o jogador que desequilibrou o torneio, o brasileiro Kaká, que menos de um ano atrás, era xingado pela torcida do São Paulo.

Carlo Ancelotti é o grande responsável pela conquista do título italiano, e por uma razão simples: conseguiu fazer coexistirem, na mesma equipe, o maior número de jogadores de talento. Feito que nem o Real Madrid, nem o Chelsea, nem o Manchester United conseguiram (pelo menos, não até agora). Somente o Real Madrid, entre os titãs da Europa, joga somente com um jogador de contenção (na verdade, não joga com nenhum, pois a função é desempenhada por Beckham e Guti). O Milan joga com Gattuso. E dá tanto espetáculo quanto o Real, com a vantagem de vencer.

Kaká desequilibrou o torneio, porque a corrida entre Milan, Inter, Juve e Roma era parelha. A Inter se auto-mutilou quando sacrificou Hector Cúper. A Juventus também se minou, deixando Davids ir embora e não reforçando a defesa no mercado de janeiro.

A Roma andou esta temporada além de seus próprios limites, graças a um Francesco Totti inumano, e surpreendentemente, manteve o passo do Milan, fazendo, até aqui, 25 pontos a mais do que na 32a rodada do último campeonato. O equilíbrio entre a Roma que se superava e o Milan campeão europeu foi rompido pelo brasileiro. Kaká foi o empuxo extra que nem o espetacular Totti suportou.

O título do Milan, recheado de recordes, é mais do que merecido, Como escreveu Candido Cannavó na Gazzetta Dello Sport de segunda-feira, tentar manchá-lo com o pênalti claro não marcado a favor da Roma, é um desserviço ao futebol. Após a 34a e última rodada, como em todos os anos, TRIVELA trará ao internauta o raio-x de um título indiscutível: quais os jogadores decisivos, quais as revelações, comportamento tático, pontos altos e baixos, seleção do campeonato e todo o necessário para que o internauta tire suas próprias conclusões.

A mãe dos imbecis está sempre grávida

Há um ditado italiano que diz: “La madre degli imbecili è sempre incinta”, cuja tradução é o título deste excerto. É um produto de grande sabedoria popular, dada a quantia de idiotas que assolam o mundo, especialmente nos tempos de hoje, que Nelson Rodrigues (também sabiamente) chamava de “a era dos idiotas”.

Cinco destes imbecis estavam na torcida da Roma que foi à Milão dar apoio ao seu time. Estes não eram imbecis ‘standard’, provavelmente deviam ser imbecis “turbo”, “Classe A”, ou algo assim. Assim, durante o segundo tempo, os marginais (claro, de uma torcida organizada), jogaram bombas na direção dos jogadores do Milan. Uma delas acertou Gattuso, que despencou, mas quando levantou, ergueu o punho, como se dissesse “venci!”; outras duas acertaram Dida, que também foi alvejado por uma pilha de rádio.

O Milan tinha todo o direito de comemorar seu título, talvez o mais incontestável de sua história, com79 pontos (só para comparação, vale dizer que as duas últimas temporadas foram conquistadas, pela Juventus, com 72 e 71 pontos, e o Milan ainda tem seis pontos para disputar). Contudo, parte da alegria da comemoração ficou obscurecida pelo incidente.

Os imbecis que envergonharam os romanistas já tinham conseguido interromper o derby entre Lazio e Roma, semanas atrás, e por causa disso, a Roma foi punida com a perda de mando de campo em três jogos. Deve sofrer novas sanções. Lá, como aqui, existem seres bípedes, semipensantes, travestidos de torcedores. Eles vão ao estádio para jogar bombas e brigar. E são tão covardes que cobrem o rosto. Jogá-los numa masmorra gélida e cheia de musgo para todo o sempre não faria com que a humanidade perdesse rigorosamente nada, além de dores de cabeça.

Liga dos Campeões ou a cabeça de alguém

Depois da 31a rodada, a briga pela vaga na Liga dos Campeões estava feia. Porém, havia uma vantagem milimétrica da Inter, que tinha um ponto a mais do que Lazio e Parma, ainda que com um calendário mais difícil, porque teria de ir a Lecce pegar o time local, enquanto Lazio e Parma tinham tarefas menos duras.

A Inter fez o que melhor sabe fazer: se sabotou. Conseguiu sair na frente, mas cedeu a virada ao Lecce, que está salvo do rebaixamento. Enquanto isso, um Parma exemplar extraiu seus três pontos do rebaixado Ancona, e a Lazio, perdeu dois pontos num empate contra a Reggina (que também não era uma tarefa simples).

Nesta 33a rodada, Parma e Inter se enfrentam em Milão, com boas chances de decidirem a vaga. Se o Parma vencer, enterra a Inter de vez (abre cinco pontos), mas ainda recebe um adversário hostil, a Udinese, no Ennio Tardini, na derradeira jornada de 16 de maio. A Lazio viaja a Brescia, e depois recebe o Modena, ou seja, tem o calendário menos infernal, mas depende de um tropeço alheio.

Se a Inter vencer o duelo com o Parma, volta a ter a faca e o queijo na mão, desde que a Lazio não vença em Brescia. O último jogo da Inter é em Empoli, time que está criando dificuldades para todos os seus adversários. Inter x Parma do próximo final de semana é uma decisão em potencial, assim como Milan x Roma o foi.

Conseqüências: Se a vaga ficar com o Parma, Prandelli vai para a Juventus (com quem já tem acerto – leia abaixo), com ainda mais moral que já tem, Zaccheroni perde o emprego na Inter, muito provavelmente cedendo espaço para Roberto Mancini. Caso a vaga seja da Inter, Zaccheroni deve continuar no clube (nunca se sabe como as coisas vão rolar em Appiano Gentile), e Roberto Mancini estudará se fica ou não na Lazio. Caso a Lazio vá para a LC, ‘Zac’ toma cartão vermelho, e a Inter deve ir buscar algum maluco para seu lugar.

Revolução Juve: o nome é o de Prandelli

Na semana passada, finalmente foi anunciado o que todos esperavam. Marcello Lippi disse que não será mais treinador da Juventus depois do fim desta temporada. Lippi disse que tem propostas, mas que quer descansar. Tradução: primeiro ele quer ver se Trapattoni não vence a Euro-2004.

Se o “Trap” não for campeão, Lippi vai para a “Nazionale” com seis anos de atraso. Deveria ter ido depois da Copa de 1998, mas não foi liberado pela Juventus. Se Trapattoni conquistar o título, então não se sabe o que vai acontecer.

O que é certo é que o homem sentado no banco da Juve no ano que vem será Cesare Prandelli, ex-atleta da Juventus, e que, apesar de ter seu elenco retalhado pela crise da Parmalat, está quase dando uma vaga na Liga dos Campeões que pode ser decisiva para o futuro do clube, tal o aporte econômico que uma vaga na competição dá muito dinheiro para o clube.

Prandelli deve levar consigo para a Juventus o atacante Gilardino, e talvez, um defensor (entre Bonera e Ferrari). A Juve, por causa do ajuste financeiro da Fiat (e da família Agnelli), pretende abolir as grandes contratações. Além disso, vale lembrar que, como aconteceu nos casos de Roma e Lazio, o terceiro ano após a entrada na Bolsa de Valores, é provável que os cofres do clube sofram um refluxo, ou seja, menos grana.

Quem tem boas chances de assumir o Parma é Luigi Del Neri, do Chievo. Del Neri já tinha sido sondado quando o Parma estava “rico”. Outra possível aposta é Serse Cosmi, que deixará o Perugia. Cosmi deixa de ser uma opção se Capello for embora da Roma, que seria a sua preferência.

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